Porto Alegre tem caso confirmado de Mpox

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A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou, no dia 17 de fevereiro de 2026, um novo caso de Mpox. De acordo com informações divulgadas, o paciente é morador da cidade, mas contraiu a infecção fora do Rio Grande do Sul.

Novo caso de Mpox em Porto Alegre

Conforme caso confirmado, não foram divulgadas informações sobre a variante identificada nem sobre o estado de saúde da pessoa diagnosticada.

Prefeitura alerta para o carnaval

A prefeitura emitiu um comunicado com orientações de prevenção às vésperas do Carnaval, destacando que a transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções corporais, incluindo saliva, e gotículas respiratórias em situações de proximidade prolongada.

Contexto geral

Em 2025, 11 casos da doença foram confirmadas na cidade de Porto Alegre. Neste ano, o estado de São Paulo já registrou 43 casos a partir de 161 notificações suspeitas, distribuídos por municípios como Campinas, Santos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e a capital paulista.

Mpox como emergência global em 2024

A Organização Mundial de Saúde convocou o comitê de emergência no dia 14 de agosto de 2024 e declarou a Mpox, antigamente conhecida como Varíola dos Macacos, como emergência internacional de saúde pública, devido a sua propagação na África.

A agência sanitária da ONU já havia tomado uma decisão similar em 2022, quando ocorreu o surto mundial de varíola do macaco.

Surto da Mpox na África

Apesar dos casos de Mpox terem caídos depois do surto ocorrido em 2022, a doença continuou circulando, especialmente em regiões onde já era endêmica, como a República Democrática do Congo. No país, as infecções têm crescido de forma preocupante e detectaram mais de 14 mil infectados e 524 mortos, impulsionados por uma nova linhagem do vírus. Dos casos confirmados em junho, 96% são da República Democrática do Congo.

Além disso, quatro países da África Oriental reportaram seus primeiros casos de Mpox em 2024, sendo eles: Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda. A Costa do Marfim já registrou um surto da doença, mas de outra variante, enquanto a África do Sul confirmou mais dois casos.

Desse modo, a agência sanitária da União da África também declarou uma emergência de saúde pública, seu máximo nível de alerta.

Casos de Mpox no mundo

A OMS registrou, de janeiro de 2022 a junho de 2024, 99.176 casos confirmados de mpox em 116 países. Neste período também houve a confirmação de 208 mortes provocadas pela doença.

Apenas em junho de 2024, 934 casos foram confirmados laboratorialmente e quatro mortes foram notificadas em 26 países, devido relatório divulgado na segunda-feira (12).

Vacinação contra a Mpox

A vacinação contra a Mpox não exige nenhuma estratégia de imunização em massa. A OMS sugere que apenas pessoas que estão em risco, como aqueles que tiveram contato próximo com uma pessoa infectada ou pertencem a um grupo de alto risco devem ser considerados para a vacinação. Isso ocorre porque a transmissão da mpox, tem sido concentrada em grupos populacionais específicos.

No Brasil, a campanha de imunização começou em março de 2023, inicialmente focada em:

  • Pessoas que vivem com HIV/aids (PVHA);
  • Profissionais de laboratórios que atuam em locais de exposição ao vírus;
  • Além de pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas.

O que é a Mpox

A Mpox é uma doença causada pelo vírus MonkeyPox. Anteriormente era conhecida como “varíola dos macacos”, mas em maio de 2022, a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr) publicou um informativo sobre o surto da doença em humanos ocorrido naquele ano, com o seguinte trecho:

“O atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. Todas as transmissões identificadas até o momento pelas agências de saúde no mundo foram atribuídas à contaminação por transmissão entre pessoas”.

No mesmo ano, a OMS designou o termo “Mpox”, no lugar da varíola dos macacos, pois a doença não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. 

Transmissão

A transmissão ocorre por meio de contato, secreções infectadas das vias respiratórias, feridas ou bolhas na pele da pessoa infectada e também com o compartilhamento de objetos contaminados recentemente com fluidos do paciente ou materiais da lesão.

Tratamento

No momento, não há tratamento específico para a doença, apenas a atenção médica utilizada para aliviar dores e outros sintomas e prevenir sequelas.

Leia também: Ministério da Saúde emite nota técnica para intensificar a vigilância da Mpox

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