A residência em otorrinolaringologia é um programa médico de acesso direto, com duração de 3 anos, voltado à formação de especialistas nas doenças do ouvido, nariz e garganta.
Oferece treinamento teórico e prático em todas as áreas da especialidade, preparando o médico para atuação clínica e cirúrgica.

O que é a otorrinolaringologia e seu campo de atuação?
A otorrinolaringologia é a especialidade médica responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças que afetam ouvidos, nariz, garganta e pescoço. Atua tanto na parte clínica quanto cirúrgica.
É uma área ampla que engloba desde infecções comuns até cirurgias de alta complexidade.
Ao longo das últimas décadas, passou por uma forte evolução tecnológica, com avanços como cirurgias endoscópicas, exames de imagem mais precisos, implantes auditivos e técnicas minimamente invasivas.
Hoje é a 15ª especialidade mais procurada entre médicos no Brasil.
Áreas de atuação do otorrinolaringologista
O otorrinolaringologista pode se aprofundar em diferentes subespecialidades
- Otologia/Neurotologia:
Cuida das doenças do ouvido e do equilíbrio. Como otites, perda auditiva, zumbido e vertigem.
Inclui procedimentos como timpanoplastias, cirurgias do ouvido médio e implantes cocleares.
- Rinologia:
Focada nas patologias do nariz e seios da face: rinite, sinusite e desvio de septo.
É uma das áreas mais cirúrgicas, com destaque para a cirurgia endoscópica nasal e procedimentos funcionais e estéticos.
- Laringologia e Voz:
Atua nas alterações da laringe e das cordas vocais, tratando rouquidão, nódulos vocais e distúrbios da deglutição.
Envolve desde terapia vocal até microcirurgias laríngeas.
- Cirurgia de Cabeça e Pescoço:
Abrange tumores benignos e malignos da região cervical, glândulas salivares e tireoide.
Exige integração com outras especialidades.
- Medicina do Sono
Responsável pelo diagnóstico e tratamento de ronco e apneia do sono.
Pode ter abordagem clínica e cirúrgica. Inclui exames como a polissonografia.
- Otorrinopediatria
Voltada ao cuidado infantil, lidando com problemas frequentes como otites de repetição, hipertrofia de amígdalas e adenoide, além de atrasos de fala relacionados à audição.
Como funciona a residência médica em otorrinolaringologia?
A residência médica em otorrinolaringologia é um programa de acesso direto, com duração de 3 anos.
Para ser válida, deve ter credenciamento da CNRM/MEC, além do reconhecimento da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.
A carga horária costuma ser de cerca de 60 horas semanais, distribuídas entre atividades práticas assistenciais (ambulatório, enfermaria, centro cirúrgico e plantões) e atividades teóricas, como aulas, discussões de casos e reuniões científicas.
Progressão ano a ano na residência em otorrinolaringologia
- R1 (primeiro ano):
Fase de adaptação e base clínica. O residente aprende atendimento ambulatorial, urgências otorrinolaringológicas, avaliação auditiva básica e participa como auxiliar em cirurgias.
É o período de maior carga assistencial e desenvolvimento de fundamentos da especialidade.
- R2 (segundo ano):
Ampliação das responsabilidades e início de maior atuação cirúrgica. O residente passa a executar procedimentos de média complexidade, aprofunda conhecimentos em rinologia, otologia e laringologia.
Além disso, ganha mais autonomia no acompanhamento de pacientes.
- R3 (terceiro ano):
Consolidação da formação, com foco em cirurgias mais complexas, tomada de decisões clínicas e liderança da equipe.
O residente atua com maior independência, participa da formação dos R1 e R2 e se prepara para a prática profissional como especialista.
Rotina do médico residente em otorrinolaringologia
A rotina é intensa, alternando entre ambulatório, pronto-atendimento, enfermaria, centro cirúrgico e atividades acadêmicas, como aulas e discussões de casos.
O residente participa de forma ativa da avaliação dos pacientes, definição de condutas e acompanhamento pós-operatório.
Além disso, há envolvimento em cirurgias eletivas e de urgência, que vão desde procedimentos simples até intervenções mais complexas, conforme o avanço na residência.
Equipamentos e tecnologias utilizados durante a formação
Durante a residência, o médico aprende a operar diversos equipamentos fundamentais para diagnóstico e acompanhamento dos pacientes, como audiometria, otoemissões acústicas, BERA (potencial evocado auditivo), videonasofibroscopia e endoscopia nasal.
Melhores instituições com residência em otorrinolaringologia
- Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), São Paulo (SP): programa tradicional e referência nacional, com grande diversidade de casos, infraestrutura robusta e forte base teórica e prática.
- Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina (EPM), São Paulo (SP): residência com estágios variados (ambulatório, pronto-socorro e cirurgias em hospitais satélites), forte corpo docente e formação abrangente na especialidade.
- Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas (SP): programa com foco em múltiplas subáreas e oportunidades de atuação em várias frentes clínicas e cirúrgicas.
- Hospital São Paulo (UNIFESP – HSP), São Paulo (SP): vinculado à EPM, referência em ensino hospitalar e residência médica de alta qualidade, com ampla exposição a casos complexos
Concorrência na residência em otorrinolaringologia
A residência em otorrinolaringologia está entre as especialidades mais concorridas no Brasil.
No Exame Nacional de Residência Médica (Enare), por exemplo, a média para a especialidade foi de cerca de 37,66 candidatos por vaga.
De modo geral, instituições públicas com tradição acadêmica e alta tecnologia tendem a registrar maior concorrência, enquanto programas menores ou em regiões com menos procura podem ter relações candidato/vaga mais baixas.
Por que a residência em otorrinolaringologia é tão concorrida?
A concorrência para otorrinolaringologia se deve a vários fatores:
- Alta empregabilidade, com demanda constante por especialistas em serviços públicos e privados.
- Boa remuneração, tanto no setor hospitalar quanto em consultórios próprios.
- Volume cirúrgico e diversidade de procedimentos.
- Diversidade de atuação, combinando atendimento clínico, cirurgias e subespecializações (como medicina do sono, otologia, rinologia).
- Qualidade de vida comparativamente boa entre as especialidades cirúrgicas de acesso direto, com menor carga de plantões em alguns serviços.
Processo seletivo para residência em otorrinolaringologia
Costuma ser composto, principalmente, por uma prova teórica objetiva, com questões de múltipla escolha baseadas no conteúdo da graduação.
Em programas de acesso direto, essa prova geralmente abrange as grandes áreas da medicina, e a classificação final depende do desempenho do candidato.
Além da etapa escrita, muitos editais incluem análise curricular, que avalia histórico acadêmico, estágios, monitorias, iniciação científica e cursos extracurriculares.
Normalmente, o cronograma envolve publicação do edital, período de inscrições, prova objetiva, divulgação de resultados e matrícula dos aprovados.
Concentrando-se entre o segundo semestre e o início do ano seguinte, dependendo da instituição.
O que mais cai nas provas para residência em otorrinolaringologia?
Os temas mais recorrentes costumam ser:
- Clínica médica (especialmente infectologia, pneumologia e cardiologia básica);
- Otorrinolaringologia básica, com foco em otites, sinusites, rinite, amigdalites, vertigem e perda auditiva;
- Cirurgia geral, incluindo princípios cirúrgicos, trauma e condutas em urgência;
- Anatomia, principalmente de cabeça e pescoço.
Mercado de trabalho para otorrinolaringologistas
Segundo a Demografia Médica no Brasil 2023, a otorrinolaringologia no Brasil conta com cerca de 8.100 especialistas titulados. Isso representa 1,6 % do total de especialistas no país .
Apesar do número absoluto ter crescido ao longo dos anos, há uma distribuição geográfica bastante desigual no país: mais da metade está concentrada na região Sudeste, com presença significativamente menor nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Essa concentração reflete diferenças na infraestrutura de saúde, oportunidades de trabalho e acesso a tecnologia, gerando maiores perspectivas de carreira em centros urbanos do Sudeste e Sul.
Enquanto estados do Norte e algumas áreas do Nordeste enfrentam escassez de especialistas e menor oferta de serviços otorrinolaringológicos.
As possibilidades de atuação para otorrinolaringologistas são variadas: consultório próprio ou em grupo, clínicas especializadas, hospitais públicos e privados, e atuação mista combinando ambulatório, cirurgias eletivas e exames.
Quanto um otorrinolaringologista ganha?
A remuneração de um otorrinolaringologista no Brasil varia bastante conforme localidade, tipo de vínculo e carga horária.
O salário mensal costuma variar de R$7.800 a R$14.800 em vínculos formais. Para uma carga de cerca de 20 horas semanais, a média fica próxima de R$8.000.
Vale a pena fazer residência em otorrinolaringologia?
Sim, a residência em otorrinolaringologia vale a pena!
Principalmente, para quem busca uma especialidade clínico-cirúrgica, com alta empregabilidade, atuação diversificada e bom retorno financeiro.
O especialista pode trabalhar em ambulatórios, hospitais e consultórios próprios, além de realizar procedimentos e cirurgias de diferentes complexidades. Essa variedade torna a rotina dinâmica e amplia as possibilidades de carreira.
Outro ponto importante é o mercado aquecido. Mais de 53,8% dos otorrinolaringologistas estão concentrados no Sudeste, o que mostra uma distribuição desigual no país e abre espaço para atuação em outras regiões. Norte, Centro-Oeste e parte do Nordeste ainda têm menos especialistas, o que aumenta a demanda por profissionais nessas áreas.
Além disso, a especialidade é ideal para médicos que gostam de unir clínica e cirurgia, têm interesse em tecnologia, apreciam acompanhamento longitudinal de pacientes e buscam uma rotina prática. Também combina com quem valoriza a autonomia profissional e deseja construir consultório próprio ao longo da carreira.
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