
Residência em dermatologia é uma especialização médica de acesso direto e com duração de 3 anos, focada em enfermidades de pele, cabelo e unhas, além de estética, cirurgia dermatológica e laser.
Pré-requisitos para ingressar na residência em dermatologia
Para ingressar em um curso de residência médica em dermatologia, o único requisito é ter a graduação de medicina completa em uma instituição de ensino reconhecida pelo Ministério de Educação (MEC).
Quantos anos dura a residência em dermatologia?
A residência médica em dermatologia tem duração total de três anos. O programa é organizado em R1, R2 e R3, o que reflete uma progressão gradual de responsabilidades e complexidade: o residente começa com bases clínicas e diagnósticas, avança para maior autonomia em procedimentos e finaliza com atuação quase plena, inclusive em casos complexos.
Como funciona a residência em dermatologia?
R1 (1º ano)
- Foco: fundamentos da dermatologia clínica e diagnóstica.
- Atividades/estágios: ambulatórios gerais, enfermarias, introdução à dermatopatologia e à dermatoscopia.
- Habilidades: anamnese e exame dermatológico completos, diagnóstico das dermatoses mais prevalentes.
- Procedimentos típicos: biópsias simples, crioterapia, curetagem básica.
R2 (2º ano)
- Foco: aprofundamento clínico e início de maior carga procedimental.
- Atividades/estágios: ambulatórios especializados (psoríase, acne, doenças autoimunes), cirurgia dermatológica básica, dermatopatologia aplicada.
- Habilidades: tomada de decisão terapêutica, manejo de casos moderados a complexos.
- Procedimentos típicos: excisões cirúrgicas simples, eletrocauterização, peelings químicos superficiais.
R3 (3º ano)
- Foco: consolidação, autonomia supervisionada e subespecialização.
- Atividades/estágios: oncologia cutânea, cirurgia dermatológica avançada, estética médica, gestão de casos complexos.
- Habilidades: liderança de equipe, ensino de residentes mais novos, planejamento terapêutico avançado.
- Procedimentos típicos: cirurgias mais complexas, lasers, toxina botulínica e preenchimentos (conforme serviço).
Carga horária e divisão entre prática e teoria
A residência em dermatologia apresenta uma carga horária semanal média de cerca de 60 horas, conforme os parâmetros regulamentados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). A maior parte desse tempo é dedicada às atividades práticas, que correspondem aproximadamente a 70% a 80% da rotina, enquanto as atividades teóricas ocupam cerca de 20% a 30% da carga horária.
No dia a dia, o residente divide seu tempo entre atendimentos ambulatoriais supervisionados, realização de procedimentos e cirurgias dermatológicas, além de aulas, seminários, discussões de casos clínicos e momentos de estudo dirigido, garantindo a integração entre prática assistencial e embasamento teórico ao longo da formação.
Currículo da residência médica em dermatologia
O currículo da residência médica em dermatologia é estruturado para oferecer formação ampla, progressiva e integrada, combinando bases clínicas sólidas, treinamento cirúrgico e contato com a dermatologia estética. Ao longo dos três anos, o residente passa por módulos e estágios obrigatórios, que desenvolvem competências diagnósticas, terapêuticas e procedimentais, preparando o médico para atuar em diferentes contextos assistenciais.
Dermatologia clínica
Abrange o cuidado integral das doenças da pele, anexos e mucosas, com ênfase em diagnóstico e manejo clínico. Inclui ambulatórios gerais e especializados, como acne, psoríase, doenças infecciosas, dermatites, doenças bolhosas, genodermatoses e dermatoses inflamatórias e autoimunes. O residente desenvolve competências em anamnese e exame dermatológico, uso de dermatoscopia, interpretação de exames complementares e definição de planos terapêuticos clínicos, incluindo terapias tópicas, sistêmicas e imunobiológicas.
Dermatologia cirúrgica
Foca o diagnóstico e o tratamento cirúrgico das afecções cutâneas, com destaque para a oncologia dermatológica. Os estágios incluem cirurgia dermatológica básica e avançada, manejo de tumores cutâneos benignos e malignos, e integração com a dermatopatologia para correlação clínico-histológica. Entre as competências desenvolvidas estão biópsias cutâneas, excisões simples e complexas, suturas, eletrocauterização, cirurgia e acompanhamento pós-operatório, além do reconhecimento de indicações cirúrgicas adequadas.
Dermatologia estética
Introduz e aprofunda técnicas voltadas à melhora funcional e estética da pele, sempre com base científica e critérios éticos. O residente tem contato com procedimentos como peelings químicos, toxina botulínica, preenchedores dérmicos, lasers e tecnologias de energia (conforme disponibilidade do serviço), além do manejo de complicações. O foco está no desenvolvimento de competências em avaliação estética global, indicação correta de procedimentos e segurança do paciente.
Módulos complementares e integração
O currículo também contempla estágios em dermatopatologia, dermatologia pediátrica, hanseníase, oncologia cutânea, além de atividades teóricas regulares, como aulas, seminários, reuniões clínicas e discussão de casos. Essa organização permite que o residente desenvolva raciocínio clínico integrado, habilidades técnicas progressivamente mais complexas e capacidade de atuação tanto no ambiente hospitalar quanto ambulatorial, preparando-o para uma prática dermatológica ampla, ética e atualizada após a conclusão da residência.
Rotina de um médico residente em dermatologia
Um dia típico na residência em dermatologia costuma começar cedo e combina assistência clínica, procedimentos e atividades acadêmicas. Pela manhã, o residente geralmente atua em ambulatórios, atendendo pacientes com diferentes dermatoses sob supervisão, realizando diagnósticos, prescrevendo tratamentos e acompanhando casos crônicos. Em dias específicos, a rotina inclui cirurgias dermatológicas, como biópsias, excisão de lesões e procedimentos terapêuticos, que exigem preparo técnico e atenção aos detalhes.
No período da tarde, o residente pode alternar entre novos atendimentos ambulatoriais, participação em procedimentos estéticos ou cirúrgicos, e atividades acadêmicas, como aulas teóricas, seminários, discussão de casos clínicos e revisão de artigos científicos. A carga de atendimentos e procedimentos é progressiva ao longo dos anos, aumentando a autonomia do residente.
Entre os desafios comuns estão a alta demanda de pacientes, a necessidade de conciliar prática assistencial com estudo teórico e a responsabilidade crescente. Esses desafios são superados com organização da rotina, apoio da preceptoria, estudo contínuo e troca de experiências com colegas mais avançados.
Instituições que oferecem residência em dermatologia
A residência em dermatologia é ofertada por instituições públicas e privadas em todas as regiões do país, com maior concentração de vagas nos grandes centros urbanos.
- Sudeste: USP, UNIFESP, UFMG, UNICAMP, UFRJ, UERJ;
- Sul: UFRGS, UFPR, PUCRS;
- Nordeste: UFBA, UFPE, UFC;
- Centro-Oeste: UnB, UFG;
- Norte: UFPA, UFTM (entre outras com menor número de vagas).
Os centros de referência, como USP, UNIFESP e UFMG, são amplamente reconhecidos pela excelência assistencial e acadêmica. A distribuição geográfica das vagas é desigual, concentrando-se principalmente no Sudeste. Por isso, é fundamental consultar os editais atualizados de cada instituição para verificar número de vagas, critérios e calendário.

Como funciona o processo seletivo para a residência em dermatologia?
O processo seletivo para a residência em dermatologia é altamente competitivo, devido ao número reduzido de vagas e à grande procura. Os modelos de seleção variam entre instituições, mas geralmente combinam prova teórica, avaliação curricular e, em alguns casos, entrevista. Em instituições públicas, a prova costuma ter peso maior e seguir regras unificadas por bancas ou consórcios, enquanto instituições privadas podem adotar formatos próprios e incluir etapas adicionais. A preparação prévia, com foco em clínica médica e dermatologia básica, é decisiva para o bom desempenho.
Etapas mais comuns
- Prova teórica objetiva: avalia conhecimentos em Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria, Ginecologia/Obstetrícia e Dermatologia básica. Geralmente tem o maior peso na nota final.
- Análise curricular: considera histórico escolar, estágios, iniciação científica, monitorias, publicações e participação em eventos científicos.
- Entrevista (quando prevista): avalia perfil profissional, interesse pela especialidade, maturidade, comunicação e coerência da trajetória acadêmica.
Conteúdos mais cobrados nas avaliações de residência em dermatologia
As provas priorizam conteúdos que formam a base do raciocínio clínico do dermatologista. Os temas mais recorrentes incluem Clínica Médica (doenças infecciosas, imunologia, endocrinologia básica) e Dermatologia básica, como lesões elementares, dermatites, acne, psoríase, infecções cutâneas, hanseníase e neoplasias de pele. Esses conteúdos são priorizados porque sustentam o diagnóstico e a conduta inicial na maioria dos atendimentos. Merecem maior revisão temas clássicos, quadros prevalentes e correlação clínico-patológica.
Quando começam as inscrições e provas de residência em dermatologia?
Em geral, os editais são publicados entre agosto e setembro, com inscrições no segundo semestre do ano. As provas teóricas costumam ocorrer entre outubro e novembro, e as etapas seguintes, como análise curricular e entrevistas, acontecem até dezembro. A divulgação dos resultados finais normalmente ocorre antes do início do ano letivo seguinte. É essencial acompanhar os calendários oficiais das instituições e das bancas organizadoras.
Quanto ganha um residente em dermatologia?
O médico residente em dermatologia recebe a bolsa padrão, definida pelo governo e atualizada periodicamente. Atualmente, o valor gira em torno de R$4.100 mensais, podendo haver diferenças regionais ou complementações conforme a instituição mantenedora. Essa bolsa tem caráter educacional e não configura vínculo empregatício.
Possibilidade de complementos ou bolsas institucionais
Algumas instituições oferecem complementações financeiras ou benefícios adicionais, como auxílio-moradia, auxílio-alimentação ou bolsas institucionais específicas. Esses bônus variam bastante entre programas e regiões, por isso é fundamental verificar cada edital para conhecer exatamente os benefícios oferecidos.
Qual o valor da residência em dermatologia em instituições privadas?
Em instituições privadas, é importante diferenciar residência médica credenciada de especialização lato sensu. A residência médica reconhecida segue as normas da CNRM e, em regra, não é paga pelo residente. Já cursos de especialização podem ter custos elevados, com valores que variam aproximadamente entre R$3 mil e R$10 mil mensais, dependendo da instituição e da carga horária. Esse investimento geralmente inclui aulas teóricas, prática supervisionada e uso de infraestrutura, mas não equivale ao título obtido por residência médica.
Qual é o salário de um dermatologista?
O salário de um dermatologista no Brasil varia bastante conforme experiência, área de atuação (clínica, estética ou cirúrgica), modelo de trabalho (CLT, autônomo ou consultório próprio) e localização geográfica. De modo geral, a especialidade está entre as mais bem remuneradas da medicina, especialmente quando o profissional atua de forma autônoma ou incorpora procedimentos estéticos e cirúrgicos à sua prática.
De acordo com pesquisas salariais recentes, a média nacional para um dermatologista gira em torno de R$7.200 por mês em regime CLT (20 h/semanais), com valores que podem ir de cerca de R$4.000 até quase R$14.000 mensais na mesma categoria formal. Profissionais que atuam de forma autônoma ou em consultórios privados com clientela consolidada frequentemente obtêm rendas muito maiores, especialmente na área estética, podendo chegar a R$25.000 a R$40.000 ou mais por mês em contextos de alta demanda e procedimentos especializados.
Os ganhos também variam conforme a experiência. Os médicos mais experientes e com boa carteira de pacientes costumam faturar valores substancialmente maiores do que recém-formados. Além disso, atuar em centros urbanos maiores tende a oferecer potencial de renda superior comparado a cidades menores.
| Área de atuação | Início de carreira | Experiente / autônomo | Consultório próprio / estético |
| Dermatologia clínica | R$ 6.000 – R$ 10.000/mês (CLT) | R$ 10.000 – R$ 25.000/mês | R$ 20.000 – R$ 35.000+/mês |
| Dermatologia cirúrgica | R$ 7.000 – R$ 12.000/mês | R$ 15.000 – R$ 30.000/mês | R$ 25.000 – R$ 40.000+/mês |
| Dermatologia estética | R$ 8.000 – R$ 15.000/mês | R$ 20.000 – R$ 40.000/mês | R$ 30.000 – R$ 60.000+/mês |
- Dermatologia clínica: costuma ter remuneração mais estável, baseada em consultas e continuidade de atendimento de pacientes.
- Dermatologia cirúrgica: incorpora procedimentos com valores adicionais por ato cirúrgico, elevando a renda potencial comparada à clínica isolada.
- Dermatologia estética: em geral, possui maior potencial de ganhos variáveis, pois procedimentos como toxina botulínica, preenchimentos, lasers e peelings, cobrados separadamente, podem representar uma parte significativa da renda.
Desse modo, dermatologistas com mais tempo de carreira, especializações complementares e boa reputação tendem a ampliar seus ganhos significativamente — seja em consultório próprio, parcerias com clínicas ou em serviços de alta complexidade. A atuação em grandes centros urbanos, com maior demanda e poder aquisitivo, geralmente está associada a faixas salariais mais elevadas.
Fatores que influenciam nos ganhos
- Demanda regional e localização: atuar em grandes centros urbanos ou regiões com maior poder aquisitivo tende a elevar a remuneração, devido à maior procura por consultas e procedimentos, especialmente estéticos. Em cidades menores, a concorrência pode ser menor, mas a demanda e os valores praticados costumam ser mais baixos.
- Área de atuação dentro da dermatologia: a dermatologia estética tem impacto direto nos ganhos, pois envolve procedimentos com maior valor agregado, como toxina botulínica, preenchimentos, lasers e tecnologias de energia. Já a dermatologia clínica oferece renda mais previsível, enquanto a cirúrgica aumenta o faturamento conforme o número e a complexidade dos procedimentos.
- Subespecializações e diferenciais técnicos: formação adicional em áreas como oncologia cutânea, cirurgia dermatológica avançada, estética médica ou tricologia amplia o leque de serviços oferecidos e permite cobrar honorários mais elevados.
- Volume de atendimentos e procedimentos: o número de consultas realizadas, a frequência de procedimentos e a eficiência da agenda influenciam diretamente o rendimento mensal. Profissionais com alta produtividade tendem a ter ganhos superiores.
- Modelo de atuação profissional: trabalhar como autônomo, em consultório próprio ou em clínicas privadas geralmente oferece maior potencial de ganhos do que vínculos exclusivamente formais, embora envolva custos e riscos adicionais.
- Experiência e tempo de carreira: com o passar dos anos, o dermatologista tende a aumentar sua base de pacientes, aprimorar técnicas e otimizar a prática clínica, o que se reflete em maior faturamento.
- Reputação e posicionamento no mercado: reconhecimento profissional, indicações de pacientes, presença digital e credibilidade científica influenciam a procura pelo serviço e permitem a prática de valores mais altos, moldando o ganho final ao longo da carreira.
Mercado de trabalho para dermatologistas
A dermatologia é uma das especialidades médicas com maior demanda no Brasil, impulsionada tanto pelo aumento da incidência de doenças de pele quanto pela crescente valorização dos cuidados estéticos e da saúde da pele ao longo da vida. Trata-se de um mercado amplo, diversificado e em constante expansão, especialmente nos grandes centros urbanos.
Entre as áreas que mais crescem, destaca-se a dermatologia estética, com forte procura por procedimentos minimamente invasivos, como toxina botulínica, preenchimentos, lasers e tecnologias de energia. O envelhecimento da população, a maior exposição às redes sociais e a busca por bem-estar e autoestima contribuem diretamente para esse crescimento.
As oportunidades de atuação são variadas. O dermatologista pode trabalhar em hospitais, principalmente em serviços de oncologia cutânea e dermatologia clínica; em clínicas privadas, atendendo consultas e procedimentos; ou investir em consultório próprio, modelo que oferece maior autonomia e potencial de ganhos a médio e longo prazo. Além disso, há espaço para atuação acadêmica, pesquisa e ensino.
Apesar de ser um mercado competitivo, devido ao número limitado de vagas de residência e ao alto interesse pela especialidade, ele permanece favorável. Profissionais bem formados, atualizados e com diferenciais técnicos conseguem se posicionar com sucesso, especialmente quando unem excelência clínica, visão estratégica e boa relação com os pacientes.
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