{"id":48103,"date":"2026-08-12T10:00:00","date_gmt":"2026-08-12T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/?p=48103"},"modified":"2026-08-06T15:46:26","modified_gmt":"2026-08-06T18:46:26","slug":"sindromes-extrapiramidais-induzidas-por-farmacos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/sindromes-extrapiramidais-induzidas-por-farmacos\/","title":{"rendered":"S\u00edndromes extrapiramidais induzidas por f\u00e1rmacos: distonia aguda, acatisia e parkinsonismo secund\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Blog-MedCof-2026-08-06T152643.276-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-48108\" srcset=\"https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Blog-MedCof-2026-08-06T152643.276-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Blog-MedCof-2026-08-06T152643.276-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Blog-MedCof-2026-08-06T152643.276-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Blog-MedCof-2026-08-06T152643.276-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Blog-MedCof-2026-08-06T152643.276-747x420.jpg 747w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Blog-MedCof-2026-08-06T152643.276-150x84.jpg 150w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Blog-MedCof-2026-08-06T152643.276-696x392.jpg 696w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Blog-MedCof-2026-08-06T152643.276-1068x601.jpg 1068w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Blog-MedCof-2026-08-06T152643.276.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>distonia aguda, a acatisia e o parkinsonismo secund\u00e1rio <\/strong>s\u00e3o s\u00edndromes clinicamente distintas, mas que compartilham exatamente a mesma base farmacol\u00f3gica: o <strong>bloqueio do receptor dopamin\u00e9rgico D2 na via nigroestriatal.<\/strong> Na pr\u00e1tica, esse antagonismo D2 desequilibra a rela\u00e7\u00e3o entre dopamina e acetilcolina no estriado, gerando um predom\u00ednio relativo da atividade colin\u00e9rgica. \u00c9 esse excesso colin\u00e9rgico o principal respons\u00e1vel pela manifesta\u00e7\u00e3o dos sintomas extrapiramidais agudos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ocorr\u00eancia dessas s\u00edndromes n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3ria; existe um limiar farmacol\u00f3gico documentado. Evid\u00eancias de neuroimagem (estudos PET) demonstram que o<strong> risco de manifesta\u00e7\u00f5es extrapiramidais e acatisia aumenta de forma substancial quando a ocupa\u00e7\u00e3o dos receptores D2 ultrapassa a faixa de 75% a 85%,<\/strong> com o risco aproximadamente dobrado ao atingir o limiar de 80%. A leitura cl\u00ednica direta desse dado \u00e9 que boa parte dos efeitos adversos \u00e9 dose-dependente e, portanto, evit\u00e1vel com o ajuste preciso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como as tr\u00eas s\u00edndromes atingem o mesmo receptor e produzem o mesmo espectro fisiopatol\u00f3gico, o grande divisor de \u00e1guas para o diagn\u00f3stico diferencial \u2014 tanto no plant\u00e3o quanto nas quest\u00f5es de prova \u2014 \u00e9 a <strong>cronologia<\/strong><sup><\/sup>. O que separa cada quadro \u00e9 a janela temporal entre a introdu\u00e7\u00e3o ou o aumento da dose do f\u00e1rmaco e o in\u00edcio dos sintomas: horas para a distonia, dias a semanas para a acatisia, e semanas a meses para o parkinsonismo<sup><\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-por-que-esse-grupo-de-sindromes-merece-atencao\" class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00a0Por que esse grupo de s\u00edndromes merece aten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>parkinsonismo induzido por f\u00e1rmacos<\/strong> responde por <strong>20% a 37% dos casos de parkinsonismo em estudos populacionais, <\/strong>o que o coloca como a segunda causa mais frequente da s\u00edndrome, atr\u00e1s apenas da doen\u00e7a de Parkinson idiop\u00e1tica. A rea\u00e7\u00e3o dist\u00f4nica aguda ocorre em cerca de 10,5% dos pacientes expostos a antipsic\u00f3ticos de primeira gera\u00e7\u00e3o e em 2,2% dos expostos a antipsic\u00f3ticos de segunda gera\u00e7\u00e3o. Nenhum desses n\u00fameros \u00e9 marginal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto que costuma passar despercebido \u00e9 que uma parcela relevante dos casos n\u00e3o vem da psiquiatria. <strong>Metoclopramida, bromoprida, prometazina, flunarizina e cinarizina <\/strong>s\u00e3o prescritas rotineiramente para <strong>n\u00e1usea, v\u00f4mito, cefaleia e tontura<\/strong>, atingem o mesmo receptor e produzem o mesmo espectro de efeitos. A metoclopramida sozinha se associa a rea\u00e7\u00e3o dist\u00f4nica aguda em aproximadamente 8,3% dos adultos expostos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A base farmacol\u00f3gica comum<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O antagonismo D2 na via nigroestriatal desequilibra a rela\u00e7\u00e3o entre dopamina e acetilcolina no estriado, com predom\u00ednio relativo da atividade colin\u00e9rgica. Esse desequil\u00edbrio \u00e9 o substrato dos sintomas extrapiramidais agudos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe um limiar razoavelmente bem descrito. No estudo PET de Kapur e colaboradores com pacientes em primeiro epis\u00f3dio de esquizofrenia, nenhum paciente com ocupa\u00e7\u00e3o de receptores D2 abaixo de 78% apresentou sintomas extrapiramidais ou acatisia [9]. Uma meta-an\u00e1lise dose-resposta posterior, com 110 estudos e 37.193 participantes, encontrou aumento substancial do risco quando a ocupa\u00e7\u00e3o D2 ultrapassa a faixa de 75% a 85%, com risco aproximadamente dobrado no limiar de 80% [10]. A leitura pr\u00e1tica \u00e9 direta: existe uma janela terap\u00eautica, e boa parte dos efeitos extrapiramidais \u00e9 dose-dependente e portanto evit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-distonia-aguda\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Distonia Aguda<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Defini\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Contra\u00e7\u00e3o muscular involunt\u00e1ria e sustentada,<\/strong> geralmente dolorosa, que produz posturas an\u00f4malas. As apresenta\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas s\u00e3o <strong>torcicolo, crise ocul\u00f3gira, trismo, protrus\u00e3o da l\u00edngua e opist\u00f3tono.<\/strong> O quadro pode acometer extremidades, face, pesco\u00e7o, tronco, pelve e laringe.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Janela temporal<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aproximadamente <strong>50% dos casos ocorrem nas primeiras 48 horas ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o ou o aumento do f\u00e1rmaco<\/strong> e <strong>90% nos primeiros 5 dias<\/strong>. A grande maioria se manifesta dentro de 96 horas da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Agentes implicados<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Antipsic\u00f3ticos t\u00edpicos<\/strong>, com destaque para <strong>haloperidol, perfenazina e tioridazina;<\/strong> <strong>antipsic\u00f3ticos at\u00edpicos,<\/strong> incluindo <strong>risperidona, quetiapina e olanzapina;<\/strong> e <strong>antiem\u00e9ticos<\/strong>, principalmente<strong> metoclopramida, proclorperazina e prometazina<\/strong>. A incid\u00eancia com anticonvulsivantes, antidepressivos e neuroestimulantes fica abaixo de 1% dos pacientes expostos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fatores de risco<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sexo masculino, idade jovem, hist\u00f3ria pr\u00e9via de rea\u00e7\u00e3o dist\u00f4nica e <strong>uso recente de coca\u00edna<\/strong> aumentam o risco de forma significativa. Polimorfismos da CYP2D6 que alteram o metabolismo contribuem para a suscetibilidade individual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O quadro que n\u00e3o pode passar<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>distonia lar\u00edngea <\/strong>\u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o potencialmente <strong>fatal.<\/strong> O estridor funciona como sinal precoce de comprometimento iminente da via a\u00e9rea e exige manejo imediato.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tratamento<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anticolin\u00e9rgicos parenterais produzem melhora dram\u00e1tica em 10 a 30 minutos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, o agente dispon\u00edvel \u00e9 o <strong>biperideno<\/strong>. A ficha t\u00e9cnica da apresenta\u00e7\u00e3o injet\u00e1vel recomenda 2,5 a 5 mg de lactato de biperideno por via intravenosa ou intramuscular para s\u00edndrome extrapiramidal induzida por medicamento, com possibilidade de repetir a mesma dose ap\u00f3s 30 minutos e dose m\u00e1xima di\u00e1ria de 10 a 20 mg [12]. A administra\u00e7\u00e3o deve ser interrompida se os sintomas cederem durante a pr\u00f3pria inje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura internacional descreve difenidramina 50 mg IV em adultos e benzatropina 1 a 2 mg IV como primeira linha, com benzodiazep\u00ednicos parenterais (lorazepam 0,05 a 0,10 mg\/kg ou diazepam 0,1 mg\/kg) como segunda linha nos casos refrat\u00e1rios [1].<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Preven\u00e7\u00e3o de recorr\u00eancia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este \u00e9 o passo mais esquecido. Se o f\u00e1rmaco causador n\u00e3o for suspenso, o anticolin\u00e9rgico precisa ser mantido por alguns dias. As recomenda\u00e7\u00f5es descritas s\u00e3o difenidramina oral a cada 6 horas por 1 a 2 dias, ou benzatropina 1 a 2 mg por via oral duas vezes ao dia por at\u00e9 7 dias [1]. Com biperideno, a dose oral usual para sintomas extrapiramidais induzidos por medicamento \u00e9 de 1 a 4 mg, de uma a quatro vezes ao dia [12].<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Armadilha diagn\u00f3stica<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Paciente jovem, plenamente l\u00facido, com postura bizarra e sem qualquer altera\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia<\/strong> \u00e9 o cen\u00e1rio em que o r\u00f3tulo de quadro conversivo aparece com mais frequ\u00eancia. A anamnese farmacol\u00f3gica das \u00faltimas 96 horas resolve a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"986\" src=\"https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-48105\" srcset=\"https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2.png 960w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2-292x300.png 292w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2-768x789.png 768w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2-409x420.png 409w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2-150x154.png 150w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2-300x308.png 300w, https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-2-696x715.png 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fonte: https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Distonia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 id=\"h-acatisia\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Acatisia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Defini\u00e7\u00e3o e o peso do componente subjetivo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Acatisia<\/strong> \u00e9 a <strong>incapacidade de permanecer parado<\/strong>, com sensa\u00e7\u00e3o intensa de <strong>inquieta\u00e7\u00e3o interna <\/strong>que costuma envolver os<strong> membros inferiores<\/strong> e leva a <strong>movimento repetitivo compulsivo<\/strong>. O componente subjetivo \u00e9 o que fecha o diagn\u00f3stico. Um paciente que se movimenta muito sem relatar a ang\u00fastia interna provavelmente tem outro quadro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Janela temporal<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Geralmente nas primeiras duas semanas de terapia antipsic\u00f3tica, tipicamente dentro de 4 semanas da introdu\u00e7\u00e3o ou do aumento de dose.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Agentes implicados<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Antipsic\u00f3ticos<\/strong>, com frequ\u00eancia maior entre os de primeira gera\u00e7\u00e3o e alta pot\u00eancia, como o haloperidol. Tamb\u00e9m se associam \u00e0 acatisia <strong>bloqueadores de canal de c\u00e1lcio, antiem\u00e9ticos, antivertiginosos, coca\u00edna, sedativos usados em anestesia<\/strong> e, mais raramente, <strong>antidepressivos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o estruturada<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <strong>Barnes Akathisia Rating Scale (BARS) <\/strong>\u00e9 o instrumento padr\u00e3o para graduar a intensidade, embora a maioria dos cl\u00ednicos se baseie na observa\u00e7\u00e3o. A escala avalia separadamente o componente objetivo, o componente subjetivo (consci\u00eancia da inquieta\u00e7\u00e3o e sofrimento associado) e uma avalia\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Diagn\u00f3stico diferencial<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sintomas frequentemente se sobrep\u00f5em a <strong>psicose, mania, transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e depress\u00e3o agitada.<\/strong> Essa sobreposi\u00e7\u00e3o \u00e9 a origem do erro cl\u00ednico mais custoso desse tema, descrito adiante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tratamento: o que a evid\u00eancia mostra hoje<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui h\u00e1 uma diverg\u00eancia relevante entre o que a maior parte do material did\u00e1tico ensina e o que a evid\u00eancia mais recente sustenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A meta-an\u00e1lise em rede de Furukawa e colaboradores, publicada no <em>Schizophrenia Bulletin<\/em>, comparou as estrat\u00e9gias dispon\u00edveis e encontrou os seguintes tamanhos de efeito:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>Estrat\u00e9gia<\/strong><\/th><th><strong>SMD [IC 95%]<\/strong><\/th><th><strong>Estudos \/ participantes<\/strong><\/th><th><strong>Confian\u00e7a na evid\u00eancia<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Antagonistas 5-HT2A (mianserina, mirtazapina, trazodona)<\/td><td>\u22121,07 [\u22121,42; \u22120,71]<\/td><td>6 \/ 108<\/td><td>Baixa<\/td><\/tr><tr><td>Benzodiazep\u00ednicos (clonazepam, diazepam, lorazepam)<\/td><td>\u22121,62 [\u22122,64; \u22120,59]<\/td><td>2 \/ 13<\/td><td>Muito baixa<\/td><\/tr><tr><td>Vitamina B6<\/td><td>\u22120,99 [\u22121,49; \u22120,50]<\/td><td>3 \/ 67<\/td><td>Muito baixa<\/td><\/tr><tr><td>Betabloqueadores<\/td><td>\u22120,46 [\u22120,85; \u22120,07]<\/td><td>8 \/ 105<\/td><td>Baixa<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores classificam os achados como extremamente preliminares, apontam a aus\u00eancia de dados de efic\u00e1cia em longo prazo e recomendam explicitamente que <strong>a primeira linha seja a redu\u00e7\u00e3o de dose ou a troca do antipsic\u00f3tico<\/strong>, reservando medica\u00e7\u00e3o adjuvante para as situa\u00e7\u00f5es em que reduzir ou trocar n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O StatPearls registra que a mirtazapina em dose baixa se mostrou t\u00e3o eficaz quanto os betabloqueadores, e a revis\u00e3o de sintomas extrapiramidais aponta mirtazapina 7,5 a 15 mg ao dia como a op\u00e7\u00e3o com maior efic\u00e1cia descrita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como conciliar isso com a prova.<\/strong> Bancas de resid\u00eancia e concursos ainda cobram propranolol como resposta esperada para acatisia, e essa continua sendo a alternativa a marcar. Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, a conduta com melhor sustenta\u00e7\u00e3o atual \u00e9 ajustar o antipsic\u00f3tico primeiro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Anticolin\u00e9rgico n\u00e3o \u00e9 a resposta<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A acatisia geralmente n\u00e3o responde a agentes anticolin\u00e9rgicos, o que sugere mecanismo fisiopatol\u00f3gico distinto do da distonia aguda. A benzatropina, ou o biperideno no contexto brasileiro, s\u00f3 faz sentido quando h\u00e1 parkinsonismo concomitante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Acatisia e suicidalidade<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este ponto exige precis\u00e3o. Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica de 2021 identificou apenas quatro estudos avaliando a rela\u00e7\u00e3o entre acatisia induzida por antipsic\u00f3tico e comportamento suicida, com resultados inconsistentes: dois encontraram correla\u00e7\u00e3o fraca e dois n\u00e3o encontraram diferen\u00e7a significativa. Os autores concluem que um v\u00ednculo causal definitivo n\u00e3o foi estabelecido, que nenhum estudo conseguiu demonstrar preced\u00eancia temporal e que a qualidade metodol\u00f3gica geral era baixa. Ao mesmo tempo, registram que a possibilidade de rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser descartada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"h-\">A formula\u00e7\u00e3o correta, portanto, \u00e9 que a acatisia \u00e9 um efeito adverso de alto sofrimento subjetivo, associado a disforia intensa e a abandono de tratamento, com uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o com comportamento suicida que ainda carece de confirma\u00e7\u00e3o. Trat\u00e1-la com urg\u00eancia se justifica pelo sofrimento e pela ades\u00e3o, independentemente de o v\u00ednculo causal com suicidalidade vir a ser confirmado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Parkinsonismo induzido por f\u00e1rmaco<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Epidemiologia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Representa <strong>20% a 37%<\/strong> dos casos de parkinsonismo em estudos populacionais e <strong>4% a 10%<\/strong> em ambulat\u00f3rios terci\u00e1rios de dist\u00farbios do movimento. O estudo EUROPARKINSON encontrou 5% dos casos europeus de parkinsonismo atribu\u00edveis a f\u00e1rmacos.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-agentes-implicados-por-nivel-de-risco\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Agentes implicados, por n\u00edvel de risco<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Alto risco:<\/strong> antipsic\u00f3ticos t\u00edpicos (fenotiazinas, haloperidol, flufenazina); bloqueadores de canal de c\u00e1lcio piperaz\u00ednicos (<strong>flunarizina e cinarizina<\/strong>); depletores de dopamina (tetrabenazina, reserpina).<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Risco intermedi\u00e1rio a alto:<\/strong> antiem\u00e9ticos e procin\u00e9ticos, incluindo <strong>metoclopramida<\/strong>, sulpirida, clebopride e os derivados fenotiaz\u00ednicos (proclorperazina, prometazina), que a fonte classifica nessa faixa e n\u00e3o como risco meramente intermedi\u00e1rio [7].<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Risco intermedi\u00e1rio:<\/strong> antipsic\u00f3ticos de segunda gera\u00e7\u00e3o (risperidona, olanzapina, aripiprazol); valproato, com incid\u00eancia de at\u00e9 6% em usu\u00e1rios cr\u00f4nicos; l\u00edtio; antidepressivos serotonin\u00e9rgicos, com risco descrito de 8%.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Baixo risco:<\/strong> quetiapina e clozapina.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A flunarizina e a cinarizina merecem destaque no contexto brasileiro pelo uso amplo e prolongado em quadros de tontura e enxaqueca, muitas vezes em pacientes idosos e sem reavalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica da indica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como diferenciar da doen\u00e7a de Parkinson idiop\u00e1tica<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sinais motores s\u00e3o clinicamente indistingu\u00edveis dos da doen\u00e7a por corpos de Lewy. A diferencia\u00e7\u00e3o se apoia em um conjunto de pistas:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th><strong>Caracter\u00edstica<\/strong><\/th><th><strong>Parkinsonismo por f\u00e1rmaco<\/strong><\/th><th><strong>Parkinson idiop\u00e1tico<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Simetria<\/td><td>Sim\u00e9trico em 61% dos casos, mas s\u00e9ries descrevem assimetria em at\u00e9 54%; sinais estritamente unilaterais em 4%<\/td><td>Tipicamente assim\u00e9trico no in\u00edcio<\/td><\/tr><tr><td>Tremor de repouso<\/td><td>Presente em 60%, com predom\u00ednio em membros superiores<\/td><td>Presente, geralmente assim\u00e9trico<\/td><\/tr><tr><td>Anosmia<\/td><td>Ausente<\/td><td>Presente<\/td><\/tr><tr><td>Transtorno comportamental do sono REM<\/td><td>N\u00e3o caracter\u00edstico<\/td><td>Caracter\u00edstico<\/td><\/tr><tr><td>Disautonomia<\/td><td>Menos comum<\/td><td>Mais comum<\/td><\/tr><tr><td>F\u00e1rmaco suspeito na prescri\u00e7\u00e3o<\/td><td>Presente<\/td><td>Ausente<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte dos percentuais: Blanchet e Kivenko.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cuidado com o atalho da simetria.<\/strong> A apresenta\u00e7\u00e3o sim\u00e9trica favorece a origem medicamentosa, e \u00e9 assim que o tema costuma aparecer em prova. A mesma fonte, por\u00e9m, adverte que o parkinsonismo assim\u00e9trico faz parte do espectro do quadro induzido por f\u00e1rmaco e n\u00e3o indica necessariamente doen\u00e7a de Parkinson subjacente. Assimetria portanto levanta a hip\u00f3tese de doen\u00e7a idiop\u00e1tica sem descartar a causa medicamentosa, e a decis\u00e3o continua dependendo da revis\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o e da evolu\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a suspens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-tempo-ate-o-aparecimento\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Tempo at\u00e9 o aparecimento<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Antagonistas dopamin\u00e9rgicos centrais: em geral dentro de 3 meses<\/li>\n\n\n\n<li>Bloqueadores de canal de c\u00e1lcio: at\u00e9 12 meses<\/li>\n\n\n\n<li>Valproato: meses a anos<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Evolu\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a retirada do f\u00e1rmaco<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este \u00e9 o dado que mais surpreende quem estudou o tema de forma superficial. A recupera\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe de ser r\u00e1pida ou garantida:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Recomenda-se um intervalo livre do f\u00e1rmaco de pelo menos 6 meses antes de concluir sobre reversibilidade;<\/li>\n\n\n\n<li>Em uma s\u00e9rie retrospectiva, a recupera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia foi de 10 meses, com varia\u00e7\u00e3o de 2 a 19 meses;<\/li>\n\n\n\n<li>At\u00e9 30% dos casos apresentam sinais motores persistentes ou em piora al\u00e9m de 6 meses;<\/li>\n\n\n\n<li>O SPECT com ligante do transportador de dopamina (DAT-SPECT) mostra redu\u00e7\u00e3o da capta\u00e7\u00e3o em mais de 40% dos casos de parkinsonismo induzido por f\u00e1rmaco, o que sugere comprometimento nigroestriatal subjacente mesmo em pacientes que evoluem com revers\u00e3o cl\u00ednica.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especificamente para cinarizina e flunarizina, h\u00e1 descri\u00e7\u00e3o de s\u00edndrome parkinsoniana permanente e n\u00e3o progressiva persistindo ap\u00f3s a suspens\u00e3o do f\u00e1rmaco em idosos, o que sugere um componente tardio ainda subreconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A leitura cl\u00ednica dessas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 dupla. Persist\u00eancia dos sintomas ap\u00f3s 6 meses de suspens\u00e3o levanta a hip\u00f3tese de doen\u00e7a de Parkinson subjacente desmascarada pelo f\u00e1rmaco, e ao mesmo tempo o pr\u00f3prio f\u00e1rmaco pode deixar sequela permanente. As duas possibilidades coexistem e justificam avalia\u00e7\u00e3o especializada.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-conduta\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Conduta<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong>, com escolha criteriosa de agentes em popula\u00e7\u00f5es suscet\u00edveis, especialmente idosos<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Suspens\u00e3o do f\u00e1rmaco causador<\/strong>, quando vi\u00e1vel<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Substitui\u00e7\u00e3o<\/strong> por quetiapina ou clozapina quando a indica\u00e7\u00e3o do antipsic\u00f3tico se mant\u00e9m<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Tratamento sintom\u00e1tico<\/strong>, com anticolin\u00e9rgico em pacientes abaixo de 60 anos ou amantadina acima de 60 anos<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fisioterapia<\/strong> para dist\u00farbios de postura e marcha<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Manejo compartilhado<\/strong> entre psiquiatra e especialista em dist\u00farbios do movimento<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A restri\u00e7\u00e3o do anticolin\u00e9rgico ao paciente mais jovem tem motivo concreto. No idoso, o perfil de efeitos adversos inclui confus\u00e3o mental, reten\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, constipa\u00e7\u00e3o e descompensa\u00e7\u00e3o de glaucoma de \u00e2ngulo fechado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tabela comparativa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th>&#8211;<\/th><th><strong>Distonia aguda<\/strong><\/th><th><strong>Acatisia<\/strong><\/th><th><strong>Parkinsonismo induzido por f\u00e1rmaco<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td><strong>Tempo at\u00e9 o in\u00edcio<\/strong><\/td><td>50% em 48 h, 90% em 5 dias [2]; quase todos em 96 h [1]<\/td><td>Primeiras 2 semanas [3]; at\u00e9 4 semanas [2]<\/td><td>At\u00e9 3 meses com antagonistas D2; at\u00e9 12 meses com bloqueadores de canal de c\u00e1lcio [7]<\/td><\/tr><tr><td><strong>Achado motor<\/strong><\/td><td>Contra\u00e7\u00e3o sustentada com postura an\u00f4mala: torcicolo, crise ocul\u00f3gira, trismo, opist\u00f3tono [1]<\/td><td>Inquieta\u00e7\u00e3o motora cont\u00ednua, troca de pernas, marcha sem destino [3]<\/td><td>Bradicinesia, rigidez, tremor de repouso, sim\u00e9trico em 61% [7]<\/td><\/tr><tr><td><strong>Queixa do paciente<\/strong><\/td><td>Dor e sensa\u00e7\u00e3o de travamento<\/td><td>Ang\u00fastia interna, impossibilidade de ficar parado [3]<\/td><td>Lentid\u00e3o, dificuldade de marcha, quedas<\/td><\/tr><tr><td><strong>N\u00edvel de consci\u00eancia<\/strong><\/td><td>Preservado<\/td><td>Preservado<\/td><td>Preservado<\/td><\/tr><tr><td><strong>Incid\u00eancia<\/strong><\/td><td>10,5% com antipsic\u00f3tico de 1\u00aa gera\u00e7\u00e3o; 2,2% com 2\u00aa gera\u00e7\u00e3o; 8,3% com metoclopramida [1]<\/td><td>Maior com antipsic\u00f3ticos de 1\u00aa gera\u00e7\u00e3o e alta pot\u00eancia [3]<\/td><td>20% a 37% de todos os parkinsonismos [7]<\/td><\/tr><tr><td><strong>Agentes t\u00edpicos<\/strong><\/td><td>Haloperidol, metoclopramida, proclorperazina, prometazina [1]<\/td><td>Antipsic\u00f3ticos, antiem\u00e9ticos, bloqueadores de canal de c\u00e1lcio, antidepressivos [3]<\/td><td>Antipsic\u00f3ticos t\u00edpicos, flunarizina, cinarizina, metoclopramida, valproato, l\u00edtio [7]<\/td><\/tr><tr><td><strong>Conduta inicial<\/strong><\/td><td>Biperideno 2,5 a 5 mg IV ou IM, repet\u00edvel em 30 min [12]<\/td><td>Reduzir dose ou trocar o antipsic\u00f3tico [4]<\/td><td>Suspender o f\u00e1rmaco causador [7]<\/td><\/tr><tr><td><strong>Adjuvantes<\/strong><\/td><td>Difenidramina; benzodiazep\u00ednico se refrat\u00e1rio [1]<\/td><td>Mirtazapina 7,5 a 15 mg, betabloqueador, benzodiazep\u00ednico [2, 4]<\/td><td>Anticolin\u00e9rgico abaixo de 60 anos; amantadina acima de 60 anos [7]<\/td><\/tr><tr><td><strong>Resposta ao anticolin\u00e9rgico<\/strong><\/td><td>Melhora em 10 a 30 min [1]<\/td><td>Geralmente n\u00e3o responde [3]<\/td><td>Resposta parcial, com restri\u00e7\u00e3o no idoso [7]<\/td><\/tr><tr><td><strong>Tempo at\u00e9 resolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td>Minutos ap\u00f3s o ant\u00eddoto [1]<\/td><td>Dias ap\u00f3s ajuste do antipsic\u00f3tico<\/td><td>M\u00e9dia de 10 meses, varia\u00e7\u00e3o de 2 a 19; at\u00e9 30% persistem [7]<\/td><\/tr><tr><td><strong>Reversibilidade<\/strong><\/td><td>Completa<\/td><td>Completa<\/td><td>Incompleta em parcela relevante dos casos [7, 8]<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cinco armadilhas cl\u00ednicas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1. Atribuir a s\u00edndrome apenas a f\u00e1rmacos psiqui\u00e1tricos.<\/strong> Metoclopramida, bromoprida, prometazina, flunarizina e cinarizina causam o mesmo espectro de efeitos e costumam ser prescritas por indica\u00e7\u00f5es banais. A metoclopramida carrega, inclusive, tarja preta do FDA por discinesia tardia, com recomenda\u00e7\u00e3o expl\u00edcita de evitar tratamento por mais de 12 semanas salvo em casos raros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2. Tratar toda manifesta\u00e7\u00e3o extrapiramidal com anticolin\u00e9rgico.<\/strong> O biperideno resolve a distonia aguda em minutos, tem pouco efeito na acatisia e exige cautela no parkinsonismo do idoso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3. Interpretar acatisia como piora do quadro psiqui\u00e1trico e aumentar a dose do antipsic\u00f3tico.<\/strong> Como os efeitos extrapiramidais s\u00e3o dose-dependentes e aumentam de forma acentuada acima de 75% a 85% de ocupa\u00e7\u00e3o D2, cada aumento agrava a acatisia que se tentava tratar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4. Diagnosticar doen\u00e7a de Parkinson sem revisar a prescri\u00e7\u00e3o.<\/strong> Idoso em uso prolongado de flunarizina ou cinarizina com parkinsonismo sim\u00e9trico merece suspens\u00e3o do f\u00e1rmaco e reavalia\u00e7\u00e3o em 6 meses antes de iniciar levodopa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5. Tratar a distonia aguda e liberar o paciente sem cobertura.<\/strong> Se o f\u00e1rmaco causador permanece, o anticolin\u00e9rgico precisa ser mantido por alguns dias para evitar recorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 id=\"h-pontos-de-maior-rendimento-para-prova-de-residencia-medica\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Pontos de maior rendimento para prova de resid\u00eancia m\u00e9dica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A <strong>janela temporal<\/strong> \u00e9 a vari\u00e1vel que mais discrimina entre as tr\u00eas s\u00edndromes e costuma estar expl\u00edcita no enunciado;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Simetria<\/strong> favorece parkinsonismo induzido por f\u00e1rmaco, e \u00e9 assim que as bancas cobram; na cl\u00ednica, assimetria n\u00e3o descarta a causa medicamentosa;<\/li>\n\n\n\n<li>O <strong>componente subjetivo<\/strong> \u00e9 o que define acatisia e a separa de agita\u00e7\u00e3o psicomotora;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Crise ocul\u00f3gira<\/strong> em paciente jovem ap\u00f3s antiem\u00e9tico \u00e9 distonia aguda at\u00e9 prova em contr\u00e1rio;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Anticolin\u00e9rgico<\/strong> resolve distonia aguda e n\u00e3o resolve acatisia;<\/li>\n\n\n\n<li>Bancas ainda esperam <strong>propranolol<\/strong> como resposta para acatisia, ainda que a evid\u00eancia atual priorize ajuste do antipsic\u00f3tico.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse\">Leia tamb\u00e9m: <strong><a href=\"https:\/\/www.grupomedcof.com.br\/blog\/psicofarmacologia-no-enamed\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Psicofarmacologia no Enamed: as 5 classes que mais caem e a armadilha de cada uma<\/a><\/strong><\/pre>\n\n\n\n<h2 id=\"h-acompanhe-o-fala-cavarzan\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Acompanhe o &#8216;Fala, Cavarzan<\/strong>&#8216;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que separa o candidato mediano de quem domina a prova \u00e9 o direcionamento t\u00e1tico. Se voc\u00ea quer receber <strong>engenharia reversa de bancas, estrat\u00e9gias de estudo<\/strong> que funcionam na rotina real e <strong>an\u00e1lises cl\u00ednicas<\/strong> direto na sua caixa de entrada, assine a newsletter <strong>Fala, Cavarzan<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escrita pelo Dr. Mateus Cavarzan, \u00e9 o espa\u00e7o onde a gente discute o que realmente impacta o seu plant\u00e3o e o seu edital \u2014 sem enrola\u00e7\u00e3o e direto ao ponto.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/mentoria.grupomedcof.com.br\/fala-cavarzan?clientId=&amp;utm_campaign=outros-continua-captacao-base&amp;utm_medium=social&amp;utm_source=plataforma#https:\/\/mentoria.grupomedcof.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Inscreva-se aqui!<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"youtube-embed\" data-video_id=\"mVt0J2AfBAM\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Resid\u00eancia M\u00e9dica com Mentalidade de Alta Performance ft. Luciana Hadad | #SingularCast\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mVt0J2AfBAM?feature=oembed&#038;enablejsapi=1\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Perguntas Frequentes (FAQ)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h3 id=\"h-quais-medicamentos-causam-sindromes-extrapiramidais\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais medicamentos causam s\u00edndromes extrapiramidais?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os principais respons\u00e1veis s\u00e3o os antipsic\u00f3ticos t\u00edpicos (como haloperidol e tioridazina) e os at\u00edpicos (como risperidona e olanzapina). No entanto, a grande armadilha na pr\u00e1tica cl\u00ednica vem de medicamentos prescritos rotineiramente fora da psiquiatria: antiem\u00e9ticos (metoclopramida, bromoprida, proclorperazina, prometazina) e bloqueadores de canal de c\u00e1lcio usados para vertigem (flunarizina e cinarizina).<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-qual-a-diferenca-entre-distonia-aguda-e-acatisia\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Qual a diferen\u00e7a entre distonia aguda e acatisia?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a central est\u00e1 na janela temporal e na apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. A distonia aguda ocorre nas primeiras horas a dias (quase sempre em at\u00e9 96 horas) e se manifesta como contra\u00e7\u00f5es musculares involunt\u00e1rias e sustentadas, gerando posturas an\u00f4malas (ex: torcicolo, crise ocul\u00f3gira, trismo). J\u00e1 a acatisia surge em dias a semanas (tipicamente nas primeiras 2 a 4 semanas) e \u00e9 caracterizada por uma inquieta\u00e7\u00e3o motora cont\u00ednua, impulsionada por uma intensa ang\u00fastia interna subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-como-tratar-reacao-distonica-aguda-no-pronto-socorro\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Como tratar rea\u00e7\u00e3o dist\u00f4nica aguda no pronto-socorro?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conduta de escolha \u00e9 o uso de anticolin\u00e9rgicos parenterais. No Brasil, administra-se o biperideno (2,5 a 5 mg via intravenosa ou intramuscular), que produz melhora dram\u00e1tica entre 10 e 30 minutos. O passo frequentemente esquecido \u00e9 a alta m\u00e9dica: se o f\u00e1rmaco causador for mantido na prescri\u00e7\u00e3o, \u00e9 obrigat\u00f3rio prescrever o anticolin\u00e9rgico via oral (1 a 4 mg\/dia) por alguns dias para evitar a recorr\u00eancia do quadro.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-como-reverter-o-parkinsonismo-induzido-por-farmacos\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Como reverter o parkinsonismo induzido por f\u00e1rmacos?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro e mais importante passo \u00e9 suspender o f\u00e1rmaco causador, sempre que vi\u00e1vel. Contudo, a recupera\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe de ser imediata: recomenda-se observar um intervalo livre da medica\u00e7\u00e3o de pelo menos 6 meses, sendo que at\u00e9 30% dos pacientes podem persistir com os sintomas ap\u00f3s esse per\u00edodo. Para o manejo sintom\u00e1tico, utiliza-se anticolin\u00e9rgico em pacientes com menos de 60 anos; para os idosos (acima de 60 anos), a amantadina \u00e9 a droga indicada, evitando efeitos adversos como reten\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria e confus\u00e3o mental.<\/p>\n\n\n\n<h3 id=\"h-por-que-nao-usar-anticolinergicos-para-tratar-acatisia\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que n\u00e3o usar anticolin\u00e9rgicos para tratar acatisia?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porque a acatisia geralmente n\u00e3o responde a esses agentes, o que sugere um mecanismo fisiopatol\u00f3gico diferente do da distonia aguda. Tratar acatisia com biperideno \u00e9 um erro cl\u00ednico comum; a conduta apoiada em evid\u00eancias \u00e9 focar no ajuste da prescri\u00e7\u00e3o (redu\u00e7\u00e3o da dose ou troca do antipsic\u00f3tico). O anticolin\u00e9rgico s\u00f3 faz sentido se o paciente apresentar parkinsonismo concomitante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Dystonic Reactions<\/em>. In: <em>StatPearls<\/em> [Internet]. <em>Treasure Island (FL): StatPearls Publishing.<\/em> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK531466\/\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK531466\/<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Extrapyramidal Side Effects. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing.<\/em> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK534115\/\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK534115\/<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li>A<em>kathisia. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing.<\/em> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK519543\/\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK519543\/<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"4\" class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Furukawa Y, Imai K, Takahashi Y, Efthimiou O, Leucht S. Comparative Efficacy and Acceptability of Treatment Strategies for Antipsychotic-Induced Akathisia: A Systematic Review and Network Meta-analysis. Schizophrenia Bulletin. 2026;52(2):sbae098. doi:10.1093\/schbul\/sbae098<\/em><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"5\" class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Kalniunas A, Chakrabarti I, Mandalia R, Munjiza J, Pappa S. The Relationship Between Antipsychotic-Induced Akathisia and Suicidal Behaviour: A Systematic Review. Neuropsychiatric Disease and Treatment. 2021;17:3489-3497. doi:10.2147\/NDT.S337785<\/em><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"6\" class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Barnes TRE. The Barnes Akathisia Rating Scale \u2014 Revisited. Journal of Psychopharmacology. 2003;17(4):365-370. doi:10.1177\/0269881103174013<\/em><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"7\" class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Blanchet PJ, Kivenko V. Drug-induced parkinsonism: diagnosis and management. Journal of Parkinsonism and Restless Legs Syndrome (atualmente Research and Reviews in Parkinsonism). 2016;6:83-91. doi:10.2147\/JPRLS.S99197<\/em><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"8\" class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Calzetti S, Negrotti A. Outcome of Drug-Induced Parkinsonism in the Elderly: A Permanent Nonprogressive Parkinsonian Syndrome May Occur Following Discontinuation of Cinnarizine and Flunarizine. Annals of Pharmacotherapy. 2025;59(3):289-293. doi:10.1177\/10600280241263592<\/em><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"9\" class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Kapur S, Zipursky R, Jones C, Remington G, Houle S. Relationship between dopamine D2 occupancy, clinical response, and side effects: a double-blind PET study of first-episode schizophrenia. American Journal of Psychiatry. 2000;157(4):514-520.<\/em><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"10\" class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Siafis S, Wu H, Wang D, et al. Antipsychotic dose, dopamine D2 receptor occupancy and extrapyramidal side-effects: a systematic review and dose-response meta-analysis. Molecular Psychiatry. 2023;28:3267-3277. doi:10.1038\/s41380-023-02203-y<\/em><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"11\" class=\"wp-block-list\">\n<li><em>U.S. Food and Drug Administration. Metoclopramide: boxed warning \u2014 tardive dyskinesia.<\/em> Bula do produto. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.accessdata.fda.gov\/drugsatfda_docs\/label\/2011\/017854s058lbl.pdf\">https:\/\/www.accessdata.fda.gov\/drugsatfda_docs\/label\/2011\/017854s058lbl.pdf<\/a><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"12\" class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Agencia Espa\u00f1ola de Medicamentos y Productos Sanitarios. Ficha t\u00e9cnica Akinet\u00f3n 5 mg\/ml soluci\u00f3n inyectable (lactato de biperideno). <\/em>Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/cima.aemps.es\/cima\/dochtml\/ft\/28994\/FT_28994.html\">https:\/\/cima.aemps.es\/cima\/dochtml\/ft\/28994\/FT_28994.html<\/a> \u00b7 Abbott. Bula do profissional \u2014 Akineton (biperideno). Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dam.abbott.com\/pt-br\/documents\/pdfs\/nossas-bulas\/A\/AKINETON%20(bula%20do%20profissional).pdf\">https:\/\/dam.abbott.com\/pt-br\/documents\/pdfs\/nossas-bulas\/A\/AKINETON%20(bula%20do%20profissional).pdf<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhe\u00e7a e diferencie distonia aguda, acatisia e parkinsonismo induzido por f\u00e1rmacos. 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