
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento de adultos com epilepsia resistente a tratamento. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e representa mais uma alternativa terapêutica para pacientes que não respondem adequadamente às opções já disponíveis.
O medicamento aprovado é o cenobamato, comercializado com o nome Xcopri, da farmacêutica Eurofarma. A autorização consta na Resolução-RE nº 855, de 5 de março de 2026, que trata do registro de novos medicamentos no país.
Novo tratamento para epilepsia resistente
A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por crises epilépticas recorrentes, provocadas por descargas elétricas anormais no cérebro. Em parte dos pacientes, as crises podem persistir mesmo com o uso de medicamentos antiepilépticos convencionais, um quadro conhecido como epilepsia resistente ou refratária ao tratamento.
Para esses casos, novas opções terapêuticas são consideradas fundamentais, pois ajudam a reduzir a frequência e a intensidade das crises e podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Como funciona o cenobamato
O cenobamato é um medicamento anticonvulsivante indicado como terapia adjuvante para adultos com crises epilépticas focais. Ele atua modulando canais de sódio dependentes de voltagem e aumentando a atividade do neurotransmissor inibitório GABA, mecanismos que ajudam a reduzir a hiperexcitabilidade neuronal responsável pelas crises.
O medicamento será disponibilizado em diferentes concentrações e apresentações, permitindo o ajuste gradual da dose conforme orientação médica.
De acordo com a resolução publicada pela Anvisa, o registro contempla comprimidos com diversas dosagens, incluindo apresentações de 12,5 mg, 50 mg, 100 mg e 200 mg, além de combinações utilizadas na titulação inicial do tratamento.
O que muda com a aprovação
Com o registro sanitário concedido pela Anvisa, o medicamento passa a estar autorizado para comercialização no Brasil. No entanto, a disponibilidade para pacientes depende de etapas adicionais, como definição de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e posterior distribuição no mercado.
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