Demografia Médica do Estado de São Paulo 2026

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Imagem com médicos e estetoscópio para a câmera
Imagem com médicos e estetoscópio para a câmera

O estado de São Paulo concentra o maior número de médicos do Brasil e exerce papel central na formação e especialização médica do país. Segundo a Demografia Médica do Estado de São Paulo 2026, o território paulista reúne mais de 197 mil médicos, o que corresponde a uma razão média de 4,28 médicos por mil habitantes, acima da média nacional.

Apesar desse número expressivo, a distribuição dos profissionais é marcada por fortes desigualdades regionais, com concentração nos grandes centros urbanos e déficit persistente no interior de menor porte. Esse cenário impacta diretamente o acesso à assistência e também a dinâmica da Residência Médica no estado.

Perfil dos médicos em São Paulo

O perfil demográfico dos médicos paulistas revela mudanças importantes nos últimos anos. Em 2025, 35,4% dos médicos tinham até 35 anos, indicando uma força de trabalho relativamente jovem. Além disso, observa-se a consolidação da feminização da medicina, com crescimento contínuo da participação feminina no total de profissionais.

Ainda, os homens são maioria em 33 das 55 especialidades, concentrados em Urologia (95,5%), Ortopedia e Traumatologia (90,1%) e Cirurgia Cardiovascular (88,8%). Já as mulheres tem maior presença em Dermatologia (80,6%), Alergia e Imunologia (77%) e Pediatria (76,3%).

Fonte: Demografia Médica do Estado de São Paulo

Do ponto de vista da formação, 59,7% dos médicos possuem título de especialista, enquanto 40,3% atuam como generalistas, proporção que segue em transformação à medida que mais egressos buscam a residência médica como etapa obrigatória da carreira.

Dados apontam que 66,4% dos médicos se especializaram através da residência médica e que 33,6% foi por meio das sociedades de especialidade. Ainda, 50,4% se especializaram de ambas formas.

Fonte: Demografia Médica do Estado de São Paulo

Concentração geográfica

A capital paulista concentra 37,7% dos médicos do estado, embora reúna apenas 25,8% da população, alcançando uma média de 6,25 médicos por mil habitantes. Em contraste, os 564 municípios com menos de 100 mil habitantes abrigam 23,6% da população, mas contam com apenas 11,6% dos médicos, com densidade de 2,11 por mil habitantes.

Entre os municípios mais bem assistidos estão Santos, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, todos com mais de 7 médicos por mil habitantes, refletindo a forte presença de hospitais de ensino e programas de residência consolidados.

Disputa intensa na Residência Médica em São Paulo

São Paulo lidera a oferta nacional de vagas de Residência Médica, com milhares de programas distribuídos entre instituições públicas e privadas. No entanto, a ampla oferta não reduz a competitividade: algumas especialidades seguem com altíssima concorrência, especialmente nos processos seletivos da SES-SP.

De acordo com a série histórica de 2018 a 2025, as especialidades mais concorridas na seleção pública estadual incluem:

  • Dermatologia;
  • Oftalmologia;
  • Cirurgia Plástica;
  • Psiquiatria;
  • Anestesiologia.

Essas áreas apresentam, de forma recorrente, as maiores razões de candidatos por vaga, refletindo fatores como perfil de mercado, qualidade de vida e menor número de vagas ofertadas em relação à demanda

Em contrapartida, especialidades estratégicas para o SUS, como Medicina de Família e Comunidade, seguem com menor concorrência e maior ociosidade de vagas, mesmo diante da reconhecida importância assistencial.

Especialidades mais concorridas

De modo geral, as especialidades mais concorridas por número de médicos são:

  • Clínica Médica – 18.660;
  • Pediatria – 15.238;
  • Cirurgia Geral – 12.284;
  • Ginecologia e Obstetrícia – 11.281;
  • Anestesiologia – 6.936;
  • Ortopedia e Traumatologia – 6.697;
  • Cardiologia – 6.377;
  • Radiologia e Diagnóstico por Imagem – 5.671;
  • Oftalmologia – 5.396;
  • Medicina do Trabalho – 5.096.

O que esses dados significam para o residente?

O panorama da demografia médica paulista mostra que escolher uma especialidade vai muito além da afinidade pessoal. A distribuição desigual de médicos, a concentração de programas nos grandes centros e a alta concorrência em áreas específicas tornam o planejamento de carreira cada vez mais estratégico.

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