Vacinação contra HPV: tudo o que você precisa saber

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Vacina HPV
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) é uma das estratégias mais eficazes para prevenir cânceres relacionados ao vírus
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) é uma das estratégias mais eficazes para prevenir cânceres relacionados ao vírus

Vacinação

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) é uma das estratégias mais eficazes para prevenir cânceres relacionados ao vírus, como o câncer de colo do útero, o de orofaringe e o de pênis.

No Brasil, a vacina estava disponível em esquema de duas doses. Porém, seguindo o Programa Nacional de Imunizações do Brasil (PNI) e as recomendações da OMS, foi feita uma alteração no esquema vacinal para a população geral e uma otimização para os grupos que requerem cuidados mais específicos, como os imunossuprimidos. 

O que mudou para a população geral?

Antes da Nota Informativa nº 41/2024-DPNI/SVSA/MS, o esquema de vacinação contava com duas doses para todos os grupos, porém a atualização recomenda um única dose de proteção robusta e duradoura com em indivíduos imunocompetentes. 

Já no grupo dos imunossuprimidos temos a indicação de três doses, com intervalos de aplicação de meses em 0, 2 e 6. Além disso, a idade de dosagem nos homens imunossuprimidos aumentou, saindo de um intervalo de 9 a 26 anos para um que atinge os 45 e se iguala ao do público feminino.     

Grupo AlvoEsquema VacinalFaixa Etária
População Geral (Meninas e Meninos)Dose Única09 a 14 anos
Imunossuprimidos (HIV, Oncológicos, Transplantados)03 Doses (0, 2, 6 meses)09 a 45 anos
Vítimas de Violência SexualDose Única*09 a 14 anos (ver nota)
Pacientes com Papilomatose Respiratória Recurrente (PRR)CoadjuvanteConforme critério médico
*Para vítimas de violência sexual acima de 15 anos que não foram vacinadas previamente, o esquema de 3 doses ainda é o preconizado.

Benefícios da dose única

A adoção da vacinação do HPV em dose única apresenta uma série de benefícios tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde.

Em primeiro lugar, simplifica o esquema de vacinação, tornando-o mais conveniente para os pacientes e reduzindo potencialmente as taxas de não adesão e abandono do esquema vacinal.

Além disso, a dose única pode diminuir os custos operacionais do programa de vacinação, tornando-o mais eficiente, acessível e com possibilidade de ampliar.

Evidências científicas e recomendações

A decisão de adotar a vacinação do HPV em dose única foi baseada em evidências científicas sólidas. Desse modo, estudos clínicos demonstraram que uma única dose da vacina é altamente eficaz na prevenção da infecção pelo HPV e no desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e câncer de colo do útero.

Esses resultados foram corroborados por organizações de saúde de renome, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que agora recomendam a dose única da vacina em seus programas de imunização.

Quem pode tomar a vacina do HPV?

A atualização do dia 10 de fevereiro de 2026 também contém a ampliação da proteção fornecida por essa vacina, especificamente quando falamos da Gardasil 9. Além do câncer de colo de útero, a Anvisa indica essa vacina para prevenção de cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço associados ao papilomavírus humano (HPV). 

Uma vez que o HPV tem tropismo por diversas mucosas, não apenas a genital, a inclusão dessa proteção contra outras neoplasias (muitas vezes só diagnosticadas no estágio avançado) é de fundamental importância para o controle epidemiológico dos carcinomas espinocelulares de orofaringe e cabeça e pescoço. Como os mais afetados pelos cânceres de orofaringe relacionados ao vírus são os homens, a atualização reitera a importância da vacinação dos dois sexos. 

Importância da vacinação contra o HPV

A atualização na estratégia de vacinação do HPV, com a introdução da dose única, representa um avanço significativo na prevenção do câncer de colo do útero e outras doenças relacionadas ao HPV. Essa mudança simplifica o esquema de vacinação, tornando-o mais conveniente e eficaz, e tem o potencial de impactar positivamente a saúde pública.

Como médicos, é fundamental estarmos atualizados sobre essas mudanças e orientar nossos pacientes da melhor forma possível, garantindo que todos tenham acesso à proteção que a vacina oferece.

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