Ministério da Saúde atualiza orientações sobre a vacina contra o sarampo

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O Ministério da Saúde publicou, em janeiro de 2026, uma atualização importante nas orientações sobre a vacinação contra o sarampo, especialmente no que se refere à chamada “dose zero”. A medida foi comunicada por meio do Ofício Circular nº 24/2026, emitido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente

O que muda na estratégia de vacinação?

De acordo com o documento, a estratégia de intensificação da vacinação com a aplicação da dose zero, indicada temporariamente em estados considerados de maior risco epidemiológico, não será mantida, neste momento, nos estados anteriormente priorizados.

Essa decisão foi tomada após reavaliação do cenário epidemiológico nacional e das ações já implementadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Quando a dose zero ainda é indicada?

Apesar da suspensão da estratégia ampliada, a dose zero continua recomendada em situações específicas, como:

  • Ações de bloqueio vacinal, diante de casos suspeitos ou confirmados de sarampo, com o objetivo de interromper a cadeia de transmissão;
  • No estado de Roraima, de forma preventiva, considerando o risco epidemiológico associado à condição de fronteira e à intensa mobilidade populacional, fatores que aumentam a possibilidade de introdução ou reintrodução do vírus.

Quem pode receber a dose zero?

O Ministério da Saúde reforça que a dose zero é indicada exclusivamente para crianças de 6 a 11 meses de idade. Além disso, é fundamental destacar que:

  • A dose zero não substitui as doses do Calendário Nacional de Vacinação;
  • A criança deve receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda dose (reforço) aos 15 meses, independentemente de ter recebido a dose zero anteriormente.

Reforço das ações de rotina

O ofício também recomenda que estados e municípios mantenham e fortaleçam as ações de vacinação de rotina, com foco em:

  • Microplanejamento das ações de imunização;
  • Monitoramento nominal da situação vacinal;
  • Busca ativa de não vacinados;
  • Intensificação vacinal da população de 12 meses a 59 anos, com o objetivo de aumentar as coberturas vacinais homogêneas e evitar a formação de bolsões de suscetibilidade.

Monitoramento contínuo

Por fim, o Ministério da Saúde informa que seguirá monitorando continuamente a situação epidemiológica do sarampo no Brasil, podendo revisar e atualizar novamente as recomendações conforme a evolução do cenário e os riscos identificados.

A atualização reforça a importância da vacinação como principal estratégia de prevenção do sarampo e do compromisso conjunto entre gestores, profissionais de saúde e a população para manter o país protegido contra a doença.

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