
A Secretaria de Saúde de São Paulo anunciou a ampliação da estratégia de vacinação contra a dengue para todos os municípios brasileiros, para trabalhadores da saúde que atuam em estabelecimentos públicos e privados e qualquer pessoa com 59 anos.
A medida marca um avanço importante na prevenção da doença e substitui o modelo anterior, no qual a vacinação estava restrita a municípios previamente selecionados.
A vacina também contempla crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A Nota Técnica nº 4/2026, publicada pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), oficializou a decisão, que passou a valer a partir de sua divulgação oficial, em 15 de janeiro de 2026.
O que muda com a nova estratégia?
Desde a incorporação da vacina contra a dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS), em dezembro de 2023, a imunização vinha sendo realizada de forma escalonada.
Inicialmente, o Ministério contemplou apenas 521 municípios, devido à disponibilidade limitada de doses pelo laboratório fabricante. Esse número cresceu progressivamente e alcançou 2.752 cidades até o fim de 2025.
Agora, com a maior capacidade de fornecimento da vacina, o Ministério da Saúde autoriza a oferta universal da imunização em todo o território nacional, mantendo a faixa etária prioritária de 10 a 14 anos e pessoas de 59 anos, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e análises epidemiológicas nacionais
Quem pode se vacinar?
A vacinação é indicada para:
- Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos;
- Profissionais da Atenção Primária à Saúde da rede municipal;
- Trabalhadores da saúde que atuam em estabelecimentos públicos e privados;
- Qualquer pessoa com 59 anos, nem mais nem menos.
Não há, neste momento, ampliação para outras faixas etárias, exceto em situações pontuais e temporárias, como estratégias relacionadas ao vencimento de doses.
Como funciona o esquema vacinal?
O esquema da vacina contra a dengue prevê duas doses para crianças e adolescentes, com intervalo de três meses entre elas. Em outros casos, o paciente recebe uma dose única.
Para garantir a eficácia e a segurança da imunização, os pacientes devem completar o esquema conforme a orientação dos serviços de saúde.
Segurança e monitoramento
A ampliação da vacinação vem acompanhada do reforço das ações de farmacovigilância. Os profissionais devem notificar eventos adversos graves, raros ou inesperados, além de erros de imunização ou situações especiais, conforme os protocolos do SUS. A vigilância ativa é parte essencial da estratégia para manter a segurança da população vacinada.
Nota Técnica
A nota técnica foi publicado pelo Ministério da Saúde em janeiro de 2026. Veja a seguir!

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