Vacina da dengue é ampliada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em todos os municípios do Brasil

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O Ministério da Saúde anunciou a ampliação da estratégia de vacinação contra a dengue para todos os municípios brasileiros, contemplando crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A medida marca um avanço importante na prevenção da doença e substitui o modelo anterior, no qual a vacinação estava restrita a municípios previamente selecionados.

A decisão foi oficializada por meio da Nota Técnica nº 4/2026, publicada pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), e passa a valer a partir de sua divulgação oficial, 15 de janeiro de 2026.

O que muda com a nova estratégia?

Desde a incorporação da vacina contra a dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS), em dezembro de 2023, a imunização vinha sendo realizada de forma escalonada. Inicialmente, apenas 521 municípios foram contemplados, devido à disponibilidade limitada de doses pelo laboratório fabricante. Esse número foi ampliado progressivamente, alcançando 2.752 municípios até o fim de 2025.

Agora, com a maior capacidade de fornecimento da vacina, o Ministério da Saúde autoriza a oferta universal da imunização em todo o território nacional, mantendo a faixa etária prioritária de 10 a 14 anos, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e análises epidemiológicas nacionais

Quem pode se vacinar?

A vacinação segue exclusivamente indicada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em todos os municípios do país. O Ministério reforça que não há, neste momento, ampliação para outras faixas etárias, exceto em situações pontuais e temporárias, como estratégias relacionadas ao vencimento de doses.

Como funciona o esquema vacinal?

O esquema da vacina contra a dengue é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Para garantir a eficácia e a segurança da imunização, é fundamental que o esquema seja completado conforme a orientação dos serviços de saúde.

Segurança e monitoramento

A ampliação da vacinação vem acompanhada do reforço das ações de farmacovigilância. Eventos adversos graves, raros ou inesperados devem ser notificados, assim como erros de imunização ou situações especiais, seguindo os protocolos do SUS. A vigilância ativa é parte essencial da estratégia para manter a segurança da população vacinada.

Nota Técnica

A nota técnica foi publicado pelo Ministério da Saúde em janeiro de 2026. Veja a seguir!

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