Oncologia: conheça a especialização!

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A Oncologia é uma especialidade médica que estuda o câncer e os tumores e é responsável pelo diagnóstico e tratamento da doença. 

O câncer é um tipo de doença causada pelo crescimento desordenado de células, que podem invadir tecidos adjacentes ou órgãos a distância. Como se dividem rapidamente, as células podem ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.

Quais são as doenças tratadas na oncologia?

Câncer de Mama

O câncer de mama, também conhecido como neoplasia, caracteriza-se pelo crescimento de células cancerígenas na mama. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é o segundo tumor mais comum entre as mulheres, atrás apenas para o câncer de pele, e o primeiro em letalidade. Embora existam dados alarmantes, nem todo tumor é maligno. Quando diagnosticado e tratado em sua fase inicial, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%.

Conforme o investimento em novas pesquisas e conscientização sobre a doença, diversos avanços tecnológicos foram criados. Hoje, a cura é cada vez mais alta e a paciente pode levar sua rotina com qualidade de vida! 

Câncer de Próstata

O câncer de próstata é um tumor que afeta a próstata, uma glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. Este câncer é um dos mais frequentes entre os homens, depois do câncer de pele. Ademais, cresce lentamente e não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem, na maioria dos casos. Para confirmar a doença, é necessário realizar uma biópsia, que indica-se após detectar alguma alteração no exame de sangue ou no toque retal.

Câncer de Pulmão

Aqui ocorre o crescimento desordenado e descontrolado de células nos tecidos pulmonares, o que pode levar a formação de tumores malignos que danificam a função pulmonar e pode se espalhar para outras partes do corpo. Identifica-se mais de 150 mil casos por ano no Brasil e é o tipo de câncer que mais mata homens e mulheres, tendo como fator principal para o seu desenvolvimento o tabagismo.

Existem alguns subtipos dentro deste câncer, sendo eles:

  • Adenocarcinomas: o mais predominante, começa nas células secretoras de substâncias, como o muco. Ocorre principalmente em fumantes e ex-fumantes, mas também é o tipo mais comum de câncer pulmonar observado em não-tabagistas;
  • Carcinomas de células escamosas: ocorrem inicialmente nas células escamosas, que são células planas que revestem o interior das vias aéreas. Também está relacionado ao tabagismo e localiza-se na parte central dos pulmões, próximo ao brônquio, que é a principal via aérea do corpo humano; 
  • Carcinoma de grandes células: pode surgir em qualquer parte do pulmão. Cresce e se espalha rapidamente, o que dificulta o seu tratamento.

Câncer Colorretal

O câncer Colorretal apresenta tumores que agridem parte do intestino grosso (o cólon) e o reto. Na maioria dos casos é tratável e curável, ao ser diagnosticado precocemente. Alguns fatores ajudam a desenvolver esse câncer, como o histórico familiar e dieta pobre em fibras e rica em gorduras.

Qual o papel do oncologista no diagnóstico?

O papel principal do oncologista no diagnóstico do câncer é identificar a extensão e o tipo da doença, oferecendo o melhor tratamento e analisando o estado clínico do paciente.

Quais são os tratamentos utilizados na oncologia?

O tratamento do câncer raramente se resume a uma única abordagem. Na oncologia moderna, o oncologista atua como o coordenador de um plano terapêutico personalizado, que combina diferentes modalidades de acordo com o tipo de tumor, o estadiamento da doença e as condições clínicas do paciente.

Conhecer essas modalidades é fundamental para qualquer médico que considere a especialidade.

Quimioterapia

A quimioterapia é o uso de agentes farmacológicos para destruir ou inibir o crescimento das células cancerígenas.

Pode ser administrada com intenção curativa, adjuvante (após cirurgia, para eliminar células residuais), neoadjuvante (antes da cirurgia, para reduzir o tumor) ou paliativa (para controle da doença e alívio de sintomas).

Apesar de ser frequentemente associada a efeitos colaterais intensos, os protocolos modernos evoluíram significativamente em termos de suporte e manejo de toxicidade.

Radioterapia

A radioterapia utiliza radiação ionizante de alta energia para destruir células tumorais, danificando seu DNA e impedindo a reprodução celular.

Pode ser usada isoladamente ou em combinação com quimioterapia (quimiorradioterapia), sendo especialmente eficaz em tumores localizados.

A decisão e o planejamento do tratamento radioterápico envolvem o radioterapeuta, mas o oncologista clínico participa ativamente da indicação e do acompanhamento do paciente durante o processo.

Imunoterapia

Uma das maiores revoluções da oncologia nas últimas décadas, a imunoterapia estimula ou potencializa o próprio sistema imunológico do paciente para combater o câncer.

Os inibidores de checkpoint imunológico (como anti-PD-1, anti-PD-L1 e anti-CTLA-4) transformaram o prognóstico de cânceres antes considerados incuráveis, como o melanoma avançado e o câncer de pulmão de não-pequenas células.

Para o oncologista em formação, dominar a imunoterapia hoje não é diferencial, é requisito.

Terapia-Alvo (Target Therapy)

A terapia-alvo utiliza medicamentos que atacam especificamente moléculas ou vias de sinalização envolvidas no crescimento do tumor, poupando, em grande medida, as células saudáveis.

É possível graças ao avanço do sequenciamento genômico, que permite identificar mutações drivers em cada tumor.

Exemplos incluem inibidores de EGFR no câncer de pulmão, inibidores de HER2 no câncer de mama e inibidores de BCR-ABL na leucemia mieloide crônica.

Cirurgia Oncológica

A cirurgia permanece como um dos pilares mais importantes do tratamento curativo de tumores sólidos.

A decisão cirúrgica é discutida em conjunto no Tumor Board e executada pelo cirurgião oncológico, que pode atuar na ressecção do tumor primário, na retirada de linfonodos (linfadenectomia), em procedimentos reconstrutivos ou em cirurgias paliativas para alívio de sintomas.

Cuidados Paliativos

Os cuidados paliativos não são sinônimo de fim de vida, e essa é uma das principais mudanças de paradigma na oncologia moderna.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que sejam iniciados desde o diagnóstico de doenças graves, em paralelo ao tratamento ativo.

Na prática oncológica, envolvem o controle da dor, manejo de sintomas, suporte psicológico ao paciente e à família, e decisões compartilhadas sobre objetivos do tratamento.

O oncologista que domina cuidados paliativos entrega um cuidado qualitativamente superior, e cada vez mais valorizado pelo mercado.

Quais são as áreas de atuação de um oncologista?

Cirurgia Oncológica

Esta especialidade é focada em tratar as neoplasias benignas e malignas, desde o diagnóstico até seu tratamento. A maioria dos pacientes com câncer são submetidos a alguma cirurgia, desde uma simples biópsia até procedimentos cirúrgicos de alta complexidade. 

Devido à grande diversidade de neoplasias existentes, há diversas áreas de atuação dentro da cirurgia oncológica: cirurgia oncológica abdominal, cirurgia de cabeça e pescoço, oncologia cutânea, onco-ginecologia, mastologia, onco-ortopedia, oncologia torácica.

Cirurgia Torácica

Esta especialidade se dedica ao diagnóstico e tratamento das patologias intra-torácicas, exceto as cardíacas. Fazem parte da área de atuação do cirurgião torácico:

  • Diagnóstico e tratamento das neoplasias do pulmão;
  • Diagnóstico e tratamento das neoplasias do mediastino;
  • Diagnóstico e tratamento dos tumores da parede torácica;
  • Diagnóstico e tratamento dos derrames pleurais;
  • Tratamento do suor excessivo localizado (hiperidrose);
  • Diagnóstico, seguimento e tratamento dos nódulos pulmonares;
  • Diagnóstico das pneumopatias intersticiais (infiltrados pulmonares);
  • Tratamento cirúrgico das sequelas de doenças inflamatórias, como tuberculose.

Neuro-Oncologia

A neuro-oncologia é a parte da neurologia e neurocirurgia que estuda os tumores cerebrais e espinhais. O neurocirurgião oncológico precisa compreender aspectos de ciência básica, anatomia, fisiologia e biologia molecular dos tumores cérebro-espinhais. 

Ginecologia e Mastologia Oncológica

Esta especialidade é dedicada em procedimentos de prevenção e detecção precoce dos diferentes tipos de câncer, oferecendo um suporte universal e individualizado a cada mulher. O atendimento ocorre em diversas áreas de atuação, como:

  • Mastologia: atendimento às mulheres com problema na mama;
  • Oncologia Ginecológica: tumores dos órgãos genitais das mulheres;
  • Oncologia Clínica: tratamento clínico dos tumores – quimioterapia e hormonioterapia;
  • Radioterapia: tratamento dos tumores com radiação ionizante;
  • Cirurgia Plástica: reconstrução de mama após mastectomia.

Qual é o salário de um oncologista?

Segundo o site GlassDoor, a remuneração estimada para um médico oncologista é de R$12.000,00 por mês. Vale lembrar que a remuneração pode variar de acordo com a especialização, experiência, local e instituição. 

O que é necessário para se formar em oncologia?

Para se formar em oncologia, é necessário realizar a graduação em medicina, após isso, realizar a residência médica em clínica médica ou cirurgia geral (que dura de 2 a 3 anos), e então, completar a residência em oncologia, que dura três anos. 

Essa é uma área de estudo multidisciplinar, que exige conhecimentos em várias disciplinas, como patologia, bioquímica, genética, medicina interna, cirurgia e saúde pública.

Como se preparar para a residência?

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Autor

  • Leila Menzel

    Estudante do 6° semestre de jornalismo, amo e escrevo poesias e viajo em livros de romances clichês.