
O Ministério da Saúde (MS) incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS), um novo tratamento combinado para leucemia mieloide em adultos recém-diagnosticados: venetoclax com azacitidina.
A Portaria nº 30/2026 publicou a decisão nesta segunda-feira (15), determinando que áreas técnicas têm até 180 dias para efetivar a oferta do tratamento por meio da rede pública de saúde.
O SUS deverá usar a combinação de venetoclax com azacitidina para tratar pacientes inelegíveis para os esquemas convencionais mais agressivos de quimioterapia, seja por idade avançada, fragilidade clínica ou outras condições de saúde.

Como funciona o medicamento?
O venetoclax atua como um inibidor seletivo da proteína BCL-2, induzindo a morte programada (apoptose) das células cancerígenas. Já a azacitidina é um medicamento quimioterápico da classe dos hipometilantes que atua diminuindo a proliferação de células anormais na medula óssea
Quando combinados, os dois medicamentos se tornam uma das principais alternativas para pacientes com leucemia mieloide aguda que não podem tolerar quimioterapia intensiva.
Estudos revelam que o esquema demonstrou aumento significativo na sobrevida global quando comparado ao uso isolado de agentes hipometilantes.
Para pacientes mais jovens ou com menor risco de recaída, o tratamento recomendado continua sendo o transplante de medula óssea. Esse procedimento substitui uma medula doente por células-tronco saudáveis.
Leucemia Mieloide Aguda (LMA)
A LMA é a forma mais comum de leucemia aguda em adultos, representando aproximadamente 90% dos casos. A incidência da doença aumenta com a idade, especialmente após os 60 anos, devido ao acúmulo de mutações que desencadeiam o bloqueio da maturação celular.
A maioria dos casos de LMA é classificada como “de novo,” sem uma causa ou fator de risco identificável, embora possa ser secundária a tratamentos de quimioterapia ou radioterapia anteriores. A LMA é caracterizada pela produção clonal de um precursor mieloide chamado mieloblasto.
Os sinais e sintomas da LMA incluem febre, palidez, astenia, sangramentos e hepatoesplenomegalia. O diagnóstico é confirmado pela presença de mais de 20% de blastos no sangue periférico ou na medula óssea. Um achado patognomônico da LMA é o bastonete de Auer.
Para saber mais, leia o texto: “Leucemia: classificação, diagnóstico, tratamento e mais!”.
O método que te aprova!
Quer alcançar a aprovação nas provas de residência médica? Então seja um MedCofer! Aqui te ajudaremos na busca da aprovação com conteúdos de qualidade e uma metodologia que já aprovou mais de 35 mil residentes no país! Por fim, acesse o nosso canal do youtube para ver o nosso material.
