
A Secretária Estadual de Saúde de São Paulo confirmou o 23º caso de sarampo de 2026. Até o dia 03 de setembro o número de pessoas infectadas era 16, o que significa que houve um aumento de sete quadros em apenas quatro dias. De acordo com a SES-SP, todos os novos casos são da capital.
As outras cidades atingidas pelo aumento de casos são: Guarulhos e São Bernardo do Campo, no ABC. Em resposta ao cenário de contaminação, o Ministério da Saúde recomendou que os municípios ampliem a oferta da vacinação contra sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos de idade.
Vacinação
A Campanha de Multivacinação acontece entre 3 de agosto e 1º de setembro. A ação ocorre em decorrência de uma possível cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus na região atingida.
A grande mobilidade populacional e elevado fluxo internacional de viajantes contribui para a introdução esporádica do vírus nessas localidades.
A pasta de saúde recomenda a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias na capital e em Guarulhos. A medida ocorre devido ao cenário epidemiológico.
Vale ressaltar que a dose zero da vacina é apenas uma estratégia de proteção e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Mesmo que a criança tenha recebido a dose zero, a vacinação não está completa. Ela ainda precisa seguir o esquema vacinal e tomar a dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses.
A população deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência para garantir que sua situação vacinal esteja em dia.

O sarampo voltou a preocupar autoridades sanitárias em todo o mundo. O aumento expressivo de casos na América Latina, especialmente em países vizinhos como Bolívia e Paraguai, somado a registros confirmados no Brasil, acendeu um sinal de alerta. Profissionais de saúde e gestores devem intensificar as ações de vigilância, garantir resposta rápida a novos casos e, sobretudo, reforçar a vacinação da população.
O Brasil registrou 23 casos de sarampo em 2026. O Ministério da Saúde já encerrou três deles, sem risco de disseminação, enquanto o Estado de São Paulo monitora as outras ocorrências.
Situação epidemiológica global e regional
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), até setembro de 2025 foram notificados mais de 360 mil casos suspeitos de sarampo em 173 países, sendo 164 mil confirmados. Nas Américas, o cenário continua preocupante: registraram 11.313 casos confirmados e 23 óbitos em 2025.
No Brasil, entre as semanas epidemiológicas 1 e 37, notificaram 29 casos confirmados, distribuídos entre o Distrito Federal, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Tocantins. Este último concentra 23 registros. Do total, seis foram importados e outros 19 relacionados à importação.
Outro dado que chama atenção é que 71% dos casos confirmados envolvem pessoas não vacinadas.
Riscos e critérios clínicos
O sarampo é uma das doenças virais mais contagiosas e pode levar a complicações graves, como pneumonia e encefalite. A doença se transmite por via respiratória e apresenta sintomas como febre, manchas avermelhadas na pele (exantema), tosse, coriza e conjuntivite.
Assim, os profissionais de saúde devem considerar como suspeito todo paciente que apresente febre, exantema e pelo menos um dos sintomas respiratórios, especialmente em casos com histórico recente de viagem.
Vacinação como principal barreira
A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola – SCR) é a forma mais eficaz de prevenção e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Crianças, adolescentes, profissionais de saúde, migrantes e populações com baixa cobertura vacinal devem ser priorizados.
Ações de bloqueio vacinal precisam ser implementadas em até 72 horas após a identificação de um caso suspeito, a fim de evitar a propagação do vírus.
Resposta rápida e papel dos profissionais de saúde
Diante do atual cenário, a resposta do sistema de saúde precisa ser imediata. Isso inclui notificação ágil de casos suspeitos, coleta adequada de amostras para diagnóstico, isolamento dos pacientes sintomáticos e monitoramento de contatos.
Para residentes médicos e demais profissionais da linha de frente, o momento é de reforçar a própria situação vacinal e atuar ativamente na mobilização da comunidade, esclarecendo dúvidas e incentivando a imunização.
Ações coletivas de prevenção
Além das unidades de saúde, é necessário intensificar campanhas educativas e ações extramuros, como postos de vacinação em rodoviárias, escolas, feiras e locais de grande circulação. O combate à hesitação vacinal deve ser prioridade, com informações claras e acessíveis para diferentes públicos.
Desse modo, os viajantes que apresentarem febre e exantema até 21 dias após retorno de áreas com circulação do vírus devem procurar atendimento médico imediato e informar seu histórico de deslocamento.

Seja um MedCofer
Para conquistar a aprovação nas provas de residência, seja um MedCofer! Aqui te ajudaremos na busca da aprovação com conteúdos de qualidade e uma metodologia que já aprovou mais de 35 mil residentes no país!
Informação de qualidade também faz parte da preparação
Ficar alerta para atualizações da área da saúde é essencial tanto para a prática médica quanto para as provas de residência. Continue acompanhando o Blog do MedCof para aprofundar seus conhecimentos com conteúdos atualizados e baseados em evidências!
Confira outros artigos e fique por dentro das principais notícias e atualizações da Medicina.
