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Mudanças no Calendário Nacional de Vacinação em 2025/2026

Ao longo de 2026, o Calendário Nacional de Vacinação passou por atualizações relevantes, trazendo ajustes importantes em esquemas vacinais já existentes e consolidando mudanças implementadas ao longo dos últimos meses. As atualizações envolvem vacinas infantis, imunização de gestantes e estratégias para ampliar a cobertura vacinal no país.

As mudanças fazem parte das diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e refletem recomendações epidemiológicas e avanços na prevenção de doenças imunopreveníveis.

Reforço com vacina meningocócica ACWY aos 12 meses é consolidado no calendário infantil

Uma das principais atualizações consolidadas no calendário infantil é a utilização da vacina meningocócica ACWY como reforço aos 12 meses de idade.

Anteriormente, o esquema infantil era baseado principalmente na vacina meningocócica C. Com a atualização, permanece o esquema primário com duas doses da vacina meningocócica C aos 3 e 5 meses, mas o reforço aos 12 meses passa a ser realizado com a vacina ACWY.

A mudança amplia a proteção contra quatro sorogrupos do meningococo (A, C, W e Y), reduzindo o risco de meningites e outras formas invasivas da doença meningocócica.

Vacinação contra poliomielite passa a utilizar exclusivamente a VIP

Outra mudança relevante consolidada em 2026 é a retirada definitiva da vacina oral poliomielite (VOP), conhecida como “gotinha”, do esquema de rotina.

Com isso, todas as doses da vacinação contra poliomielite passam a ser realizadas exclusivamente com a vacina inativada poliomielite (VIP). O esquema inclui doses aos 2, 4 e 6 meses, além dos reforços aos 15 meses e entre 4 e 6 anos.

A medida segue uma estratégia global de erradicação da poliomielite e busca eliminar os raros eventos associados ao uso da vacina oral.

Ampliação da faixa etária para a segunda dose da vacina contra rotavírus

O calendário de 2026 amplia a oportunidade de vacinação contra o rotavírus ao permitir que a segunda dose seja administrada até 23 meses e 29 dias de idade.

Anteriormente, os limites etários eram mais restritivos. Com a mudança, crianças que perderam o momento ideal da vacinação passam a ter maior chance de completar o esquema vacinal.

A atualização busca aumentar a cobertura contra uma das principais causas de gastroenterite grave e hospitalização em crianças pequenas.

Esquema de dose única para HPV permanece em 2026

A vacinação contra o HPV continua sendo realizada em dose única para meninas e meninos entre 9 e 14 anos.

A manutenção da estratégia foi baseada em evidências científicas que demonstram proteção adequada com apenas uma aplicação na população imunocompetente dessa faixa etária.

Para grupos especiais, como imunossuprimidos, pessoas vivendo com HIV e outros pacientes atendidos nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), permanecem os esquemas diferenciados com três doses.

Outra atualização relacionada, foi a indicação terapêutica da vacina Gardasil 9, ampliando seu uso para prevenir cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço associados ao papilomavírus humano (HPV).

Vacinação contra Covid-19 segue integrada ao calendário infantil

A vacina contra a Covid-19 continua fazendo parte do calendário de rotina para crianças entre 6 meses e 4 anos, 11 meses e 29 dias.

O esquema vacinal varia de acordo com o imunizante utilizado, mas a recomendação permanece focada na prevenção de formas graves da doença, hospitalizações e óbitos.

A manutenção da vacina no calendário reforça a estratégia de proteção das crianças menores, grupo que ainda apresenta vulnerabilidade a complicações respiratórias.

Proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) ganha destaque em 2026

Entre as novidades mais relevantes para a saúde infantil está a consolidação das estratégias de prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite e infecções respiratórias graves em lactentes.

A proteção pode ocorrer por duas estratégias:

A medida busca reduzir internações e complicações respiratórias nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade dos bebês.

Vacinação de gestantes passa a incluir proteção contra o VSR

As gestantes passaram a contar com uma nova recomendação vacinal voltada à prevenção do Vírus Sincicial Respiratório.

Além das vacinas já recomendadas durante a gravidez — como dTpa, influenza, hepatite B e Covid-19 —, a vacina contra VSR passa a integrar as estratégias de proteção materno-infantil.

A imunização durante a gestação permite a transferência de anticorpos ao bebê por via placentária, protegendo-o nos primeiros meses de vida, fase em que o risco de hospitalização por bronquiolite é maior.

Estratégias nacionais de vacinação ganham calendário unificado em 2026

Além das mudanças no esquema vacinal, o Ministério da Saúde divulgou um calendário nacional de estratégias de vacinação para ampliar a cobertura vacinal da população.

As ações previstas para 2026 incluem:

  • Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza;
  • Estratégia de Vacinação nas Escolas;
  • Campanha Nacional de Multivacinação para atualização da caderneta vacinal.

A iniciativa tem como objetivo aumentar as coberturas vacinais e reduzir o número de crianças e adolescentes com esquemas incompletos.

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Autor

  • Leila Menzel

    Estudante do 7° semestre de jornalismo. Atuo na cobertura de notícias e atualizações sobre saúde, com foco em residência médica.

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