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Anvisa aprova novo tratamento contínuo para Parkinson avançado

Vyalev®
Imagem: Canva

Nesta segunda-feira (25), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Vyalev® (foslevodopa/foscarbidopa hidratada). O medicamento trata flutuações motoras graves e debilitantes em pacientes com Doença de Parkinson Avançada que já não respondem a outros tratamentos disponíveis.

O fármaco é administrado através de uma infusão subcutânea contínua diária (24 horas por dia). O uso do Vyalev® evita as oscilações que ocorrem durante o tratamento oral da DP, alternando entre momentos que a medicação funciona bem e períodos de retorno dos sintomas graves. 

De acordo com a Anvisa, componentes como a foslevodopa e a foscarbidopa, atuam juntos para aumentar a quantidade de dopamina e reduzir os problemas de movimento.

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Como Funciona e Principais Características:

  • Forma de Administração: Um pequeno dispositivo portátil, semelhante a uma bomba de insulina, libera o fármaco continuamente no tecido subcutâneo.
  • Controle dos Sintomas: Ajuda a manter níveis estáveis de dopamina no organismo, reduzindo os chamados períodos “off” (retorno de tremores e rigidez) e aumentando os períodos “on” (movimentos controlados).
  • Indicação: O medicamento atende a pacientes com baixa resposta ou fortes efeitos colaterais às terapias orais tradicionais, oferecendo uma alternativa para evitar procedimentos cirúrgicos complexos (como a estimulação cerebral profunda).

Segundo a AbbVie, farmacêutica responsável pela produção do Vyalev®, até 60% dos pacientes têm contraindicações para a estimulação cerebral, devido a condições como demência, alterações graves de marcha ou instabilidade postural. Enquanto 45% recusam a cirurgia por considerá-la invasiva. 

Resultados do tratamento em pacientes com Parkinson

O estudo, que viabilizou a autorização da Anvisa, acompanhou por 12 semanas 130 pacientes de Parkinson avançado. Os dados da farmacêutica mostram que, após receber a infusão, os pacientes passaram mais tempo em períodos “off”, sem sintomas motores capacitantes, do que comparado ao uso da levodopa oral.

A análise também aponta que os efeitos colaterais do medicamento foram leves ou moderados. A maioria dos sintomas adversos relatados estavam relacionados a reações no local da infusão, movimentos involuntários e alucinações. 

Sobre a Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, perdendo apenas para a Doença de Alzheimer. Afeta principalmente indivíduos com mais de 60-65 anos, com uma prevalência de 2-3% na população acima de 65 anos. É caracterizada por um distúrbio predominantemente motor, progressivo e mais comum no sexo masculino

A fisiopatologia da DP envolve a depleção de dopamina devido à morte de neurônios na substância negra do mesencéfalo e nos núcleos da base. Essa deficiência na transmissão dopaminérgica na via nigroestriatal leva aos sintomas motores característicos da doença. Além disso, a presença de depósitos anormais da alfa-sinucleína, com acúmulo na substância negra e no tronco encefálico, resulta na formação dos Corpos de Lewy

Para saber mais sobre a condição, acesse o texto: “Dia do Parkinsoniano: a pessoa além da doença”.

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Autor

  • Jornalista e linguista. Especialista em acessibilidade para pessoas cegas e com baixa visão.

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