
A dermatologia clínica é a especialidade médica dedicada à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento das doenças que afetam a pele, os cabelos, as unhas e as mucosas. Por cuidar do maior órgão do corpo humano, ela ocupa um papel central na medicina: tanto na saúde quanto na qualidade de vida dos pacientes. Entre as condições mais comumente tratadas estão acne, psoríase, alergias cutâneas, queda de cabelo, vitiligo e câncer de pele, patologias que exigem avaliação especializada e acompanhamento contínuo.

O que a dermatologia clínica faz?
A dermatologia clínica é responsável por cuidar da pele, unhas, cabelos e mucosas, com o objetivo de prevenir, diagnosticar e tratar doenças relacionadas à pele. O trabalho de um dermatologista clínico inclui:
- Diagnóstico: Identificar a causa de coceiras, manchas, alergias e queda de cabelo;
- Prevenção: Ensinar formas de proteger a pele contra doenças graves, como o câncer de pele;
- Tratamento: Cuidar de problemas comuns e crônicos, tais como: acne, dermatites, alergias, infecções por fungos ou bactérias, queda de cabelos e problemas nas unhas.
Para investigar as doenças, o médico pode pedir exames de sangue, fazer testes de alergia ou tirar uma pequena amostra para análise (biópsia).
O dermatologista é o profissional habilitado para identificar alterações cutâneas em estágios iniciais, quando o tratamento tende a ser mais eficaz. É ele quem define a abordagem terapêutica mais adequada para cada caso, considerando o histórico clínico, o tipo de pele e as necessidades individuais do paciente.
Como estruturar o raciocínio diagnóstico em dermatologia clínica?
O diagnóstico em dermatologia clínica começa pelo exame visual das lesões: sua morfologia, coloração, bordas, superfície e distribuição pelo corpo fornecem as primeiras pistas sobre a natureza da doença.
Esse olhar treinado é complementado pela anamnese detalhada, que investiga o tempo de evolução, os sintomas associados (prurido, ardor, descamação), o histórico familiar, o uso de medicamentos e possíveis fatores desencadeantes.
A distribuição das lesões tem peso diagnóstico significativo: lesões simétricas, localizadas em áreas de exposição solar ou restritas a determinadas regiões do corpo apontam para diagnósticos distintos. A evolução clínica, se a lesão surgiu de forma aguda ou progressiva, se houve melhora espontânea ou piora com algum fator, completa o raciocínio e orienta a hipótese diagnóstica.
O reconhecimento de padrões é uma das habilidades centrais da especialidade. Na prática ambulatorial, o dermatologista lida diariamente com apresentações típicas e atípicas das mesmas doenças, o que exige repertório clínico sólido e atenção aos detalhes.
Nas provas de residência médica, esse raciocínio é frequentemente testado por meio de casos clínicos que exigem do candidato a capacidade de integrar achados visuais, dados e conhecimento teórico para chegar ao diagnóstico correto.
Principais lesões elementares da dermatologia
As lesões elementares da dermatologia são divididas em primárias (surgem em pele saudável) e secundária (resultam da evolução das primárias ou de traumas).
Lesões Primárias:
Sem mudança na cor ou no relevo
- Mácula (ou Mancha): Alteração na cor da pele sem ficar mais alta ou mais funda. Exemplos: manchas brancas (vitiligo), manchas escuras (sardas) ou vermelhidão (eritema).
Sólidas e elevadas
- Pápula: Pequena elevação na pele, menor que 1 cm. Exemplo: espinhas ou picadas de inseto;
- Placa: Lesão grande, maior que 1 cm, com superfície plana e elevada. Exemplo: placas de psoríase;
- Nódulo: Lesão sólida que você consegue sentir facilmente no alto ou no fundo da pele, maior que 1 cm;
- Urticária: Elevação da pele, geralmente vermelha e coçando, que aparece e some rápido. Exemplo: alergias ou urticária.
Com líquido dentro
- Vesícula: Pequena bolha com líquido transparente, menor que 1 cm. Exemplo: herpes;
- Bolha: Acúmulo de líquido maior que 1 cm. Exemplo: queimaduras de sol;
- Pústula: Bolha pequena cheia de pus. Exemplo: espinhas inflamadas.
Lesões Secundárias
- Escama: Pele morta que se solta em forma de farelos ou placas. Exemplo: caspa ou pele descascando;
- Crosta: Casquinha formada pelo ressecamento de sangue, pus ou líquidos da pele. Exemplo: machucado sarando;
- Erosão: Perda superficial da pele (só a primeira camada) que não deixa cicatriz;
- Ulceração (ou Úlcera): Perda mais profunda da pele que atinge a camada de baixo e costuma deixar cicatriz;
- Fissura: Rachadura ou corte linear na pele, geralmente muito doloroso. Exemplo: rachadura nos calcanhares;
- Cicatriz: Formação de tecido novo e fibroso no lugar de uma lesão antiga, podendo ser mais profunda ou mais grossa. Exemplo: marca de cirurgia ou acne grave;
- Liquenificação: Pele grossa, dura e com rugas bem marcadas, geralmente causada por coçar muito a região. Exemplo: dermatite crônica.
Como correlacionar sinais e sintomas com hipóteses diagnósticas?
Cada sinal e sintoma relatado pelo paciente funciona como uma peça no raciocínio diagnóstico do dermatologista. O prurido intenso, por exemplo, é um marcador frequente de doenças alérgicas e inflamatórias, como dermatite atópica e urticária, enquanto a dor localizada orienta para condições como herpes-zóster ou erisipela.
A descamação sugere doenças como psoríase, dermatite seborreica ou tinea, a depender de sua localização e aspecto. Já a presença de secreção indica processos infecciosos (bacterianos, virais ou fúngicos) que exigem avaliação microbiológica complementar.
A distribuição das lesões refina ainda mais a hipótese diagnóstica. Lesões em áreas seborreicas apontam para dermatite seborreica; lesões em áreas de exposição solar levantam a suspeita de fotodermatoses ou neoplasias cutâneas; padrões lineares ou segmentares sugerem doenças de contato ou neuropáticas.
Reconhecer esses padrões é o que permite ao especialista chegar rapidamente a hipóteses consistentes mesmo diante de apresentações complexas.
A avaliação sistêmica do paciente é indispensável nesse processo. Diversas doenças dermatológicas são manifestações cutâneas de condições internas: o lúpus eritematoso sistêmico, a dermatomiosite e a tireoidite de Hashimoto são exemplos clássicos. Por isso, o raciocínio clínico em dermatologia nunca se encerra na lesão visível, ele exige uma leitura integrada do paciente.
Principais doenças tratadas pela dermatologia clínica
Na prática clínica e nas provas de residência médica, algumas dermatoses aparecem com frequência significativamente maior do que outras. O domínio sobre elas faz diferença tanto no atendimento ambulatorial quanto no desempenho em processos seletivos.
A seguir, são apresentadas as principais condições inflamatórias, infecciosas, autoimunes e tumorais, com foco nos aspectos diagnósticos e terapêuticos mais cobrados e mais relevantes para a prática do dia a dia.
Acne vulgar

Uma das doenças de pele mais comuns, causa cravos, espinhas e nódulos. Acontece quando os poros ficam entupidos pelo excesso de óleo e células mortas, o que cria um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias, causando inflamações.
As principais causas da acne são os hormônios da puberdade que aumentam a produção de óleo; histórico familiar; presença de bactérias que se alimentam do óleo; estresse e dietas ricas em açúcar.
Como classificar a acne:
- Grau 1 (Comedônica): Apenas cravos abertos (pontos pretos) e fechados (pontos brancos).
- Grau 2 (Pápulo-pustulosa): Cravos e espinhas pequenas com ponta amarela de pus (pústulas).
- Grau 3 (Nódulo-cística): Cravos, espinhas e lesões maiores, profundas, dolorosas e avermelhadas.
O tratamento deve ser indicado por um dermatologista clínico e geralmente envolve limpeza de pele, produtos tópicos e, em casos graves, medicamentos orais.
Dermatite atópica e dermatites alérgicas

A dermatite atópica é uma inflamação crônica da pele caracterizada por ressecamento severo, coceira intensa e lesões avermelhadas. Enquanto a dermatite alérgica é uma reação do sistema imunológico ao encostar em uma substância específica.
Dermatite Atópica:
- Causa: a pele perde capacidade de reter água e produzir gordura de proteção;
- Sintomas: pele seca, coceira e manchas vermelhas em dobras dos braços e joelhos;
- Gatilhos: estresse, suor, poeira e tempo seco, comumente ligada a histórico de asma, rinite e alergia alimentar;
- Tratamento: controle dos sintomas com hidratação pesada da pele e uso de pomadas sob orientação de um dermatologista.
Dermatite Alérgica:
- Causa: contato direto com substâncias como níquel (em bijuterias), conservantes de cosméticos, perfumes ou tintas;
- Sintomas: vermelhidão, coceira, bolinhas ou bolhas restritas apenas ao local onde o produto tocou.
- Gatilhos: uso do objeto ou produto causador.
- Tratamento: identificar o produto e interromper o uso. Podem ser usados cremes calmantes ou medicamentos antialérgicos receitados por um especialista.
Psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória crônica e não contagiosa, autoimune e genética. Ela é caracterizada pelo surgimento de lesões avermelhadas e descamativas na pele, podendo afetar o couro cabeludo, unhas e articulações.
Não existe cura para psoríase, mas existem tratamentos como: uso de cremes, pomadas e loções que diminuem a inflamação e descamação; sessões de exposição controlada à luz ultravioleta (UV); e o uso de comprimidos ou injeções que agem no sistema imune para casos moderados ou graves.
Micoses superficiais e infecções cutâneas

As micoses superficiais são causadas por fungos que atingem a camada mais externa da pele, cabelos e unhas. São condições que se desenvolvem facilmente em regiões quentes e úmidas. O tratamento mais comum é o uso de antifúngicos e medidas de higiene diárias para evitar que a doença retorne.
Os tipos mais comuns de micose são:
- Pitiríase Versicolor ou Pano Branco;
- Tinhas;
- Candidíase;
- Onicomicose.
Vale ressaltar que a diferenciação entre infecções fúngicas e dermatoses inflamatórias parte da análise da morfologia, distribuição e contexto clínico. Fungos como tineas e candidíase tendem a apresentar bordas bem definidas, descamação periférica, crescimento centrífugo e predileção por áreas úmidas — confirmados pelo exame micológico direto.
Já as dermatoses inflamatórias, como psoríase e dermatite atópica, costumam ter distribuição simétrica, bordas menos nítidas e associação com fatores como atopia, estresse ou irritantes, respondendo ao tratamento anti-inflamatório.
A distinção é clinicamente relevante: o uso empírico de corticoides em infecções fúngicas não diagnosticadas pode gerar a “tinea incógnita”, modificando a apresentação clínica e retardando o diagnóstico correto.
Hanseníase

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Até os anos 90, a hanseníase era conhecida como “lepra”, porém o termo foi abolido no Brasil pela pela Lei nº 9.010 de 1995, devido ao estigma que carregava.
Seus principais sintomas são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas na pele, alteração de sensibilidade, formigamento, dormência nas mãos e pé e diminuição de força muscular.
A transmissão da hanseníase ocorre pelo ar, através de gotículas da fala, tosse ou espirro, em contatos próximos e prolongados com um paciente não diagnosticado e tratado. Vale ressaltar que assim que o paciente inicia o tratamento com medicação, ele deixa de transmitir a doença.
O tratamento de hanseníase dura entre 6 e 12 meses e pode ser acessado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para mais informações, confira o texto: “Hansenologia: o que é, importância médica e como atuar nessa área”.
Vitiligo e doenças autoimunes da pele

O vitiligo é uma doença autoimune crônica em que o sistema de defesa do corpo ataca e destrói os melanócitos (células que produzem a melanina). Os sintomas mais comuns da condição são manchas brancas na pele e nas mucosas.
Pessoas com vitiligo têm maior chance de desenvolver outras doenças autoimunes, pois o sistema imunológico desses indivíduos tendem a ser mais reativos do que o normal. Entre essas doenças estão:
- Doenças da tireoide: como hipotireoidismo (tireoide lenta) ou hipertireoidismo (tireoide acelerada);
- Alopecia areata: condição que causa a queda de cabelo em áreas redondas;
- Diabetes tipo 1: quando o corpo ataca o pâncreas;
- Lúpus: doença que pode afetar a pele, articulações e órgãos.
Câncer de pele e lesões suspeitas

O câncer de pele é o mais prevalente no Brasil e se divide em dois grandes grupos: os não melanomas, representados pelo carcinoma basocelular (CBC) e pelo carcinoma espinocelular (CEC), e o melanoma, menos frequente, mas de maior potencial de malignidade.
O CBC é o tipo mais comum, de crescimento lento e baixa capacidade de metástase, apresentando-se geralmente como pápula perolada com telangiectasias em áreas de exposição solar crônica.
O CEC tem comportamento mais agressivo, pode metastatizar e costuma surgir sobre lesões precursoras como a ceratose actínica.
O melanoma origina-se dos melanócitos e, apesar de menos frequente, é responsável pela maior parte das mortes por câncer de pele. Sendo assim, o seu diagnóstico precoce é determinante para o prognóstico.
Para identificar lesões suspeitas, a regra ABCDE do melanoma é o principal instrumento clínico:
- A — Assimetria: uma metade da lesão não corresponde à outra
- B — Bordas: irregulares, recortadas ou mal delimitadas
- C — Cor: variação de tonalidades dentro da mesma lesão (marrom, preto, vermelho, azul ou branco)
- D — Diâmetro: lesões acima de 6 mm merecem atenção
- E — Evolução: qualquer mudança recente de tamanho, forma, cor ou sintomas
Além dos critérios ABCDE, crescimento rápido, sangramento espontâneo e lesões que não cicatrizam são sinais de alerta que indicam avaliação dermatológica imediata.
Quais são as condutas iniciais mais comuns na dermatologia clínica?
Para a dermatologia clínica, as condutas iniciais devem focar no diagnóstico detalhado, constituído pelo exame físico minucioso, o uso de dermatoscópio e a biópsia de pele. O médico deve realizar esses procedimentos antes de passar o tratamento adequado ao paciente.
Além dos remédios, a orientação preventiva é fundamental. Isso inclui evitar banhos muito quentes, não usar buchas, reduzir o uso de sabonetes agressivos e usar protetor solar diariamente.
Quando encaminhar o paciente ao dermatologista?
Reconhecer o momento certo de encaminhar o paciente ao dermatologista é uma competência clínica essencial, diretamente ligada à segurança do paciente e à qualidade do cuidado. Algumas situações exigem avaliação especializada sem demora:
- Lesões suspeitas de malignidade: assimetria, bordas irregulares, variação de cor, crescimento rápido ou sangramento espontâneo;
- Falha terapêutica: quadros de acne, psoríase, dermatite atópica ou eczema que não respondem ao tratamento inicial após prazo adequado;
- Suspeita de doença autoimune: lesões associadas a sintomas sistêmicos como artralgia, fotossensibilidade, fadiga ou alterações laboratoriais;
- Infecções recorrentes ou atípicas: casos de herpes, candidíase ou tinea de repetição sem fator desencadeante identificado;
- Lesões em localização ou apresentação incomum: mucosas, genitália, couro cabeludo ou padrões que fogem à apresentação clássica;
- Quadros refratários ou de difícil classificação: dermatoses com hipóteses diagnósticas inconclusivas ou que evoluem de forma atípica.
Em contextos de atenção primária, o encaminhamento oportuno evita o uso prolongado e inadequado de corticoides, antifúngicos e antibióticos, reduzindo o risco de complicações e de diagnósticos tardios. Especialmente nos casos oncológicos, em que o tempo entre a suspeita e a confirmação diagnóstica impacta diretamente o prognóstico.
As dermatoses mais cobradas nas provas de residência médica
As provas de residência médica em dermatologia privilegiam o raciocínio clínico aplicado. A maioria das questões parte de um caso clínico com descrição de lesões ou imagem fotográfica e exige do candidato o reconhecimento do diagnóstico, a conduta terapêutica ou a diferenciação entre doenças de apresentação semelhante. Conhecer o perfil das questões é tão importante quanto dominar o conteúdo.
Dermatoses mais cobradas e o que estudar em cada uma:
- Psoríase;
- Hanseníase;
- Dermatite atópica;
- Micoses superficiais;
- Doenças bolhosas autoimunes;
- Melanoma e câncer de pele;
- Sífilis e DSTs com manifestação cutânea.
Para a preparação, a prioridade deve recair sobre hanseníase, psoríase e doenças bolhosas — temas com alta frequência de cobrança em provas nacionais como Enare e Enamed — seguidos das micoses e do câncer de pele, que aparecem com regularidade em questões de raciocínio clínico e imagem.
Como as bancas costumam abordar dermatologia nas provas?
Boa parte das questões de dermatologia nas provas de residência é apresentada com imagens clínicas ou descrições detalhadas de lesões, exigindo do candidato raciocínio diagnóstico rápido e domínio do diagnóstico diferencial.
Treinar com casos práticos é indispensável — o QBank da MedCof reúne questões comentadas com esse perfil, permitindo identificar padrões, fixar diagnósticos visuais e ganhar segurança para a prova.

Questão Prova HCPA- RS 2025 | Fonte: Qbank.
Resposta: a) O eritema multiforme pode ser uma complicação desta infecção. O eritema multiforme é uma forma de apresentação do herpes simples, geralmente manifestada como uma complicação.
O mercado de trabalho em Dermatologia Clínica
A dermatologia figura entre as especialidades médicas com maior demanda e melhor qualidade de vida profissional. O crescimento da busca por atendimento dermatológico amplia consistentemente o mercado de trabalho para o especialista.
A atuação pode se dar em consultórios privados, clínicas especializadas, ambulatórios hospitalares e serviços de saúde pública, com perfis bastante distintos: a vertente clínica concentra-se no diagnóstico e tratamento das dermatoses; a cirúrgica abrange procedimentos como biópsias, exéreses e cirurgia micrografia de Mohs; e a estética, segmento em forte expansão, engloba tratamentos com toxina botulínica, preenchedores, lasers e peelings.
Essa diversidade de frentes permite ao dermatologista construir uma carreira equilibrada, com autonomia, flexibilidade de agenda e alto potencial de especialização.
Quanto ganha um médico dermatologista?
| Área de Atuação | Média Salarial Mensal |
| Clínica (convênios, UBS, hospitais) | R$ 5.000 a R$ 10.000 |
| Clínica privada / mista | R$ 10.000 a R$ 20.000 |
| Estética e cosmiátrica (procedimentos avançados) | R$ 30.000+ |
Salário médio nacional registrado pelo CAGED/eSocial: R$ 14.936,00. O Paraná lidera o ranking estadual, com média de R$ 77.427,24.
Como se tornar um dermatologista clínico?
Para se tornar um médico dermatologista clínico é preciso:
- Fazer faculdade de Medicina (6 anos);
- Se especializar em dermatologia através de uma residência médica (3 anos) ou pós graduação credenciada (mínimo de 360 horas);
- Realizar a prova do Título de Especialista em Dermatologia (TED) da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Como é a Residência Médica em Dermatologia?
A residência médica em dermatologia tem duração de 3 anos e é considerada uma das mais completas entre as especialidades clínicas. A carga horária é de 60 horas semanais, distribuídas entre:
- ambulatórios de subespecialidades (como dermatologia pediátrica, oncologia cutânea, doenças inflamatórias e tricologia);
- cirurgia dermatológica; e
- plantões de parecer, nos quais o residente é acionado para avaliar casos dermatológicos em pacientes internados em outras especialidades.
A rotina é simultaneamente prática e teórica. Além das atividades assistenciais, o residente cumpre uma agenda intensa de estudos, com seminários, discussão de casos, revisão de literatura e preparação para as provas de título.
Em 2026, a bolsa de residência médica paga pelo MEC é de R$ 4.106,02 mensais para o R1. O foco do treinamento vai além do reconhecimento visual de lesões: o programa é estruturado para desenvolver no residente a capacidade de conduzir casos complexos e graves, como reações medicamentosas extensas, doenças bolhosas autoimunes, vasculites e manifestações cutâneas de doenças sistêmicas.
Como se preparar para a Residência Médica em Dermatologia?
A dermatologia é uma das especialidades mais concorridas nas provas de residência médica, e essa realidade exige uma preparação que vá além da leitura de livros-texto.
Estudar com inteligência, priorizando os temas de maior incidência nas provas e treinando o raciocínio clínico aplicado, é o que diferencia os candidatos aprovados nos programas mais disputados do país.
O primeiro passo é mapear o perfil das provas da instituição pretendida. Dermatologia costuma aparecer em blocos de clínica médica, com questões que combinam descrição de lesões, imagens clínicas e diagnóstico diferencial — o que torna o treino visual indispensável.
Revisar fotografias de lesões dermatológicas associadas a casos comentados acelera a fixação dos padrões e reduz erros por apresentações atípicas.
A revisão teórica deve ser direcionada pelas dermatoses de maior frequência nas provas: hanseníase, psoríase, dermatite atópica, doenças bolhosas, micoses e câncer de pele são temas quase obrigatórios em qualquer simulado ou prova real.
Estudar cada condição com foco em diagnóstico, diagnóstico diferencial e conduta terapêutica é mais eficiente do que tentar cobrir todo o conteúdo da especialidade de forma linear.
A MedCof oferece uma estrutura de preparação pensada para esse perfil de prova: o QBank reúne questões comentadas por especialistas, organizadas por tema e nível de dificuldade, com casos clínicos que simulam o formato das principais provas de residência do Brasil.
Para quem quer se preparar com consistência e segurança para dermatologia é o caminho mais direto entre o estudo e a aprovação.
Como estudar dermatologia de forma mais eficiente?
Estudar dermatologia com eficiência exige método. Algumas estratégias fazem diferença real na fixação e na performance nas provas:
- Revisão por questões: resolver casos clínicos comentados é a forma mais eficaz de treinar o raciocínio diagnóstico e identificar lacunas no conteúdo;
- Reconhecimento visual: revisar imagens de lesões sistematicamente ajuda a criar repertório para as questões com fotografias clínicas;
- Mapas mentais: organizar as dermatoses por morfologia, distribuição e diagnóstico diferencial facilita a recuperação do conteúdo na hora da prova;
- Repetição espaçada: revisar os temas em intervalos crescentes consolida a memória de longo prazo e reduz o esquecimento;
- Associação clínica: treinar a leitura de sinais e sintomas em conjunto — e não isoladamente — aproxima o estudo da prática real do ambulatório.
A base do aprendizado em dermatologia é o contato repetido com casos reais e comentados. Quanto mais o estudo se aproximar da prática clínica, mais sólido e aplicável será o conhecimento na prova.
Conquiste seu RQE e domine a Dermatologia Clínica com a MedCof!
A dermatologia é uma especialidade de alto valor clínico, alta concorrência e grande retorno profissional. Chegar lá com segurança exige mais do que dedicação: exige o método certo. A MedCof é o parceiro de preparação desenvolvido para médicos que querem conquistar o RQE e atuar como especialistas titulados no menor tempo possível.
Com um banco de questões completo, imagens clínicas em alta resolução e simulados focados no perfil das principais provas do país, a MedCof treina o que mais importa em dermatologia: o olho clínico. Cada questão comentada é uma oportunidade de fixar padrões, refinar o diagnóstico diferencial e ganhar a segurança que só vem com a prática repetida e orientada.
O investimento no curso se paga rapidamente. Antecipar sua aprovação em um ano significa entrar antes no mercado como especialista — com remuneração, autonomia e posicionamento profissional incomparáveis aos de quem ainda está tentando. Cada ciclo de prova perdido tem um custo real. A escolha certa de preparação é o que define esse prazo.
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Perguntas frequentes sobre Dermatologia Clínica
Qual a diferença entre dermatologia clínica, estética e cirúrgica?
A clínica foca no diagnóstico e tratamento de doenças, a estética é voltada para a beleza e o antienvelhecimento e a cirúrgica se especializa em procedimentos operatórios e remoções de lesões.
Quanto tempo dura a especialização em Dermatologia Clínica?
A residência médica em dermatologia dura três anos, período de tempo comum para residência de Acesso Direto.
Dermatologia clínica é diferente de dermatologia cirúrgica?
Sim, enquanto a clínica se preocupa com o diagnóstico e tratamento de doenças da pele, a cirurgia foca em procedimentos operatórios e remoção de lesões.
Dermatologia clínica também trata problemas de cabelo e unhas?
Sim, a dermatologia cuida de todas as doenças da pele, cabelos e unhas.
