Dados apontam que três a cada dez estudantes prestes a se formar não atingiram o desempenho mínimo esperado na prova

No dia 19 de janeiro de 2026, o ministro da educação, Camilo Santana, divulgou a prévia dos dados obtidos através das notas dos cursos de medicina avaliados por meio do conceito Enade 2025.
Dos 351 cursos avaliados, 30% tiveram desempenho insatisfatório. Além disso, cerca de 13 mil estudantes do último semestre de Medicina não alcançaram a nota mínima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).
CFM estuda impedir registro profissional de alunos reprovados no Enamed
Os dados divulgados através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) chamaram atenção do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a qualidade da formação médica e os potenciais riscos à população.
Desse modo, o CRM estuda publicar uma norma impedindo que esses estudantes reprovados no Enamed registrem-se em conselhos regionais. A iniciativa já tem o aval da plenária da entidade, mas carece de uma deliberação final. Entretanto, já há uma discussão para que a resolução seja submetida à aprovação.
A norma visa exigir que o estudante apresente sua nota do Enamed no ato da inscrição do Conselho Regional de Medicina (CRM). E assim, o registro só seria avaliado após a aprovação no exame que mede a qualidade da formação no país.
Ainda, o Conselho informou que pediu ao Ministério da Educação (MEC) os dados detalhados dos alunos para que possam ter acesso à lista de nomes e desempenho.
AMB defende ‘OAB dos médicos’
Após a aplicação e divulgação dos dados do Enamed, a Associação Médica Brasileira (AMB) publicou uma nota defendendo a criação da prova nacional de proficiência como pré-requisito para exercício da medicina.
Assim como o CFM, a associação afirmou que os dados expõem um risco concreto à segurança do paciente e demonstram a urgência de uma avaliação que vá além da punição às faculdades, alcançando também o exercício profissional.
A proposta defendida pela entidade, conhecida como “OAB da Medicina”, impediria que médicos recém-formados sem desempenho mínimo comprovado atendessem pacientes.
De acordo com os dados, dos 39 mil formandos avaliados, cerca de 13 mil não atingiram o nível considerado adequado para o exercício seguro da medicina. E ainda, após o recebido do diploma, qualquer graduado estaria apto à exercer a profissão.
"Nestas circunstâncias, equivale dizer que esses 13 mil médicos apontados pelo Enamed como não proficientes podem, de acordo com a legislação atual, atender pacientes em nosso país, isso nos permite afirmar, sem sombra de dúvidas, que a nossa população atendida por esse contingente de médicos não proficientes ficará exposta a um risco incalculável de má prática médica.
Sendo mais claro, não comprovada a proficiência médica pelos egressos dos cursos de medicina, não lhes seria concedido o registro profissional pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), impedindo-os, desta forma, de atender pacientes.", afirma a AMB através de nota divulgada no dia 20.
Inep confirma inconsistências, mas mantém resultado do Enamed
Ainda, na mesma semana de divulgação prévia dos dados, o Inep reconheceu que houve uma falha na divulgação das notas das faculdades de medicina, mas alegou que as notas públicas do exame estão corretas.
Seja um MedCofer!
Se você quer ficar na frente e mandar bem nas provas, você precisa adotar um método de estudos capaz de garantir a aprovação! Por isso, a MedCof é a escolha ideal! Seja um MedCofer e garanta já a sua aprovação!

