
A idade mínima para fazer mamografia no Brasil é de 40 a 49 anos, para pacientes que não apresentarem nenhum sintoma. Para mulheres mais novas que isso e sem sintomas da condição, não há indicação para o procedimento. Para pessoas que apresentarem sinais da doença, o exame é obrigatório e serve para comprovar o diagnóstico, independente da idade.
O câncer de mama é o tipo mais comum entre mulheres no Brasil, e o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura. Em 2025, o Ministério da Saúde, durante o Outubro Rosa, anunciou que mulheres de 40 a 49 anos tem acesso à mamografia pelo SUS, mesmo sem apresentar sintomas. A mudança ampliou a rede de prevenção e representou um avanço importante na luta contra a doença.
Anteriormente, o rastreamento pelo SUS era focado principalmente em mulheres entre 50 e 69 anos. Além disso, o rastreamento preventivo foi ampliado para até os 74 anos.
Importância da mamografia
A detecção precoce é determinante para o sucesso no tratamento do câncer de mama. Ampliar o acesso à mamografia permite identificar tumores em estágios iniciais, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade.
A medida também alinhou o Brasil a práticas adotadas em países com rastreamento avançado.
Dados do rastreamento no Brasil
Em 2024, o SUS realizou cerca de 4 milhões de mamografias de rastreamento, segundo o Ministério da Saúde. Ainda assim, a cobertura segue baixa: de acordo com o Panorama do Câncer de Mama no SUS, estudo do Instituto Natura em parceria com o Observatório de Oncologia, apenas 24% da população-alvo tinha cobertura de mamografia de rastreamento no Brasil em 2024. A expectativa é ampliar esses números, inclusive com apoio de unidades móveis de saúde e novos medicamentos disponíveis para tratamento, como parte da estratégia nacional.
O levantamento também aponta gargalos depois do exame. Em 2023, as brasileiras levaram em média 41 dias para receber o diagnóstico, acima do limite de 30 dias previsto pela Lei nº 13.896/2019. No mesmo ano, 73% das mulheres não tiveram respeitada a Lei dos 60 Dias (Lei nº 12.732/2012), que fixa o prazo máximo para o início do tratamento. A taxa de mortalidade chegou a 19,5 óbitos a cada 100 mil mulheres, com mais de 20 mil mortes em 2023, alta de 5,4% em relação a 2022.
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