Anvisa amplia o uso de imunizante que previne bronquiolite para maiores de 18 anos

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No dia 13 de abril de 2026, a Anvisa aprovou uma resolução que amplia a indicação da vacina Arexvy para adultos com 18 anos ou mais. Anteriormente, o imunizante, registado em 2023, tinha indicação restrita a pessoas com 60 anos ou mais.

Confira essa atualização e outras a seguir!

Sobre o imunizante Arexvy

A Arexvy é uma vacina recombinante adjuvada, composta pelo antígeno RSVPreF3 e pelo sistema adjuvante AS01E, apresentados em frascos separados. Em um estudo pivotal de fase 3 RSV OA=ADJ-006, a vacina apresentou eficácia de 82,6% na prevenção da Doença do Trato Respiratório Inferior (DTRI) associada ao VSR durante a primeira temporada de circulação viral, com perfil de segurança favorável.

Desse modo, a ampliação para adultos maiores de 18 anos teve como base estudos de imunogenicidade comparativa (immunobridging), que demonstraram resposta imune não inferior em adultos mais jovens em relação à população com 60 anos ou mais. Assim, a Anvisa considerou que a relação benefício-risco permanece favorável na nova faixa etária

Apesar da vacina ter sido ampliada para o público legível, a incorporação não será automática ao Sistema Único de Saúde (SUS), pois depende de avaliação, negociação e aquisição pelo Ministério da Saúde.

Nova estratégia de imunização para lactentes e crianças pequenas (Nirsevimabe)

O Ministério da Saúde anunciou, em fevereiro de 2026, uma importante atualização na estratégia nacional de prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais agentes causadores de bronquiolite e pneumonia em lactentes e crianças pequenas.

A principal atualização é a incorporação do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal de dose única, ao Sistema Único de Saúde (SUS). Diferentemente das estratégias anteriores, que exigiam múltiplas aplicações ao longo da sazonalidade, o nirsevimabe oferece proteção imediata e prolongada por até seis meses com apenas uma dose.

A nova estratégia amplia de forma expressiva o público elegível, contemplando:

  • Crianças prematuras com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias;
  • Crianças menores de 24 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas, doença pulmonar crônica da prematuridade, imunodeficiências, síndrome de Down, entre outras.

A aplicação será realizada prioritariamente na Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), com registro obrigatório nos sistemas oficiais de informação em saúde.

Estratégia combinada: proteção antes e depois do nascimento

Além do anticorpo monoclonal para bebês e crianças de maior risco, o Ministério da Saúde também passou a ofertar a vacina recombinante contra o VSR para gestantes na rede pública. Essa estratégia combinada busca proteger o recém-nascido desde os primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade às formas graves da infecção.

Por que o VSR é uma preocupação em saúde pública?

O VSR é a principal causa de infecções do trato respiratório inferior em crianças menores de dois anos e responde por grande parte das internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nessa faixa etária. Lactentes com menos de seis meses, especialmente os prematuros, apresentam maior risco de evolução para formas graves, necessidade de internação em UTI e óbito.

Apesar de sua alta incidência, até recentemente as opções de prevenção eram limitadas e restritas a grupos muito específicos, o que dificultava a redução do impacto do vírus em nível populacional.

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Autor

  • Leila Menzel

    Estudante do 6° semestre de jornalismo, amo e escrevo poesias e viajo em livros de romances clichês.