
A nova estratégia para o controle e prevenção de asma foi publicada através da Global Initiative for Asthma. Para entender tudo sobre a atualização GINA 2026, veja o nosso conteúdo a seguir!
O que é a GINA?
O GINA (Global Initiative for Asthma) é uma organização independente e internacional dedicada a melhorar a conscientização, o diagnóstico e o manejo da asma em todo o mundo.
Fundada em 1993, a GINA surgiu de uma colaboração entre o National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI) dos Estados Unidos e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Seu objetivo primordial é reduzir a prevalência, a morbidade e a mortalidade da asma por meio de um esforço coordenado globalmente, envolvendo profissionais de saúde, autoridades públicas e a comunidade.
A atividade mais conhecida da GINA é a publicação anual (desde 2002) de um relatório de estratégia baseada em evidências. Este documento serve como guia para médicos, especialistas e formuladores de políticas públicas, sendo atualizado constantemente com as pesquisas mais recentes.
Além disso, desde 2001, a GINA organiza anualmente o Dia Mundial da Asma (geralmente em maio), visando educar famílias e profissionais de saúde e aumentar a visibilidade da doença.
Nova abordagem no manejo da Asma Aguda (Exacerbações)
Esta é a maior mudança deste ano, com o desenvolvimento de quatro novos fluxogramas de avaliação e tratamento (para atenção primária e emergência, divididos por faixa etária).
- Epinefrina em Primeiro Lugar: Se o paciente apresentar sinais de anafilaxia junto com a asma, a recomendação agora é administrar epinefrina (intramuscular ou intranasal) antes dos broncodilatadores.
- Alvos de Oxigênio Revisados: A suplementação de oxigênio agora só é recomendada se a saturação estiver abaixo de 92%. O alvo para adultos e crianças de 6 a 11 anos é de 92–95%; para crianças < 5 anos, o alvo é < 92%.
- Doses de SABA mais Conservadoras: As doses recomendadas de SABA (salbutamol) estão mais baixas para evitar a toxicidade (acidose láctica), que pode ser confundida com piora da asma e levar a um ciclo perigoso de superdosagem.
- ICS-formoterol na Crise Leve: Foi adicionado como uma opção para o tratamento de exacerbações leves em adultos e crianças < 6 anos, servindo como uma ponte para iniciar o tratamento preventivo ideal.

Mudanças no tratamento: adultos e adolescentes
O GINA mantém a divisão em dois “Trilhos” (Tracks), mas com novidades no Trilho 2:
- Trilho 1 (Preferencial): Continua sendo o uso de corticoide inalatório (ICS)-formoterol como aliviador em todas as etapas. É o preferido por reduzir drasticamente o risco de exacerbações graves e simplificar o regime para o paciente.
- Trilho 2 (Alternativo): A grande novidade é a inclusão da terapia de alívio anti-inflamatório com combinação ICS-SABA já na Etapa 1 (Step 1). Isso visa garantir que o paciente nunca receba apenas o broncodilatador sozinho.
- Etapa 5 e Tripla Terapia: Atualização das evidências sobre o uso de LAMA (antagonistas muscarínicos de longa ação) adicionais, incluindo a tripla combinação ICS-LABA-LAMA (ex: budesonida-formoterol-glicopirrônio) para casos não controlados na Etapa 4.


Pediatria (Crianças de 6 a 11 anos)
- Evidência para AIR (Alívio Anti-inflamatório): O estudo CARE demonstrou que o uso de budesonida-formoterol em dose baixa, conforme necessário, reduziu o risco de exacerbações graves em quase metade em comparação ao uso de SABA isolado.
- Transição entre Etapas: Foram fornecidas sugestões de consenso sobre como transitar entre as etapas 1, 2 e 3 nesta faixa etária para melhorar o controle dos sintomas.
Diagnóstico e biomarcadores
- Critérios de Responsividade ao Broncodilatador: O GINA 2026 optou por manter o critério clássico de aumento no VEF >12% e 200mL para adultos. Estudos recentes mostraram que adotar critérios mais restritivos (como > 10% do previsto) levaria ao subdiagnóstico, especialmente em homens jovens.
- Papel do FeNO: O óxido nítrico exalado (FeNO) é reforçado como suporte para o diagnóstico de asma Tipo 2 em pacientes com sintomas típicos, mas o relatório alerta que níveis baixos não excluem asma.
Manejo da Asma Grave
- Novos Biológicos: Lançamento do depemokimab (um anti-IL5 de longa ação administrado a cada 26 semanas) para asma eosinofílica grave a partir dos 12 anos. Também foi adicionado o primeiro biossimilar de omalizumab.
- Guia de Escolha: Novas tabelas e fluxogramas ajudam a escolher o biológico ideal com base em preditores de resposta e comorbidades (como dermatite atópica ou polipose nasal).
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