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ECTES 2026: Inovações e Atualizações em Trauma direto de Estocolmo 

Do ATLS às condutas minimamente invasivas: a coordenadora de cirurgia da Medcof, Dra. Yasmin Sales Medeiros, analisa as tendências do Congresso Mundial de Trauma para as provas de 2026

Doutora Yasmin Medeiros em sua aula sobre “Tratamento Não Operatório de Ferimento Abdominal Penetrante por Arma Branca” no ECTES 2026 | Arquivo pessoal

Entre os dias 26 e 28 de abril de 2026, a cidade de Estocolmo, na Suécia, tornou-se o epicentro mundial da Cirurgia de Trauma e Emergência. O Grupo MedCof marcou presença através de sua Coordenadora de Cirurgia, que foi convidada para participar deste evento de prestígio internacional. 

O 25º ECTES (European Congress of Trauma and Emergency Surgery), realizado em conjunto com o 8º WTC (World Trauma Congress), reuniu as maiores autoridades da área para discutir o futuro do atendimento ao paciente crítico. 

Presença pautada pelo conhecimento 

Diferente de participações institucionais em estandes, a presença da nossa coordenadora no ECTES 2026 foi fruto de um convite pessoal devido à sua relevância na área. No entanto, o compromisso com os alunos MedCof falou mais alto: ela aproveitou a oportunidade para curar conteúdos exclusivos e trazer as discussões mais quentes da Europa para dentro dos nossos cursos.

Além disso, Yasmin foi convidada para ministrar uma aula com o tema “Tratamento Não Operatório de Ferimento Abdominal Penetrante por Arma Branca”. A palestra discutiu critérios rigorosos de seleção de pacientes e a segurança de protocolos que evitam cirurgias desnecessárias.

Doutora Yasmin Medeiros em sua aula sobre “Tratamento Não Operatório de Ferimento Abdominal Penetrante por Arma Branca” no ECTES 2026 | Arquivo pessoal

O olhar do especialista: o que foi destaque em Estocolmo 

Doutora Yasmin Medeiros no ECTES 2026 | Arquivo pessoal

As discussões no ECTES 2026 reforçaram que a excelência no trauma não nasce apenas da técnica cirúrgica isolada, mas do refinamento constante dos protocolos de base. Entre os principais tópicos trazidos pela nossa coordenação, destacam-se três pilares que devem pautar a prática médica e, consequentemente, as provas de residência nos próximos anos: 

As discussões no ECTES 2026 reforçaram que a excelência no trauma não nasce apenas da técnica cirúrgica isolada, mas do refinamento constante dos protocolos de base. Entre os principais tópicos trazidos pela nossa coordenação, destacam-se três pilares que devem pautar a prática médica e, consequentemente, as provas de residência nos próximos anos: 

A evolução do XABCDE no atendimento inicial

O protocolo XABCDE continua sendo a regra de ouro no atendimento ao trauma, mas o congresso trouxe discussões profundas sobre a precisão em cada etapa. O foco atual não é apenas seguir a sequência, mas entender a fisiopatologia por trás de cada intervenção, especialmente no controle de hemorragias graves (o “X”), onde a rapidez e a decisão clínica baseada em evidências salvam vidas nos primeiros minutos.

Tendência à abordagem conservadora

Um dos grandes debates em Estocolmo foi a consolidação do manejo não operatório. A cirurgia de trauma caminha para uma abordagem cada vez mais conservadora, priorizando a estabilização do paciente e a intervenção minimamente invasiva sempre que possível. Entender os critérios de indicação para o tratamento conservador versus a necessidade de laparotomia exploradora é, hoje, um dos temas mais cobrados em provas de alto nível.

O poder da equipe multidisciplinar

Alinhado ao tema central do evento (“The Team”), ficou claro que o desfecho do paciente crítico depende da sintonia entre cirurgiões, emergencistas, anestesistas e equipe de enfermagem. O congresso enfatizou que o treinamento baseado em simulação e comunicação clara é tão vital quanto o domínio do bisturi.

O impacto direto na sua preparação

O que é discutido no ECTES hoje pode virar questão de prova amanhã. A Dra. Yasmin Sales Medeiros ressalta que, para quem mira as grandes instituições, o estudo não pode ser estático. A base continua sendo o ATLS (Advanced Trauma Life Support), mas as provas de alta performance têm exigido que o candidato vá além do básico.

O foco para os próximos concursos deve estar na abordagem do trauma torácico e abdominal, com uma atenção redobrada para:

  • Abordagens Não Operatórias: saber identificar com precisão quando o tratamento conservador é a escolha mais segura e eficaz.
  • Técnicas Minimamente Invasivas: o domínio das indicações de videocirurgia e outros procedimentos menos agressivos no atendimento de urgência.

Esses temas são frequentes em bancas como USP, Enare e Unicamp, que buscam selecionar médicos alinhados com o estado da arte da cirurgia mundial. Dominar essa transição da conduta cirúrgica tradicional para uma abordagem mais seletiva e tecnológica é o que separa a aprovação da excelência. 

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Autor e Revisor

  • Leila Menzel

    Estudante do 7° semestre de jornalismo. Atuo na cobertura de notícias e atualizações sobre saúde, com foco em residência médica.

  • Médica pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) | CRM: 195646
    Cirurgiã Geral pelo Hospital Geral de Itapecerica da Serra - SP
    Cirurgiã do Trauma pela Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (Sbait)
    Cirurgiã Plástica pelo Hospital Geral Vila Penteado - SP
    Membro Titular da Sbait
    Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

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