
No dia 14 de abril foram apresentados dois projetos de lei ao Senado, que visam o aumento do valor da bolsa de residência médica e a sua manutenção monetária permanente. Os textos ainda precisam ser avaliados pelas comissões da Câmara, mas levantam uma discussão importante para a área médica.
O atual valor da bolsa é de R$ 4.106,09, determinado pelo Governo Federal, por meio de portarias interministeriais assinadas pelos Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS).
Segundo os autores das propostas, esse valor é defasado da realidade do médico residente, o que desvaloriza a residência como meio de especialização e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Proposta do PL nº 1800/2026
Apresentado pelo senador Rogério Carvalho (PT/SE), o projeto de lei prevê o aumento da bolsa de residência médica para R$ 7.500,00, bem como o reajuste anual, todo mês de janeiro, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Na justificativa, o autor discorre que quando o governo fixou o valor da bolsa pela primeira vez, ainda em 2011, o texto previa uma revisão anual, que se manteve abaixo da inflação acumulada por 14 anos.
Conforme o texto, a realidade dos residentes comprova que o pagamento é insuficiente. Visto que plantões exaustivos e a responsabilidade central pelo atendimento em hospitais de ensino definem o dia a dia desses profissionais.
Por fim, o autor também destaca que o valor da bolsa leva ao abandono de programas de residência, principalmente em especialidades que o mercado de trabalho considera menos lucrativas. Construindo, assim, um cenário de desigualdade no acesso à especialistas em regiões vulneráveis do país.
Proposta do PL nº 1809/2026
Em contrapartida, o PL nº 1809/2026, da senadora Roberta Acioly (Republicanos/RR), propõe um aumento um pouco maior para a bolsa, de R$ 8.105,00. A proposta da senadora também sugere um ajuste anual conforme a base do IPCA.
Diferente do texto do senador Rogério Carvalho, o PL permite que estados, Distrito Federal, municípios e instituições mantenedoras complementem o valor da bolsa de residência médica.
O projeto também garante a manutenção de benefícios previstos na legislação, como alimentação, moradia ou auxílio equivalente, quando não fornecidos pela instituição responsável. Também é sugerido a criação de programas específicos de incentivo à formação médica em regiões prioritárias para o SUS.
Na justificativa, a senadora afirma que o projeto de lei tem como objetivo promover a valorização da residência médica no Brasil. Desse modo, reconhecendo a importância desta etapa de formação profissional e fortalecendo o sistema de saúde. O texto argumenta que essa mudança contribui diretamente para:
- melhoria da qualidade da assistência prestada à população;
- fortalecimento da formação de especialistas;
- estímulo à permanência de profissionais no SUS;
- redução da carência de médicos em regiões mais vulneráveis;
- fortalecimento da política nacional de formação em saúde .
Como vai funcionar a aprovação dos projetos?
Com a apresentação dos dois projetos ao Senado, a Mesa Diretora deve agora encaminhá-los para a análise das comissões temáticas. A partir disso, os textos passam por análise técnica entre os parlamentares, antes de seguir para a votação.
Caso o Congresso Nacional aprove os textos, a vigência da lei dependerá apenas da sanção do Presidente da República.
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