
A prova da Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (EsFCEx) está chegando! Com o exame batendo na porta é preciso ter ainda mais disciplina e método nos estudos, para alcançar a aprovação.
A prova de conhecimentos específicos para médicos na EsFCEx 2026 se divide em dois blocos principais: os conhecimentos gerais da medicina — Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia — e os tópicos avançados da especialidade escolhida pelo candidato. A banca Vunesp, responsável pela elaboração do certame, é conhecida por cobrar enunciados diretos e conceitos consolidados na literatura médica oficial, exigindo alto rendimento em tempo escasso.
Diante desse formato, contar com um direcionamento tático nos dias que antecedem a prova pode ser decisivo. Pensando nisso, o ConcurSUS MedCof preparou uma Live de Revisão Estratégica no dia 10 de julho, às 19h (horário de Brasília), véspera da prova objetiva, marcada para 12 de julho.
Na transmissão, os professores especialistas mapearão as principais recorrências da banca Vunesp e reforçarão os pontos com maior chance de cobrança. Quer chegar mais preparado para a prova das Forças Armadas? Então confira quais temas mais caem e esteja preparado para enfrentar esse desafio!

O que cai na ESFCEX?
Medicina Preventiva e Social domina 40% da prova — quem não estudar bem essa área perde a prova. Os 4 eixos mais cobrados foram saúde do trabalhador, ética médica, políticas do SUS/APS e epidemiologia/doenças infecciosas. Mudanças climáticas apareceu 2 vezes — tema emergente que tende a crescer nas próximas edições.
Já Clínica Médica e Cirurgia Geral empataram em 16% cada, mas com perfis bem diferentes. A Clínica foi 100% baseada em casos clínicos com dados laboratoriais complexos, exigindo raciocínio diagnóstico refinado. A Cirurgia misturou oncologia (3 questões) com emergências e técnicas, sem questões puramente teóricas exceto o instrumental.
Ginecologia/Obstetrícia e Pediatria ficaram com 14% cada, ambas priorizaram protocolos do Ministério da Saúde. Três temas transversais aparecem em múltiplas áreas e merecem atenção especial:
- Aleitamento materno (Q3, Q39 e indiretamente Q45)
- Tuberculose (Q e Q48)
- Ética/responsabilidade médica (Q12, Q13, Q19 e Q44)
Para a próxima edição, o padrão sugere manter o foco em: notificação compulsória, protocolos do MS atualizados (dengue, TB, HIV), diagnóstico diferencial em cardiologia e reumatologia, e oncologia cirúrgica.
Como cai na prova?
A seguir, separamos algumas questões resolvidas pela Dra. Bárbara Rayne Santos de Alencar — aprovada em 5 concursos públicos médicos (incluindo antecipação da colação de grau por nomeação em concurso) — para você entender melhor o que cai na prova da EsFCEx:
QUESTÃO 01 | ESFCEX 2025 – Versão A
Área: Medicina Preventiva e Social / Saúde Coletiva
Enunciado: Eliza comparece a uma consulta de pré-natal em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Do ponto de vista clínico, no seu sétimo mês de gestação, a usuária está bem, mas chora ao relatar que seu marido, que trabalha em uma serralheria, sofrera um acidente de trabalho que resultou em lesão grave em sua mão direita. Foi atendido por um convênio privado de saúde, mas está sem tratamento. Não consegue trabalhar pela dor e limitação funcional. A respeito desse caso, assinale a alternativa correta.
(A) Eliza deve ser orientada a aconselhar o marido a retornar ao trabalho o mais rápido possível para que não corra o risco de ser demitido pela empresa.
(B) A equipe de saúde deve informar Eliza de que seu marido deve procurar a auditoria fiscal do trabalho que, como única instância de fiscalização em ambientes de trabalho, tomará providências para prevenir novos casos.
(C) Como a consulta na UBS foi de pré-natal e a conclusão foi de que está tudo bem com a mãe e o bebê, as atribuições da equipe se encerram, pois a questão que afeta o marido da usuária é de caráter trabalhista.
(D) A equipe de saúde deve solicitar à Eliza que oriente o marido a procurar a UBS, para que se verifique sua situação, haja encaminhamento clínico e para que se desencadeiem ações de vigilância por parte do Sistema Único de Saúde (SUS).
(E) A usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) é Eliza e não seu marido, que está sob cuidados de um serviço de saúde conveniado, e a equipe de saúde da UBS deve se abster de intervir no caso.
Gabarito: D
Na mente do examinador:
O examinador testa se o candidato compreende a integralidade do cuidado no SUS e o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) além da queixa principal. A situação envolve saúde do trabalhador, um eixo fundamental da medicina preventiva. O candidato deve reconhecer que a equipe de saúde tem responsabilidade ampliada — não limitada ao motivo da consulta — e que o SUS é universal, independentemente de o usuário ter plano de saúde.
A teoria por trás da questão:
Tabela 1. Princípios do SUS e atribuições da APS em saúde do trabalhador.
| Princípio/Diretriz | Aplicação no caso |
| Universalidade | O marido de Eliza tem direito ao SUS independentemente do convênio |
| Integralidade | A equipe deve considerar o contexto familiar e social da usuária |
| Vigilância em saúde do trabalhador | Acidente de trabalho deve desencadear ações de vigilância pelo SUS |
| Longitudinalidade | A APS acompanha o indivíduo e sua família ao longo do tempo |
| PNSTT | Prevê identificação e acompanhamento de agravos relacionados ao trabalho |
Vamos às Alternativas:
A – INCORRETA — Orientar o retorno precoce ao trabalho sem avaliação clínica adequada pode agravar a lesão e é contrário à ética médica e às diretrizes de saúde do trabalhador.
B – INCORRETA — A auditoria fiscal do trabalho não é a “única instância” de fiscalização. O SUS também tem papel de vigilância em saúde do trabalhador, através dos CERESTs e da própria APS.
C – INCORRETA — O princípio da integralidade proíbe essa postura reducionista. A equipe deve considerar o contexto familiar como parte do cuidado — o sofrimento de Eliza tem relação direta com a situação do marido.
D – CORRETA — Reflete adequadamente a integralidade, a universalidade e o papel da APS na saúde do trabalhador. A equipe orienta o acesso ao SUS, garante o encaminhamento clínico e desencadeia ações de vigilância epidemiológica.
E – INCORRETA — O SUS é universal. O fato de ter plano de saúde não impede o acesso ao SUS, nem isenta a equipe de responsabilidade.
Pontos-chave:
- Integralidade no SUS significa olhar para o indivíduo em seu contexto familiar e social — não apenas para a queixa principal.
- Acidente de trabalho deve sempre desencadear ações de vigilância em saúde do trabalhador, independentemente do serviço que prestou o atendimento inicial.
- O SUS é universal — o fato de o marido ter convênio não o exclui do direito ao SUS.
- A APS tem papel central na identificação, acompanhamento e notificação de agravos relacionados ao trabalho.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT). Brasília: MS, 2012.
STARFIELD, Barbara. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO/MS, 2002.

QUESTÃO 22 | ESFCEX 2025 – Versão A
Área: Cirurgia Geral
Enunciado: O instrumento que é mais indicado para a dissecção delicada de planos avasculares em cirurgia colorretal é
(A) tesoura de Mayo.
(B) pinça de Allis.
(C) tesoura de Metzenbaum.
(D) pinça de Kocher.
(E) pinça de DeBakey.
Gabarito: C
Na mente do examinador:
Questão de instrumental cirúrgico — testa o conhecimento sobre a indicação específica de cada instrumento. O examinador avalia se o candidato sabe que a tesoura de Metzenbaum é o instrumento de eleição para dissecção delicada de tecidos moles e planos avasculares, enquanto outros instrumentos têm funções diferentes.
A teoria por trás da questão:
Tabela 1. Instrumental cirúrgico — função e indicação.
| Instrumento | Função principal | Indicação |
| Tesoura de Metzenbaum | Dissecção delicada de tecidos moles | Planos avasculares, tecidos friáveis |
| Tesoura de Mayo | Corte de tecidos mais resistentes, fios, curativos | Tecidos espessos, não para dissecção delicada |
| Pinça de Allis | Preensão de tecidos — traumática | Segurar bordas de feridas ou tecidos |
| Pinça de Kocher | Preensão forte — dentes serrilhados | Tecidos resistentes, estruturas duras |
| Pinça de DeBakey | Preensão atraumática vascular | Vasos sanguíneos, tecidos delicados vasculares |
Vamos às Alternativas:
A – INCORRETA — A tesoura de Mayo tem lâminas mais robustas e curtas, indicada para cortar tecidos mais espessos, fios de sutura e curativos — não para dissecção delicada.
B – INCORRETA — A pinça de Allis é uma pinça de preensão traumática, usada para segurar bordas de tecidos — não para dissecção de planos.
C – CORRETA — A tesoura de Metzenbaum tem lâminas longas, finas e levemente curvas, projetadas especificamente para dissecção delicada de planos avasculares e tecidos moles em cirurgias abdominais e colorretais.
D – INCORRETA — A pinça de Kocher tem dentes serrilhados para preensão forte de tecidos resistentes — traumática e inadequada para dissecção delicada.
E – INCORRETA — A pinça de DeBakey é atraumática e usada para manipulação de vasos sanguíneos e tecidos vasculares delicados — não para dissecção de planos avasculares.
Pontos-chave:
- Tesoura de Metzenbaum: dissecção delicada de tecidos moles e planos avasculares — padrão em cirurgia abdominal e colorretal.
- Tesoura de Mayo: corte de tecidos espessos e fios — não para dissecção fina.
- Pinça de DeBakey: atraumática vascular — manipulação de vasos.
- Pinça de Kocher: preensão forte com dentes — tecidos resistentes.
Referências:
TOWNSEND, Courtney M. et al. Sabiston Textbook of Surgery. 21. ed. Philadelphia: Elsevier, 2022.
SCOTT-CONNER, Carol E. H. Chassin’s Operative Strategy in General Surgery. 4. ed. New York: Springer, 2014.
QUESTÃO 32 | ESFCEX 2025 – Versão A
Área: Clínica Médica
Enunciado: Mulher de 51 anos é atendida em consulta de retorno por doença renal crônica estável e hipertensão arterial. O histórico é relevante para tabagismo de 10 anos-maço; ingestão de até 7 taças de 375 mL de vinho tinto por semana; refere ser uma maratonista ávida. Ela toma ramipril (5 mg/dia). Exame físico: pressão arterial (média de 3 medidas): 122 × 75 mmHg; IMC: 22,3 kg/m². Exames séricos de 3 meses atrás: colesterol total: 208,8 mg/dL; colesterol não-HDL: 131,5 mg/dL; HDL-colesterol: 69,6 mg/dL; triglicerídeos: 168,3 mg/dL; relação albumina/creatinina urinária: 131 mg/g (normal: < 30).
Nessa paciente, a intervenção com maior potencial de reduzir seu risco cardiovascular é
(A) iniciar dapaglifozina.
(B) modificar a dieta.
(C) iniciar estatina.
(D) aumentar a dose de ramipril.
(E) iniciar AAS em baixa dose (infantil).
Gabarito: C
Na mente do examinador:
O examinador apresenta uma paciente com DRC, HAS controlada, dislipidemia e proteinúria. A questão testa qual intervenção tem o maior impacto na redução do risco cardiovascular neste perfil. O colesterol não-HDL de 131,5 mg/dL em paciente com DRC e proteinúria indica risco cardiovascular elevado — a estatina é a intervenção com maior evidência de benefício cardiovascular nesse cenário.
A teoria por trás da questão:
Tabela 1. Análise do caso — fatores de risco e intervenções.
| Fator de risco | Valor | Relevância cardiovascular |
| Colesterol não-HDL | 131,5 mg/dL | Elevado — meta < 100 mg/dL em DRC |
| DRC com proteinúria | A/C = 131 mg/g | Alto risco CV |
| Tabagismo | 10 anos-maço | Fator de risco importante |
| PA | 122/75 mmHg | Controlada — não necessita ajuste |
| Álcool | 7 taças/semana | Consumo moderado-alto |
| IMC | 22,3 | Normal |
| Glicemia/DM | Não mencionada | — |
Estatina em DRC: reduz eventos cardiovasculares — indicação em DRC com risco cardiovascular elevado (diretrizes KDIGO e ACC/AHA).
Vamos às Alternativas:
A – INCORRETA — Dapagliflozina tem indicação em DRC com proteinúria para nefroproteção e redução cardiovascular, mas sem diagnóstico de DM2 mencionado no caso, e com PA já controlada. A estatina tem evidência cardiovascular mais robusta para este perfil específico.
B – INCORRETA — Modificar a dieta pode ajudar no perfil lipídico, mas o impacto é modesto comparado à estatina. O IMC é normal e a atividade física já é intensa.
C – CORRETA — Iniciar estatina é a intervenção com maior potencial de redução do risco cardiovascular nesta paciente: colesterol não-HDL elevado (131,5 mg/dL), DRC com proteinúria, PA controlada (sem necessidade de ajuste). Diretrizes KDIGO e ACC/AHA recomendam estatina em DRC com risco cardiovascular elevado, independentemente do LDL inicial.
D – INCORRETA — A PA está bem controlada (122/75 mmHg com ramipril 5 mg/dia). Aumentar a dose pode causar hipotensão e piora da função renal sem benefício adicional.
E – INCORRETA — AAS em baixa dose para prevenção primária não é recomendado rotineiramente em pacientes com DRC sem DCV estabelecida — o risco de sangramento pode superar o benefício.
Pontos-chave:
- DRC + colesterol não-HDL elevado + proteinúria = estatina indicada para redução cardiovascular.
- Meta de colesterol não-HDL em DRC: < 100 mg/dL (equivalente a LDL < 70 mg/dL).
- PA controlada com ramipril: não ajustar a dose sem indicação.
- AAS em prevenção primária em DRC: benefício incerto — risco de sangramento aumentado.
- Dapagliflozina em DRC: indicada com ou sem DM2 para nefroproteção — mas estatina tem maior impacto CV neste caso.
Referências:
KDIGO Lipid Work Group. KDIGO Clinical Practice Guideline for Lipid Management in CKD. Kidney International Supplements, v. 3, n. 3, 2013.
GRUNDY, Scott M. et al. 2018 AHA/ACC/AACVPR/AAPA Guideline on the Management of Blood Cholesterol. Circulation, v. 139, n. 25, 2019.

QUESTÃO 41 | ESFCEX 2025 – Versão A
Área: Ginecologia e Obstetrícia
Enunciado: Dentre as terapias complementares a seguir, qual a intervenção baseada em evidências científicas (eficácia comprovada) para resistência à insulina em mulheres com síndrome dos ovários policísticos?
(A) Terapia psicológica exclusiva.
(B) Exercício físico regular e perda de 5-10% do peso corporal.
(C) Reposição de vitamina D.
(D) Dieta hiperlipídica e jejum intermitente estrito.
(E) Suplementação de ômega-3.
Gabarito: B
Na mente do examinador:
O examinador testa o conhecimento sobre as intervenções com maior evidência científica para o manejo da resistência à insulina na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A modificação do estilo de vida — especialmente exercício físico regular e perda de peso de 5–10% — é a intervenção de primeira linha com evidência mais robusta, sendo superior a qualquer suplemento ou terapia isolada.
A teoria por trás da questão:
Tabela 1. Intervenções para resistência à insulina na SOP — nível de evidência.
| Intervenção | Evidência | Recomendação |
| Exercício físico + perda 5–10% do peso | Alta — Nível A | Primeira linha |
| Metformina | Alta | Farmacológica — segunda linha |
| Vitamina D | Fraca/inconsistente | Não recomendada rotineiramente |
| Ômega-3 | Fraca/inconsistente | Não recomendado como primeira linha |
| Dieta hiperlipídica | Sem evidência robusta | Não recomendada |
| Terapia psicológica isolada | Sem evidência para RI | Não recomendada isoladamente |
Vamos às Alternativas:
A – INCORRETA — Terapia psicológica exclusiva não tem evidência comprovada para redução da resistência à insulina na SOP. Pode ser adjuvante para aspectos emocionais, mas não é intervenção de primeira linha para RI.
B – CORRETA — Exercício físico regular e perda de 5–10% do peso corporal é a intervenção com maior evidência científica para redução da resistência à insulina na SOP. Melhora a sensibilidade à insulina, regulariza ciclos menstruais, reduz androgênios e melhora o perfil metabólico — com nível de evidência A nas diretrizes internacionais. ✅
C – INCORRETA — Reposição de vitamina D tem estudos com resultados inconsistentes para resistência à insulina na SOP — não há evidência suficiente para recomendação rotineira.
D – INCORRETA — Dieta hiperlipídica não tem evidência de benefício para resistência à insulina na SOP. O jejum intermitente estrito pode inclusive ser prejudicial em determinados perfis hormonais femininos.
E – INCORRETA — Suplementação de ômega-3 pode ter benefícios no perfil lipídico, mas a evidência para resistência à insulina na SOP é fraca e inconsistente — não é recomendação de primeira linha.
Pontos-chave:
- SOP + resistência à insulina: primeira linha = exercício físico regular + perda de 5–10% do peso.
- Perda de 5–10% do peso já é suficiente para melhorar sensibilidade à insulina, ciclos menstruais e fertilidade na SOP.
- Metformina: segunda linha farmacológica para RI na SOP.
- Vitamina D e ômega-3: evidência insuficiente para recomendação rotineira na SOP.
Referências:
TEEDE, Helena J. et al. Recommendations from the 2023 International Evidence-Based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome. Fertility and Sterility, v. 120, n. 4, 2023.
BRASIL. FEBRASGO. Síndrome dos Ovários Policísticos — Consenso Brasileiro. São Paulo: FEBRASGO, 2018.
QUESTÃO 50 | ESFCEX 2025 – Versão A
Área: Pediatria
Enunciado: Menino, 7 meses de idade, saudável, nasceu em país da América Central onde os pais foram morar a trabalho, retornam agora para trabalhar aqui no Brasil. Recebeu as seguintes vacinas até o momento: vacina inativada de poliomielite, tríplice bacteriana, hemófilo influenza tipo B aos 2, 4 e 6 meses de idade.
De acordo com o Programa Nacional de Imunizações, deve receber agora
(A) hepatite B, pneumococo conjugada, meningococo C conjugada, vacina oral bivalente para poliomielite e BCG id.
(B) hepatite B, pneumococo conjugada, meningococo conjugada e BCG id e Covid-19.
(C) hepatite B, pneumococo conjugada, meningococo conjugada, rotavírus e BCG id, Covid-19 e influenza.
(D) pneumococo conjugada, meningococo C conjugada, influenza, hepatite B e BCG id, após realizar sorologia para hepatite B e prova tuberculínica.
(E) hepatite B, pneumococo conjugada, meningococo C conjugada, Covid-19 e influenza na sazonalidade.
Gabarito: C
Na mente do examinador:
O examinador testa o conhecimento sobre o Calendário Nacional de Vacinação do PNI e a conduta para crianças que chegam ao Brasil sem ter recebido as vacinas do esquema nacional. O menino recebeu aos 2, 4 e 6 meses: VIP (inativada de poliomielite), DTP (tríplice bacteriana) e Hib — mas não recebeu as vacinas do PNI brasileiro que são adicionais a esse esquema.
A teoria por trás da questão:
Tabela 1. Vacinas do PNI brasileiro para crianças que já receberam VIP + DTP + Hib aos 2, 4 e 6 meses.
| Vacina recebida | Situação |
| VIP (3 doses) | Recebida — no Brasil seria VIP + VOP após |
| DTP (3 doses) | Recebida — equivalente à penta sem hepatite B e Hib |
| Hib (3 doses) | Recebida |
| Hepatite B | Não recebida — deve receber |
| Pneumococo 10V | Não recebida — deve receber |
| Meningococo C | Não recebida — deve receber |
| Rotavírus | Não recebida — até 7 meses e 29 dias |
| BCG | Não recebida — deve receber |
| Covid-19 | Não recebida — PNI inclui para crianças |
| Influenza | Não recebida — anual, incluída no PNI |
Atenção: O rotavírus (VORH) tem limite de idade — 2ª dose até 7 meses e 29 dias. Com 7 meses, ainda está dentro do prazo para receber a 2ª dose.
Vamos às Alternativas:
A – INCORRETA — Inclui VOP (oral bivalente) mas não inclui rotavírus, Covid-19 e influenza — vacinas do PNI que o menino também não recebeu.
B – INCORRETA — Inclui Covid-19 mas não inclui rotavírus e influenza — omite vacinas importantes do PNI.
C – CORRETA — Inclui todas as vacinas que o menino não recebeu e ainda tem indicação com 7 meses: hepatite B, pneumococo conjugada, meningococo conjugada, rotavírus (ainda dentro do prazo), BCG, Covid-19 e influenza.
D – INCORRETA — Requer sorologia para hepatite B e prova tuberculínica antes — o PNI não exige esses exames previamente para iniciar a vacinação em crianças saudáveis sem histórico documentado. Além disso, omite rotavírus e Covid-19.
E – INCORRETA — Não inclui rotavírus e BCG — vacinas do PNI que o menino também não recebeu e tem indicação.
Pontos-chaves:
- Criança que vem do exterior sem esquema nacional: completar com todas as vacinas do PNI não recebidas.
- Rotavírus: 2ª dose até 7 meses e 29 dias — com 7 meses ainda tem indicação.
- BCG: sem limite superior de idade documentado para crianças sem cicatriz — deve receber.
- Covid-19 e influenza: incorporadas ao PNI para crianças — não esquecer.
- Não é necessário repetir vacinas já recebidas e documentadas — completar o esquema.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação 2024. Brasília: MS, 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). 5. ed. Brasília: MS, 2019.
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