
A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) recebeu um novo nome: Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). O anúncio ocorreu durante o Congresso Europeu de Endocrinologia (ECE 2026), na apresentação de um novo consenso global sobre a condição.
Mais detalhes sobre a alteração foram publicados no periódico The Lancet. Para as autoras do artigo, o termo “SOP” é inexato e sugere cistos ovarianos patológicos, o que contribui para o diagnóstico tardio, cuidados fragmentados estigma das pacientes, além de restringir a pesquisa e a formulação de políticas.
O novo consenso é um trabalho colaborativo de médicos e pacientes, liderado por pesquisadoras da Universidade Monash, na Austrália.
O nome da condição ainda é um debate entre profissionais da saúde e cientistas, que seguem estudando a condição e procurando melhores formas de tratá-la e retratá-la.

O que é SOMP (antiga SOP)?
A Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), antiga Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), é uma condição médica que afeta o sistema reprodutivo feminino.
Essa síndrome é caracterizada por uma série de sintomas que podem impactar significativamente a saúde e o bem-estar dos acometidos.
Até o momento, a causa da SOP é desconhecida. Entretanto, alguns pesquisadores acreditam que haja alguma questão genética associada ao desenvolvimento, e outros acreditam em alterações epigenéticas e ambientais que levam ao seu surgimento.
Pessoas diagnosticadas demonstram heterogeneidade de manifestações clínicas, por isso estabelecer o diagnóstico é difícil. Um fato importante a se ressaltar é que em cerca de 80% dos casos a SOP decorre de hiperandrogenismo, com quase metade das mulheres com infertilidade.
Critérios para definir o quadro
Em relação aos sintomas, a SOMP pode apresentar uma ampla gama de manifestações, que variam de paciente para paciente. Entre os critérios usados para definir o quadro estão:
- Irregularidade menstrual causada pela anovulação (falta de ovulação);
- Infertilidade;
- Aumento da produção de hormônios androgênicos, associado ao crescimento de pelos grossos em regiões como o queixo, a problemas com acne e alopecia androgenética;
- Presença de cistos no ovário;
- Resistência à insulina (que pode evoluir para pré-diabetes e diabetes tipo 2);
- Obesidade central;
- Dislipidemia (alterações no HDL “colesterol bom” e aumento de triglicérides);
- Risco cardiovascular aumentado (AVC, infarto e aterosclerose);
- Predisposição familiar.
Diagnóstico da SOP
De acordo com o consenso internacional, os critérios diagnósticos da Síndrome dos Ovários Policísticos desde 2018 precisam ser ao menos 2 de 3: hiperandrogenismo clínico ou laboratorial, ciclos menstruais irregulares e presença de 20 ou mais folículos ovarianos, medindo entre 2 a 9mm de diâmetro, e/ou volume ovariano maior ou igual 10 cm³.
Em 2023 isso mudou, já que agora o diagnóstico se dá, ao excluir outras causas, se o paciente apresentar hiperandrogenismo clínico ou laboratorial e ciclos irregulares.
Mas caso apresente apenas um desses dois sintomas, em pacientes adultos deve-se solicitar ultrassonografia (USG) ou hormônio Anti-Mulleriano. Em adolescentes, a recomendação é apenas considerar o paciente com alto risco de SOP e prosseguir a investigação em outro momento.
Isso se deve ao fato de que a USG e o uso do hormônio Anti-mulleriano não são recomendados em pessoas dessa faixa etária pela baixa especificidade.
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