
Assim como todo grande time estuda o adversário antes de entrar em campo, o candidato ao HMASP precisa mapear os temas quentes da banca para distribuir sua energia com inteligência.
Os dados da edição anterior revelam padrões claros: em Clínica Médica, Neurologia, Diabetes e Síndrome Coronariana Aguda lideram as cobranças; em Cirurgia, o foco recai fortemente sobre Abdome Agudo, Estômago e Fígado; em Pediatria, Crescimento, Vacinação e Infecções de Vias Aéreas Inferiores dominam; e em Preventiva, Epidemiologia Clínica se destaca de forma expressiva, concentrando a grande maioria das questões. Quem ignora esses temas quentes estuda sem direção — e perde para adversários que já sabem onde a prova vai apertar.
Está se preparando para a próxima edição do Hospital Militar de Área de São Paulo (HMASP)? Então este post é para você! Confira e fique por dentro!
Temas quentes
Clínica médica
Neurologia
| Temas | Quantidade de questões |
| Outros temas em Neurologia | 2 |
| Cefaleia | 1 |
| Hipertensão Intracraniana Idiopática | 1 |
Endocrinologia
| Temas | Quantidade de questões |
| Diabetes | 2 |
| Dislipidemias | 1 |
| Distúrbios da Tireoide | 1 |
Cardiologia
| Temas | Quantidade de questões |
| Síndrome Coronariana Aguda | 2 |
| Arritmias | 1 |
| Insuficiência Cardíaca | 1 |
Cirurgia
Cirurgia Geral
| Temas | Quantidade de questões |
| Abdome Agudo | 9 |
| Trauma | 3 |
| Hérnias | 3 |
Cirurgia do Aparelho Digestivo
| Temas | Quantidade de questões |
| Estômago | 6 |
| Fígado | 4 |
| Coloproctologia | 3 |
Cirurgia Plástica
| Temas | Quantidade de questões |
| Cicatrização | 2 |
| Queimados | 1 |
Pediatria
Puericultura
| Temas | Quantidade de questões |
| Crescimento | 4 |
| Aleitamento Materno | 3 |
| Puberdade | 2 |
Infectologia Pediátrica
| Temas | Quantidade de questões |
| Vacinação | 4 |
| Infecções de Vias Aéreas Inferiores | 4 |
| Doenças Exantemáticas | 3 |
Neonatologia
| Temas | Quantidade de questões |
| Infecções Congênitas | 2 |
| Desconforto Respiratório Neonatal | 2 |
Preventiva e Saúde Coletiva
Epidemiologia
| Temas | Quantidade de questões |
| Epidemiologia Clínica | 42 |
| Vigilância em Saúde | 4 |
Concepções de Saúde e Doença
| Temas | Quantidade de questões |
| Promoção à Saúde | 1 |
| Outras tags sobre Concepções de Saúde e Doença | 1 |
Medicina de Família e Comunidade
| Temas | Quantidade de questões |
| Clínica da APS | 1 |
Ginecologia
Ginecologia Geral
| Temas | Quantidade de questões |
| Anatomia pélvica feminina | 3 |
| Infecção ginecológica | 2 |
| Embriologia do sistema genital feminino | 1 |
Oncoginecologia
| Temas | Quantidade de questões |
| Câncer de colo de útero | 1 |
| Câncer de endométrio | 1 |
| Lesões pré-invasivas do trato genital inferior | 1 |
Ginecologia Endócrina
| Temas | Quantidade de questões |
| Fisiologia menstrual | 1 |
| Avaliação do casal infértil | 1 |
| Saúde óssea – Ginecologia | 1 |
Obstetrícia
Emergências Obstétricas
| Temas | Quantidade de questões |
| RPMO | 2 |
| Sangramento de primeira metade de gestação | 1 |
| Sangramento de segunda metade de gestação | 1 |
Assistência ao Pré-Natal
| Temas | Quantidade de questões |
| Modificações gravídicas do organismo materno | 2 |
| Pós-datismo | 1 |
| Imunizações na gestação | 1 |
Assistência ao Parto
| Temas | Quantidade de questões |
| Estática fetal | 1 |
| Monitorização fetal intraparto | 1 |
| Partograma | 1 |
Veja um exemplo de questão relacionada à Epidemiologia Clínica

Resposta correta: c) Por protocolo.
Comentário:
Tema muito importante para todo médico clínico, que terá de olhar estudos constantemente e verificar diferentes análises nos ensaios clínicos. Vamos vê-las!
Análise de Ensaios Clínicos
Os ensaios clínicos são estudos experimentais considerados o padrão-ouro para avaliar intervenções em saúde. Diferentes abordagens de análise são aplicadas para interpretar os resultados e responder às perguntas centrais do estudo. Essas abordagens são definidas conforme os objetivos do estudo e os métodos para lidar com dados de participantes que não completam o estudo conforme planejado – afinal, nada mais comum do que termos perdas de segmento.
A análise de superioridade é usada quando o objetivo é determinar se uma nova intervenção é melhor que o controle ou a intervenção padrão (o medicamento padrão-ouro, por exemplo). Nesse caso, os resultados são considerados significativos apenas se a nova intervenção demonstrar uma diferença clinicamente relevante com benefício superior. Essa análise é muito rígida, já que requer evidência estatística robusta para demonstrar que a nova intervenção superou a alternativa – e portanto é válida para se introduzir no mercado.
Por outro lado, a análise de não inferioridade é aplicada quando se busca demonstrar que uma nova intervenção não é substancialmente inferior a uma intervenção padrão – ou seja, pode ser melhor ou igual, mas não pode ser pior. Este tipo de análise é particularmente relevante em contextos onde o novo tratamento oferece vantagens em termos de custo, conveniência ou efeitos colaterais. A interpretação dos resultados depende da definição de uma margem de não inferioridade, que deve ser clinicamente justificável.
A análise por intenção de tratar é uma abordagem que inclui todos os participantes randomizados no grupo original ao qual foram alocados, independentemente de aderirem ao protocolo ou completarem o tratamento – ou seja, analisam conforme a intenção inicial, conforme ele foi alocado. Essa abordagem reflete a efetividade do tratamento, sendo o padrão recomendado para minimizar vieses e preservar os benefícios da randomização. Mas fica fácil perceber que ela pode subestimar a efetividade do tratamento caso a adesão ao protocolo seja baixa.
Na contramão, a análise por protocolo considera apenas os participantes que seguiram o protocolo do estudo por completo, excluindo aqueles que não aderiram completamente. Essa abordagem avalia a eficácia do tratamento sob condições ideais, mas é suscetível a vieses, pois exclui participantes que podem ter características sistematicamente diferentes daqueles que completaram o estudo. Por isso, é muitas vezes usada como análise complementar à por intenção de tratar, mas não como abordagem inicial.
Outras análises incluem a análise de equivalência, que verifica se duas intervenções são clinicamente equivalentes dentro de uma margem de tolerância predefinida. Já a análise de subgrupos explora diferenças nos efeitos do tratamento entre grupos específicos de participantes, como idade ou presença de comorbidades. No entanto, análises de subgrupos devem ser interpretadas com cautela, pois estão sujeitas a vieses e erro tipo I (falsos positivos).
Por fim, abordagens combinadas, como análises de sensibilidade, são frequentemente utilizadas para verificar a robustez dos resultados sob diferentes cenários. Essas análises, junto às principais estratégias descritas, garantem que os resultados dos ensaios clínicos sejam interpretados de maneira confiável e clinicamente relevante. A escolha da abordagem de análise deve sempre ser guiada pelo objetivo principal do estudo, a natureza da intervenção e as características da população estudada.
Como foi o processo seletivo anterior do HMASP
De acordo com a divulgação pelo Diário Oficial da União (DOU), as inscrições ocorreram das 8h do dia 10 de dezembro de 2025 até às 15h do dia 30 de dezembro de 2025, através do site oficial. Além disso, a taxa foi no valor de R$450,00.
A prova objetiva aconteceu no dia 14 de janeiro de 2026, das 09h às 13h, composta de 50 questões de múltipla escolha. A segunda fase iniciou com a prova prática, que acontecerá nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2026. Desse modo, os candidatos aprovados na prova prática, enviaram os documentos para análise curricular no mesmo dia da prova.
Para saber mais sobre o processo seletivo anterior, confira o texto: “Edital HMASP para residência médica 2025/2026”
Cronograma HMASP 2025/20

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