Assim como todo grande time estuda o adversário antes de entrar em campo,o candidato à Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba precisa conhecer o perfil da banca para distribuir sua energia com inteligência.
Os dados da edição anterior revelam padrões claros: em Clínica Médica, HIV/AIDS e Morte Encefálica lideram as cobranças; em Cirurgia, o foco recai sobre Abdome Agudo; em Pediatria, Crescimento e Infecções Congênitas dominam; e em Preventiva, os temas de Epidemiologia Clínica e Clínica da APS aparecem com peso relevante.
Quem ignora o que cai na prova estuda sem direção — e perde para adversários que já sabem onde a prova vai apertar. Está se preparando para a Santa Casa de Araçatuba 2026? Então este post é para você! Confira e fique por dentro!
Temas quentesda Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba
Clínica médica
Infectologia
Temas
Quantidade de questões
HIV/AIDS
5
Tuberculose, MNT e Diferenciais
3
Doenças Virais e Pândemicas
2
Emergências Clínicas
Temas
Quantidade de questões
Morte Encefálica
4
ACLS e BLS
2
Intoxicações
2
Cardiologia
Temas
Quantidade de questões
Arritmias
4
Valvopatias
3
Insuficiência Cardíaca
1
Cirurgia
Cirurgia Geral
Temas
Quantidade de questões
Abdome Agudo
10
Tempos operatórios
9
Trauma
4
Cirurgia do Aparelho Digestivo
Temas
Quantidade de questões
Estômago
5
Esôfago
5
Coloproctologia
2
Endoscopia
Temas
Quantidade de questões
Hemorragia digestiva
5
Ingestão de corpo estranho
1
Pediatria
Puericultura
Temas
Quantidade de questões
Crescimento
3
Cuidados Paliativos
2
Alimentação Infantil
1
Neonatologia
Temas
Quantidade de questões
Infecções Congênitas
3
Outras Doenças Neonatais
2
Reanimação Neonatal
2
Infectologia Pediátrica
Temas
Quantidade de questões
Meningite e Encefalite
2
Infecção de Trato Urinário
1
Infecções de Vias Aéreas Superiores
1
Preventiva e Saúde Coletiva
Epidemiologia
Temas
Quantidade de questões
Epidemiologia Clínica
13
Vigilância em Saúde
1
Indicadores de Saúde
1
Medicina de Família e Comunidade
Temas
Quantidade de questões
Clínica da APS
14
Política, planejamento e Gestão em Saúde
Temas
Quantidade de questões
Redes de Atenção à Saúde
11
Política Nacional da Atenção Básica
1
Outras tags sobre Política, planejamento e Gestão em Saúde
1
Ginecologia
Ginecologia Geral
Temas
Quantidade de questões
Infecção ginecológica
3
Anticoncepção
3
Sangramento uterino anormal (SUA)
1
Oncoginecologia
Temas
Quantidade de questões
Fisiologia menstrual
3
Saúde óssea – Ginecologia
2
Climatério
2
Ginecologia Endócrina
Temas
Quantidade de questões
Lesões pré-invasivas do trato genital inferior
2
Obstetrícia
Assistência ao Pré-Natal
Temas
Quantidade de questões
Modificações gravídicas do organismo materno
4
Intercorrências clínicas e cirúrgicas na gravidez
2
Pós-datismo
1
Gestação de Alto Risco
Temas
Quantidade de questões
Doenças tromboembólicas na gestação
2
Síndromes hipertensivas na gestação
2
Doença hemolítica perinatal
1
Emergências Obstétricas
Temas
Quantidade de questões
Trabalho de parto prematuro
2
Sangramento de segunda metade de gestação
2
Sangramento de primeira metade de gestação
1
O que cai na prova sobreClínica da APS
Questão Prova Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba (SCMA-SP) 2023 | Fonte: Qbank.
Resposta: a) Isoniazida; Rifampicina.
Comentário do professor:
A tuberculose e o HIV são doenças que frequentemente coexistem, especialmente em países com alta carga de ambas. O tratamento conjunto dessas doenças exige uma abordagem cuidadosa devido à complexidade das interações medicamentosas e à possibilidade de efeitos adversos. O abandono do tratamento pode ocorrer por vários fatores, como a pandemia de COVID-19, que impactou negativamente o acesso aos serviços de saúde, e também pelos efeitos colaterais provocados pelos medicamentos utilizados. No caso descrito, os sintomas de neuropatia periférica e urina avermelhada são indicativos de reações adversas específicas a medicamentos antituberculose.
A isoniazida é amplamente conhecida por causar neuropatia periférica, especialmente em pacientes com desnutrição, etilismo ou HIV. Isso ocorre pela interferência no metabolismo da vitamina B6 (piridoxina), essencial para a função nervosa. A suplementação de piridoxina é geralmente indicada durante o uso da isoniazida para prevenir esse efeito. Já a rifampicina é responsável por um efeito colateral bastante característico: a coloração avermelhada da urina, suor e lágrimas, decorrente da sua pigmentação alaranjada.
Esses efeitos adversos, embora muitas vezes benignos e manejáveis, podem assustar o paciente, levando ao abandono do tratamento se não forem adequadamente explicados e monitorados. É fundamental que o profissional de saúde eduque o paciente sobre os efeitos esperados, reforçando a importância da adesão terapêutica. A interrupção do tratamento tanto da tuberculose quanto do HIV pode levar a piora do quadro clínico, resistência medicamentosa e maior risco de transmissão.
Portanto, o correto manejo dos efeitos adversos e o fortalecimento da relação médico-paciente são essenciais para o sucesso terapêutico. Além disso, o suporte psicológico e social deve ser oferecido, especialmente em contextos de vulnerabilidade social agravados por crises sanitárias, como a pandemia da COVID-19. A retomada e manutenção do tratamento são prioridades para garantir a saúde do paciente e o controle da transmissão da tuberculose e do HIV.
Imagem disponível em: Tuberculose – Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar
Como foi o processo seletivo Santa Casa de Araçatuba
O processo seletivo da Santa Casa de Araçatuba é composto por duas etapas: prova objetiva e análise curricular.
Prova objetiva
A prova objetiva aconteceu no dia 06 de agosto de 2025, e teve 2 horas de duração e 10 questões dissertativas de Pediatria. Além disso, essa fase tem caráter eliminatório e classificatório, sendo aprovados somente aqueles que obtiverem nota superior ou igual a 45.
Análise Curricular
A segunda fase, de caráter classificatório, consiste na análise do Currículo Lattes. O período para enviar o currículo foi o mesmo das inscrições. Para mais informações, confira: “Edital Santa Casa de Araçatuba para residência médica 2026”.
Seja um MedCofer — porque aprovação também exige um time campeão
A cada quatro anos, o mundo para para acompanhar a maior competição de futebol do planeta. Nações inteiras se unem por um mesmo objetivo: erguer a taça. Para chegar lá, não basta talento isolado — é preciso preparo técnico, estratégia coletiva e repetição de fundamentos até a excelência virar hábito.
A aprovação na residência médica funciona da mesma forma. Não existe seleção campeã sem um método sólido por trás. E não existe aprovação consistente sem conteúdo de qualidade, orientação especializada e uma trajetória construída passo a passo.
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Jornalista pela UNESP. Linguista pela USP. Jornalista da área da saúde e meio ambiente, faço cobertura de atualizações médicas e concursos públicos. Especialista em braille e acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão.