Assim como todo grande time estuda o adversário antes de entrar em campo,o candidato à Santa Casa de Campo Grande precisa conhecer o perfil da banca para distribuir sua energia com inteligência.
Os dados da edição anterior revelam padrões claros: em Clínica Médica, Doenças Virais e Pândemicas e Insuficiência Cardíaca lideram as cobranças; em Cirurgia, o foco recai sobre Trauma; em Pediatria, Infecções de Vias Aéreas Inferiores e Vacinação dominam; e em Preventiva, os temas de Clínica da APS e Indicadores de Saúde aparecem com peso relevante.
Quem ignora o que cai na prova estuda sem direção — e perde para adversários que já sabem onde a prova vai apertar. Está se preparando para a Santa Casa de Campo Grande? Então este post é para você! Confira e fique por dentro!
Temas quentesda Santa Casa de Campo Grande
Clínica médica
Infectologia
Temas
Quantidade de questões
Doenças Virais e Pândemicas
9
Hepatites Virais
7
HIV/AIDS
5
Cardiologia
Temas
Quantidade de questões
Insuficiência Cardíaca
8
Síndrome Coronariana Aguda
7
Dor torácica não anginosa
5
Emergências Clínicas
Temas
Quantidade de questões
Emergências Hiperglicêmicas
6
Emergência Hipertensiva
2
Via Aérea e intubação
1
Cirurgia
Cirurgia Geral
Temas
Quantidade de questões
Trauma
28
Abdome Agudo
11
Hérnias
5
Cirurgia do Aparelho Digestivo
Temas
Quantidade de questões
Estômago
5
Coloproctologia
4
Esôfago
2
Cirurgia Pediátrica
Temas
Quantidade de questões
Neonatos
3
Íleo distal, cólon e reto
3
Tórax e região inguinal
1
Pediatria
Infectologia Pediátrica
Temas
Quantidade de questões
Infecções de Vias Aéreas Inferiores
7
Vacinação
4
Parasitoses Intestinais
1
Endócrino
Temas
Quantidade de questões
Diabetes
4
Outras tags sobre Endócrino
2
Hipotireoidismo
1
Emergências Pediátricas
Temas
Quantidade de questões
Intoxicações e acidente com animal peçonhento
3
Maus Tratos e Violência
2
PALS- Suporte Avançado de Vida em Pediatria
2
Preventiva e Saúde Coletiva
Medicina de Família e Comunidade
Temas
Quantidade de questões
Clínica da APS
41
Epidemiologia
Temas
Quantidade de questões
Indicadores de Saúde
8
Vigilância em Saúde
8
Concepções de Saúde e Doença
Temas
Quantidade de questões
Promoção à Saúde
7
Níveis de Prevenção
3
Determinantes Sociais de Saúde e Doença
1
Ginecologia
Ginecologia Geral
Temas
Quantidade de questões
Anticoncepção
6
Anatomia pélvica feminina
4
Infecção ginecológica
4
Ginecologia Endócrina
Temas
Quantidade de questões
Climatério
6
Esteroidogênese
4
Fisiologia menstrual
3
Mastologia
Temas
Quantidade de questões
Câncer de mama
2
Afecções benignas das mamas
2
Obstetrícia
Assistência ao Pré-Natal
Temas
Quantidade de questões
Modificações gravídicas do organismo materno
5
Nutrição na gravidez
3
Intercorrências clínicas e cirúrgicas na gravidez
2
Medicina Fetal
Temas
Quantidade de questões
Avaliação da vitalidade fetal
4
Malformações congênitas
3
Ultrassonografia em obstetrícia
2
Gestação de Alto Risco
Temas
Quantidade de questões
Síndromes hipertensivas na gestação
5
Doenças endocrinológicas na gestação
3
Gemelaridade
2
O que cai na prova sobreClínica da APS
Questão Prova Santa Casa de Campo Grande 2025 | Fonte: Qbank.
Resposta: c) Evita infecções invasivas (sepse, meningite, pneumonia e bacteriemia) e otite média aguda (OMA), causadas por alguns sorotipos do Streptococcus pneumoniae.
Comentário do professor:
O envelhecimento está associado a maior vulnerabilidade imunológica, o que torna os idosos particularmente suscetíveis a infecções. Por isso, o calendário vacinal dessa faixa etária tem papel estratégico na promoção da saúde, prevenção de internações e redução da mortalidade.
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda um conjunto de vacinas para pessoas com 60 anos ou mais, tanto no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada, com algumas diferenças importantes entre os esquemas ofertados.
A vacina contra influenza (gripe) é uma das principais indicações para essa população. Deve ser aplicada anualmente, com preferência para a vacina quadrivalente de alta concentração (HD4V) na rede privada. No SUS, é oferecida a vacina trivalente. Em contextos de alto risco epidemiológico, pode-se considerar uma segunda dose no mesmo ano, três meses após a primeira. A imunização contra o Streptococcus pneumoniae é essencial.
A SBIm recomenda o uso da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) em dose única. Alternativamente, pode-se utilizar a VPC13 ou VPC15, seguidas da vacina polissacarídica 23-valente (VPP23). A principal proteção conferida é contra as infecções invasivas como pneumonia, sepse, meningite e bacteriemia.
A vacina também pode reduzir casos de otite média aguda (OMA), embora essa manifestação seja mais comum em crianças. Outra vacina importante é a contra o herpes-zóster. A SBIm recomenda a vacina recombinante inativada (VZR) em duas doses com intervalo de dois meses, indicada para indivíduos a partir de 50 anos, inclusive aqueles que já tiveram o episódio da doença, desde que respeitado um intervalo mínimo de seis meses do evento anterior.
No Brasil, a vacina VZR está disponível apenas na rede privada. No que diz respeito à coqueluche, difteria e tétano, a vacina tríplice bacteriana do tipo adulto é indicada para todos os idosos. Aqueles com histórico vacinal desconhecido ou incompleto devem receber uma dose de dTp seguida de duas doses de dT.
O reforço deve ser feito a cada dez anos. No SUS, está disponível apenas a vacina dupla (dT), exceto para situações especiais como cuidadores de recém-nascidos ou surtos. A vacina contra hepatite B também está indicada. O esquema de três doses (0, 1 e 6 meses) deve ser completado por todos os idosos, sobretudo os não vacinados ou com esquemas incompletos.
Está disponível tanto na rede pública quanto na privada. Já a vacina contra hepatite A, combinada ou não com hepatite B, é recomendada na rede privada, especialmente para indivíduos com doenças hepáticas crônicas.
Finalmente, embora a febre amarela seja mais rara em áreas urbanas, sua vacinação deve ser considerada para idosos que vivem ou irão viajar para áreas de risco. A decisão deve ser individualizada, com avaliação médica sobre os riscos e benefícios. A vacina está disponível no SUS.
Tabela-resumo do Calendário Vacinal do Idoso
Vacina
Esquema recomendado pela SBIm
Disponível no SUS?
Influenza
1 dose anual (preferência: HD4V)
Sim (trivalente)
Pneumocócica (VPC20)
1 dose única ou esquema sequencial com VPP23
Parcial (VPC13/VPP23 em grupos especiais)
Herpes-zóster (VZR)
2 doses, intervalo de 2 meses
Não
dTpa/dT
1 dose de dTpa + 2 doses de dT (se incompleto)
Sim (dT; dTpa em casos especiais)
Hepatite B
3 doses (0-1-6 meses)
Sim
Hepatite A (ou A+B)
2 doses
Não
Febre amarela
1 dose (avaliar individualmente)
Sim
Como foi o processo seletivoSanta Casa de Campo Grande
As inscrições ocorreram no período de 02 a 19 de julho de 2026, mediante pagamento da taxa estabelecida no valor de R$680,00. Além disso, foi possível solicitar a isenção da taxa entre os dias 02 e 03 de julho.
Processo Seletivo
Etapa única do processo seletivo, de caráter classificatório e eliminatório, realizada presencialmente em Campo Grande/MS. A prova, com data marcada para o dia 08 de agosto de 2026, tem duração de 4 horas e a nota varia de 0 a 100 pontos; é aprovado quem obtiver nota igual ou superior a 50. Para mais informações, confira o texto: “Edital Santa Casa de Campo Grande para residência médica 2026.2”.
Seja um MedCofer — porque aprovação também exige um time campeão
A cada quatro anos, o mundo para para acompanhar a maior competição de futebol do planeta. Nações inteiras se unem por um mesmo objetivo: erguer a taça. Para chegar lá, não basta talento isolado — é preciso preparo técnico, estratégia coletiva e repetição de fundamentos até a excelência virar hábito.
A aprovação na residência médica funciona da mesma forma. Não existe seleção campeã sem um método sólido por trás. E não existe aprovação consistente sem conteúdo de qualidade, orientação especializada e uma trajetória construída passo a passo.
Quer alcançar a aprovação nas provas de residência médica e entrar em campo com a melhor preparação possível? Então seja um MedCofer! Aqui te ajudaremos na busca da aprovação com conteúdos de qualidade e uma metodologia que já aprovou mais de 35 mil residentes no país.
Jornalista pela UNESP. Linguista pela USP. Jornalista da área da saúde e meio ambiente, faço cobertura de atualizações médicas e concursos públicos. Especialista em braille e acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão.