
A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou o Projeto de Lei nº 154/2026, que prevê garantia de medicamentos para o tratamento da hipertermia maligna durante procedimentos realizados com anestesia geral no Sistema Único de Saúde (SUS).
O projeto é do senador Dr. Hiran (PP/RR) e tem como objetivo facilitar o acesso da população ao tratamento de hipertermia maligna após procedimentos que necessitam de anestesia geral. De acordo com o texto, o medicamento precisa estar disponível até dez minutos após a suspeita da ocorrência.
A relatora substituta Mara Gabrili (PSD/SP) destaca que a medida padroniza as regras existentes no SUS. Segundo ela, a mudança aumenta a segurança dos pacientes nos procedimentos anestésicos. “A exigência de acesso tempestivo a medicamentos para o tratamento da hipertermia maligna, condição rara, porém grave e potencialmente letal, não é inovação estranha às responsabilidades já assumidas pelo SUS”, afirma a senadora.
A equipe médica deve administrar o dantroleno sódico, medicamento fundamental no tratamento da hipertermia maligna. O projeto segue para a análise da Comissão de Assuntos Sociais e se aprovado entrará em vigor após decorrido um ano da sua publicação.

O que é hipertermia maligna?
A hipertermia maligna (HM) é uma síndrome genética rara e grave que certos anestésicos desencadeiam. Essa reação manifesta-se durante a anestesia e desregula o organismo, acelerando o metabolismo, enrijecendo os músculos, acumulando gás carbônico e elevando a temperatura corporal de forma rápida e progressiva.
Os sinais de alerta mais comuns são:
- elevação excessiva do gás carbônico expirado pelo paciente;
- taquicardia;
- acidose;
- aumento da temperatura corporal.
O anestesista detecta a síndrome durante o procedimento cirúrgico por meio do monitoramento contínuo do paciente. O diagnóstico considera a ventilação (capnografia), a temperatura corporal e os resultados de exames laboratoriais.
O tratamento da hipertermia deve ser iniciado assim que a suspeita for levantada, com a interrupção imediata do uso de anestésicos desencadeantes. O médico responsável deve aplicar ventilação com oxigênio 100%, resfriamento do corpo, correção das alterações acidobásicas e o uso de medicamentos como o dantroleno sódico.
O dantroleno sódico é de administração intravenosa, com doses adicionais conforme a resposta do paciente, além de acompanhamento em terapia intensiva para evitar o retorno da crise.
Informação de qualidade também faz parte da preparação
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