
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar a oferta de tratamentos para o câncer de pulmão com a disponibilização de três novos medicamentos: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. A distribuição será realizada de forma gradual, com previsão de início em outubro de 2026.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 1,9 mil pacientes poderão ser beneficiados pela medida. Os medicamentos serão financiados integralmente pelo Governo Federal por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), nova política voltada à ampliação do acesso a medicamentos oncológicos de alto custo.
Quais medicamentos serão disponibilizados pelo SUS?
Os três medicamentos possuem mecanismos de ação diferentes e serão destinados a situações específicas do tratamento do câncer de pulmão.
O brigatinibe e o gefitinibe são terapias-alvo administradas por via oral. Esses medicamentos atuam sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas e fazem parte de estratégias de tratamento direcionadas às características moleculares do tumor.
Por serem medicamentos de uso oral, a administração pode ser realizada em casa, conforme indicação e acompanhamento da equipe de saúde. O Ministério da Saúde destaca ainda que essas terapias apresentam menor incidência de eventos adversos quando comparadas a alguns esquemas convencionais de quimioterapia.
Já o durvalumabe é uma imunoterapia que atua estimulando ou potencializando a resposta do sistema imunológico contra as células tumorais. A previsão é de utilização para pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser submetidos à cirurgia. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento apresenta benefícios em sobrevida global.
Distribuição dos medicamentos começa em outubro
A oferta dos três medicamentos será gradual e depende das tratativas de aquisição com os fornecedores e das características operacionais de cada tecnologia. A previsão do Ministério da Saúde é que as primeiras entregas ocorram a partir de outubro de 2026.
A forma de aquisição também será diferente para cada medicamento:
| Medicamento | Forma de aquisição |
|---|---|
| Brigatinibe | Centralizada, com compra e distribuição pelo Ministério da Saúde |
| Gefitinibe | Descentralizada, com aquisição pelos hospitais e gestores locais e repasse federal |
| Durvalumabe | Ata de Negociação Nacional, com negociação de preço pelo Ministério da Saúde |
A organização da aquisição faz parte da implementação da AF-Onco, que estabelece diferentes mecanismos para garantir o abastecimento dos medicamentos oncológicos no SUS.
Nova política amplia oferta de medicamentos oncológicos
A oferta dos três medicamentos para câncer de pulmão integra uma política mais ampla de assistência farmacêutica oncológica. Ao todo, a AF-Onco prevê a disponibilização de 23 medicamentos oncológicos de alto custo, incluindo novas tecnologias e ampliações de indicações de uso.
Segundo o Ministério da Saúde, a medida representa uma ampliação de 35% na oferta de tratamentos na rede pública. A estimativa é que mais de 100 mil pessoas sejam contempladas pela política, com orçamento anual previsto de R$ 2,1 bilhões, financiado pela União.
No caso específico do câncer de pulmão, a ampliação inclui medicamentos que atuam por diferentes mecanismos, permitindo que a escolha terapêutica continue considerando as características clínicas e moleculares de cada paciente.

Como é o tratamento do câncer de pulmão pelo SUS?
O tratamento do câncer de pulmão no SUS é realizado nos serviços habilitados em oncologia e considera as características clínicas e moleculares de cada caso.
Entre as modalidades terapêuticas disponíveis estão cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias sistêmicas e terapias-alvo, de acordo com as indicações clínicas e as tecnologias disponibilizadas na rede pública.
Com a implementação da AF-Onco, brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe passam a integrar a ampliação das opções terapêuticas financiadas pelo Governo Federal para pacientes com câncer de pulmão.
O que muda para os pacientes?
A principal mudança é a ampliação do acesso, pelo SUS, a três medicamentos de alta tecnologia para situações específicas do câncer de pulmão.
A disponibilização será feita de maneira gradual a partir de outubro de 2026, conforme a aquisição e a logística necessária para cada medicamento. A expectativa inicial é de que aproximadamente 1,9 mil pacientes sejam beneficiados.
A medida ocorre durante o mês de agosto, período marcado por ações de conscientização sobre o câncer de pulmão, e faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso a tratamentos oncológicos na rede pública.
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