
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a produção da vacina contra chikungunya em território brasileiro, pelo Instituto Butantan. O imunizante se chama “Butantan-Chik” e é o resultado da parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva.
Já produzida em laboratórios da farmacêutica, a Butantan-Chik é a primeira vacina contra a doença a ser aprovada no mundo. Segundo o Instituto Butantan, a transferência de tecnologia facilita a incorporação do imunizante ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O público-alvo previsto da vacinação é de 18 a 59 anos. Municípios com grande incidência da doença aplicam o imunizante desde fevereiro de 2026, mas o alcance nacional ainda é restrito.
De acordo com o estudo, da revista The Lancet, que comprovou a eficácia da vacina, 98,9% dos participantes produziram anticorpos neutralizantes. Alguns dos efeitos colaterais comuns foram dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.
Canadá, Europa e Reino Unido também aprovaram o imunizante de dose única.
Registro da vacina
A Anvisa, em conjunto com o Instituto Butantan, definiu um Termo de Compromisso que prevê a realização de estudos de efetividade e segurança da vacina, para a publicação do registro.
Anteriormente, o imunizante já havia sido aprovado por outras autoridades, como a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, e a Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA), para a prevenção da Chikungunya.
Como funciona a vacina da Chikungunya
A vacina é uma recombinante atenuada desenvolvida pela farmacêutica austríaca Valneva. O país aplicará o imunizante de dose única na população de 18 a 59 anos com risco aumentado de exposição ao vírus. Vale ressaltar que a indicação exclui mulheres grávidas, pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas.

Contexto da Chikungunya
A Chikungunya faz parte do grupo de Arboviroses, sendo transmitida pelo Aedes aegypti, também responsável pelo vírus da dengue e da Zika. A doença causa febre alta e dores intensas nas articulações, podendo evoluir para dor crônica em alguns casos. O primeiro caso no país ocorreu em 2014 e, até 22 de abril de 2026, o Brasil registrou 68,1 mil casos da doença, com 75 óbitos confirmados.
Com mais de 6 mil casos de chikungunya e 18 cidades em situação de epidemia, Mato Grosso do Sul enfrenta um avanço rápido da doença pelo território. Dos 19 óbitos registrados no país, 12 ocorreram no estado do centro-oeste.
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