
Vamos revisar como ocorre a transmissão da hanseníase? O tema é importante tanto para a prática clínica quanto para as provas de residência.
O que é hanseníase?
A hanseníase, anteriormente conhecida como lepra, é uma infecção dermatoneurológica crônica granulomatosa curável, causada pela bactéria Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen. Ela também é uma doença infecciosa com evolução crônica que, apesar de curável, continua endêmica em algumas regiões, como o Brasil, e costuma estar associada a níveis sociais mais baixos.

Para mais informações, confira o texto: “Hanseníase: Epidemiologia, Formas Clínicas e Esquemas de PQT”.
Como acontece a transmissão da hanseníase?
A transmissão ocorre por contato próximo e prolongado de gotículas e secreções das vias respiratórias de pacientes multibacilares (pessoa contaminada na forma transmissível). O contágio exige convivência próxima e prolongada no mesmo ambiente, geralmente com familiares.
Tocar, abraçar, beijar, compartilhar talheres, pratos, copos ou roupa de cama não são hábitos que transmitem a doença.
A contaminação costuma ser rara antes dos 5 anos e atinge o ser humano independente do sexo biológico. Além disso, o período de incubação é longo, durando cerca de 2 a 5 anos. No entanto, a transmissão é cessada logo após a primeira dose da medicação adequada para o quadro.
O ser humano é a principal fonte de infecção e transmissão, porém, certas espécies de animais selvagens — especialmente os tatus (como o tatu-galinha) e alguns primatas não humanos — também hospedam naturalmente a bactéria Mycobacterium leprae.
Clínica da hanseníase
A principal característica da hanseníase é a presença de lesões de pele e acometimento de nervos periféricos. Essas lesões costumam ser variadas e associadas a perda de sensibilidade, especialmente nos PB, que possuem imunidade celular exacerbada e, ao englobar o bacilo, acometem também os nervos.
Manifestações Clínicas da Hanseníase
A hanseníase apresenta-se com uma ampla gama de manifestações clínicas, que variam conforme a resposta imune do hospedeiro:
- Indeterminada: Fase inicial com máculas hipocrômicas e perda sensitiva discreta. Pode evoluir para formas mais definidas se não tratada.
- Tuberculóide: Caracterizada por lesões bem delimitadas e comprometimento neural significativo, com resposta imune celular robusta.
- Dimorfa: Apresenta variabilidade clínica, com lesões cutâneas de diversos tipos e acometimento neural.
- Virchowiana: Forma mais grave, com infiltração difusa da pele e presença de hansenomas, associada a uma resposta imune celular deficiente.
Prepare-se conosco!
Quer alcançar a aprovação nas provas de residência médica? Então seja um MedCofer! Aqui te ajudaremos na busca da aprovação com conteúdos de qualidade e uma metodologia que já aprovou mais de 35 mil residentes no país! Por fim, acesse o nosso canal do youtube para ver o nosso material de revisão e correção.

Perguntas Frequentes
Quem tem hanseníase pode ter contato com outras pessoas?
Sim, o paciente com hanseníase pode ter contato com outras pessoas. A transmissão acontece apenas por meio das vias respiratórias (tosse, espirro ou fala), exigindo convivência próxima e prolongada com um doente que não esteja em tratamento.
Qual o primeiro sinal da hanseníase?
O primeiro sinal da hanseníase é o aparecimento de uma ou mais manchas na pele (esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas) que apresentam alteração ou perda de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor ou ao tato.
A hanseníase tem cura?
Sim, a hanseníase tem cura. O tratamento é feito com antibióticos por via oral, dura de 6 meses a 1 ano. Assim que a pessoa toma a primeira dose do remédio, ela para de transmitir a doença.
Como a hanseníase é transmitida?
A hanseníase é transmitida por vias aéreas (inalação de gotículas de saliva, tosse, espirro ou fala) de uma pessoa doente na forma infectante (multibacilar) sem tratamento.
Quantos anos a hanseníase fica no corpo?
O período de incubação da hanseníase é longo, durando cerca de 2 a 5 anos, mas pode ir de alguns meses até mais de 20 anos. Para mais informações sobre a doença, confira o texto: “Hansenologia: o que é, importância médica e como atuar nessa área”.
Informação de qualidade também faz parte da preparação
Ficar alerta para atualizações da área da saúde é essencial tanto para a prática médica quanto para as provas de residência. Continue acompanhando o Blog do MedCof para aprofundar seus conhecimentos com conteúdos atualizados e baseados em evidências!
Confira outros artigos e fique por dentro das principais notícias e atualizações da Medicina.
