
O Ministério da Saúde (MS) publicou, nesta terça-feira (21), a incorporação da edaravona ao Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento serve para o tratamento de esclerose lateral amiotrófica (ELA) em adultos em estágios iniciais. A publicação foi feita no Diário Oficial da União, por meio da Portaria SCTIE/MS nº 40.
As áreas técnicas do SUS terão um prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do medicamento a partir da data da determinação do Ministério. A edaravona deve ser indicada para pacientes em grau 1 ou 2 da doença e com duração dos sintomas igual ou inferior a dois anos.

Como vai funcionar o tratamento?
O parecer técnico-científico da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) revelou que a edaravona atua na redução do estresse oxidativo, mecanismo relacionado à degeneração de neurônios motores. Além disso, o medicamento também desacelera o declínio funcional dos pacientes e tem um perfil de segurança considerado satisfatório.
Vale ressaltar que nenhum medicamento usado para o tratamento de ELA promete cura, mas sim melhora na qualidade de vida do paciente. O objetivo da edaravona é diminuir o ritmo de evolução da doença nos estágios iniciais. Os cuidados com a doença também envolvem acompanhamento multiprofissional com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e nutricionista.
Outro medicamento encontrado no SUS para o tratamento de esclerose lateral amiotrófica é o riluzol, que ajuda a retardar a progressão da condição e aumenta a sobrevida dos pacientes em alguns meses.
O que é esclerose lateral amiotrófica (ELA)?
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa implacável que afeta os neurônios motores, células nervosas responsáveis por controlar os movimentos voluntários dos músculos.
Sua incidência na população é heterogênea e varia de 0,73 a 1,89 casos por 100.000 pessoas ao ano no sul da Ásia e no norte da Europa, respectivamente (1) (PMID: 27185810) (2,3). A idade é o fator preditivo mais importante para a sua ocorrência, sendo mais prevalente nos pacientes entre 55 e 75 anos de idade.
O diagnóstico da ELA pode ser um desafio, pois os sintomas costumam ser semelhantes a outras doenças neurológicas. Dessa forma, um histórico médico completo e um exame neurológico detalhado são fundamentais para o diagnóstico. Para mais informações, confira o texto: “Esclerose Lateral Amiotrófica: entenda mais e como identificar!”.
Informação de qualidade também faz parte da preparação
Entender temas como o tratamento, o diagnóstico e os fatores de risco da esclerose lateral amiotrófica é essencial tanto para a prática médica quanto para as provas de residência. Continue acompanhando o Blog do MedCof para aprofundar seus conhecimentos com conteúdos atualizados e baseados em evidências!
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