
Nesta terça-feira (08), a Agência de Vigilância Nacional Sanitária (Anvisa) aprovou um novo tratamento para prevenção de enxaqueca. Os médicos prescrevem o Aquipta (atogepanto) para prevenir a enxaqueca em pacientes adultos. O fármaco reduz a frequência das dores em pessoas que sofrem com quatro ou mais episódios no mês.
O objetivo da substância é bloquear a via envolvida na transmissão da dor, sendo capaz de prevenir o aparecimento de crises. A resolução que liberou o novo medicamento foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), após solicitação de aprovação por parte da farmacêutica responsável, a ABBVIE.
Os estudos, que embasaram a permissão da Anvisa, apontam que o atogepanto consegue reduzir significativamente o número de dias mensais em que o paciente apresenta crise de enxaqueca.
Para a agência reguladora, apesar de existirem opções terapêuticas que previnem a enxaqueca, a maioria delas não atua especificamente no mecanismo fisiopatológico da doença. Desta forma, o novo medicamento promete ampliar as alternativas de tratamento oral para a condição.
Como funciona o medicamento para a prevenção de enxaqueca?
O atogepanto atua com foco exclusivo no tratamento da enxaqueca e se diferencia das terapias convencionais adaptadas de outras doenças. A aprovação da Anvisa garante duas apresentações do medicamento: comprimidos de 10 mg e 60 mg, em caixas com 28 unidades.
O Aquipta bloqueia o receptor do peptídeo relacionado ao gene calcitonina, também identificado pela sigla CGRP. Essa substância é responsável pela transmissão de dor da cefaleia, o remédio bloqueia o seu receptor, assim reduzindo a ação da molécula e interferindo no surgimento de crises.
O novo tratamento ainda deve passar pela avaliação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por estabelecer os preços máximos de medicamentos no Brasil. O registro do remédio é válido até setembro de 2036.
Sobre a enxaqueca
A cefaleia, ou enxaqueca, é a 3ª queixa mais frequente nos ambulatórios de clínica médica. Nos ambulatórios de neurologia, é o motivo mais frequente de consultas. Portanto, é importante que saibamos classificar e tratar as cefaleias.
Para mais informações, confira o texto: “Enxaqueca: aprenda a identificar e como tratar”.
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