
O Guia de Bolso: Mudanças Climáticas para Profissionais de Saúde (2ª edição) é uma publicação do Ministério da Saúde, elaborada pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.
Publicado em 2025 pelo Ministério da Saúde, o guia destina-se a profissionais de saúde de todos os níveis de atenção: clínica, vigilância e gestão. Seu objetivo é ajudar a identificar, manejar e comunicar os agravos de saúde relacionados a eventos climáticos extremos, dentro do contexto do AdaptaSUS (Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima do Setor Saúde).
Introdução e conceitos fundamentais
Segundo o guia, o aumento médio de 1,1°C nas temperaturas globais (entre 2011–2020) já está causando efeitos concretos no Brasil: ondas de calor mais frequentes, secas mais longas, chuvas extremas e queimadas. Além disso, mais de 700 mil brasileiros foram deslocados internamente em 2022 principalmente por enchentes.
São apresentadas no texto três categorias de riscos climáticos com impacto direto na saúde:
- Extremos de temperatura (calor e frio): ondas de calor causam desidratação, exaustão térmica, insolação e agravam doenças cardiovasculares e respiratórias. Ondas de frio provocam vasoconstrição, hipercoagulabilidade, infecções e agravam doenças crônicas, e continuarão ocorrendo mesmo com o aquecimento global.
- Extremos de precipitação: chuvas intensas geram enchentes, inundações, deslizamentos e seca. Enchentes aumentam leptospirose, hepatite, diarreia e afogamentos; a seca compromete acesso à água e alimentação, agrava queimadas e afeta populações ribeirinhas da Amazônia.
- Poluição do ar: queimadas e combustíveis fósseis liberam material particulado fino (PM2,5), ozônio e outros poluentes associados a doenças respiratórias, cardiovasculares e neurológicas. Em 2021, a poluição do ar causou 8,1 milhões de mortes globais.
Atuação intrasetorial (Assistência, Vigilância e Gestão)
O guia organiza as responsabilidades com as mudanças climáticas por perfil profissional:
Atenção à saúde: identificar e atender agravos atribuíveis ao clima; incorporar o clima na anamnese e diagnóstico diferencial; notificar compulsoriamente; comunicar com a comunidade sobre prevenção e autocuidado.
Vigilância em saúde: monitorar doenças sensíveis ao clima (dengue, leptospirose, diarreias, síndromes respiratórias); criar sistemas de alerta precoce; integrar dados climáticos e epidemiológicos; notificar via Sinan, Sivep-Gripe, e-SUS Notifica.
Gestão em saúde: preparar os serviços para eventos extremos (ar-condicionado, planos de contingência, logística de medicamentos e soros); proteger trabalhadores de saúde de esgotamento; reduzir emissões do próprio setor de saúde (responsável por ~4,4% das emissões globais de GEE); adotar práticas sustentáveis e baseadas em evidência.
Equidade em saúde e populações vulneráveis
Essa é a seção central do guia: as mudanças climáticas não afetam a todos igualmente. São distinguidos dois tipos de vulnerabilidade:
- Intrínseca (biológica): crianças, gestantes, idosos, pessoas com doenças crônicas, com deficiência ou em cuidados paliativos.
- Socialmente produzida (vulnerabilizados): mulheres, população negra, indígena, LGBTQIA+, pessoas em situação de rua, trabalhadores ao ar livre, moradores de periferias e zonas de risco.
O guia também aborda o racismo ambiental, comunidades negras e indígenas vivem em áreas de maior risco climático, mas são as que menos contribuem para as emissões; e o gênero, mulheres representam 70% das pessoas em extrema pobreza e têm mortalidade maior em desastres, além de maior exposição à violência no pós-desastre.
Efeitos nas saúde por sistema orgânico
Para cada sistema, o guia descreve os mecanismos fisiopatológicos, quadros clínicos, condutas e populações em risco:
Sistema cardiovascular
O calor causa estresse térmico, vasodilatação, hipovolemia e risco de infarto/AVC. O frio aumenta a vasoconstrição, viscosidade sanguínea e arritmias. A poluição do ar (PM2,5) acelera a aterosclerose e insuficiência cardíaca. Destaque para o alerta de que medicamentos antitérmicos (paracetamol) e benzodiazepínicos pioram o quadro de insolação.
Principais doenças causadas pelo calor e suas fisiopatologias
| GRAVIDADE | TIPO | PATOFISIOLOGIA | SINTOMAS | CONDUTA INICIAL |
| Leve | Edema por calor | Vasodilatação cutânea, resultando em aumento do líquido intersticial. | Edema e ocasionalmente flush facial. | 1. Levar a pessoa para um local fresco e arejado. 2. Elevar as extremidades inferiores. O uso de diuréticos não é indicado. |
| Cãibras musculares associadas à atividade física (principalmente ao ar livre) | Uso excessivo de músculos devido à atividade física ou similar, hiperatividade neuromuscular, depleção de líquidos e eletrólitos. | Espasmos musculares, pele molhada e fria, temperatura corporal normal. | 1. Levar a pessoa para um local fresco e arejado. 2. Orientar repouso. 3. Realizar a elevação dos membros inferiores, alongamento e massagem. 4. Realizar a reposição de eletrólitos/líquidos por via oral. | |
| Rash por calor (miliária rubra) | Vasodilatação dos vasos da pele com dutos/poros sudoríparos obstruídos; possibilidade de infecção secundária. | Erupção de pápulas ou pústulas vermelhas, principalmente no pescoço, membros superiores, tronco e virilha. | 1. Levar a pessoa para um local fresco e arejado. 2. Retirar a roupa da pessoa. 3. Deixar o corpo esfriar por evaporação. 4. Desaconselhar o uso de cremes tópicos. | |
| Moderado | Desmaio relacionado à atividade física (síncope por calor) | Vasodilatação periférica profunda, depleção de volume e diminuição do tônus vasomotor, diminuição do retorno venoso e subsequente síncope ou pré-síncope. | Tontura, ortostase, perda transitória de consciência imediatamente após interromper a atividade. | 1. Levar a pessoa para um local fresco e arejado. 2. Posicionar a pessoa em decúbito dorsal. 3. Elevar os membros inferiores. 4. Iniciar a reidratação oral ou intravenosa. 5. Se recuperação prolongada ou fatores de risco cardiovasculares significativos, revisar uso de medicamentos e monitoramento do paciente; considerar, com cautela, a suspensão de substâncias que podem agravar os sintomas*. |
| Exaustão pelo calor | Disfunção termorreguladora leve, hipovolemia com vasoconstrição e hipotensão esplâncnica, disfunção multiorgânica precoce. | Sede, cefaleia, fadiga, taquicardia, fraqueza, ataxia, síncope, náusea, vômito, diarreia, pele fria e úmida, temperatura central de 38,3°C a 40°C. | 1. Levar a pessoa para um local fresco e arejado. 2. Posicionar a pessoa em decúbito dorsal. 3. Elevar os membros inferiores. 4. Iniciar o resfriamento em região de dobras. 5. Iniciar reidratação intravenosa ou oral. 6. Se a pessoa não responder às medidas iniciais em até 30 minutos ou tiver piora do quadro, demanda avaliação adicional laboratorial e encaminhamento para emergência. | |
| Grave | Golpe de calor* | Disfunção termorreguladora grave, resultando em extravasamento de endotoxinas, síndrome de resposta inflamatória sistêmica, apoptose celular e disfunção de múltiplos órgãos. | Estado mental alterado, convulsões, coma, taquicardia, hipotensão, hiperventilação, sudorese (a pele pode estar úmida ou seca no momento do colapso), temperatura central > 40°C. | É UMA EMERGÊNCIA! Contate Samu 192 ou serviço de emergência. 1. Gerenciar vias aéreas. 2. Realizar o ABCDE** da emergência. 3. Levar a pessoa para um local fresco e arejado. 4. Realizar a imersão do corpo da pessoa em água fria/gelada ou colocar compressas frias em região de dobras. 5. Iniciar reidratação intravenosa. 6. Encaminhar a pessoa para emergência. |
Fonte: TelessaúdeRS-UFRGS, (Floss; Santiago, 2024) adaptado de (Eifling et al., 2024; Gauer; Meyers, 2019).
*O guia adota as terminologias “golpe pelo calor” e “colapso pelo calor” como equivalentes ao termo popularmente conhecido como “insolação”.
**ABCDE: A: desobstrução de vias aéreas (Airway); B: Respiração e ventilação (Breathing); C: Circulação (Circulation); D: Disfunção neurológica (Disability); E: Exposição e controle do ambiente (Exposition).
*Substâncias que podem agravar os sintomas do estresse por calor e insolação, contribuindo para sua sintomatologia e/ou afetando o mecanismo de adaptação ao calor, são: álcool, anfetaminas, cocaína, antiadrenérgicos, antiarrítmicos, anticolinérgicos, antidepressivos, anti-histamínicos, agentes antiparkinsonianos, antipsicóticos, betabloqueadores, bloqueadores do canal de cálcio, diuréticos, inibidores da colinesterase e simpaticomiméticos.
Sistema respiratório
O calor aumenta exacerbações de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC); frio agrava infecções respiratórias e broncoespasmo. Queimadas liberam PM2,5, responsável por, em média, 40 mil mortes respiratórias/ano no Brasil. A poluição compromete a barreira epitelial das vias aéreas e aumenta a suscetibilidade a infecções. Em abrigos pós-enchentes, há risco de tuberculose e infecções fúngicas por superlotação e má ventilação.
Sistema renal
O calor causa desidratação, isquemia renal, rabdomiólise e pode evoluir para lesão renal aguda e doença renal crônica de etiologia não-tradicional (DRCNT), especialmente em trabalhadores rurais. A seca agrava a disponibilidade de água potável; enchentes aumentam infecções com comprometimento renal. Pacientes em diálise são especialmente vulneráveis em eventos extremos.
Alterações oftalmológicas
O calor favorece olho seco e infecções virais; frio aumenta casos de glaucoma por fechamento angular; poluição do ar causa conjuntivite, pterígio, catarata e degeneração macular; inundações provocam conjuntivite hemorrágica e ceratite; seca aumenta xeroftalmia por deficiência de vitamina A.
Principais alterações oftalmológicas associadas às mudanças climáticas
| FATOR CLIMÁTICO/CAUSAS DE FATORES CLIMÁTICOS | CONDIÇÕES OFTALMOLÓGICAS POSSIVELMENTE ASSOCIADAS |
| Altas temperaturas | Olho seco, conjuntivite, ceratite, infecções virais, alterações na Pressão Intraocular (PIO), deslocamento de retina |
| Baixas temperaturas | Glaucoma agudo por fechamento angular, olho seco, alterações visuais transitórias |
| Poluição do ar(PM2,5, NO2, O3, e outros) | Olho seco, conjuntivite, uveíte, pterígio, catarata, glaucoma, Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), retinopatia diabética |
| Seca/Estiagem | Xeroftalmia, catarata (por deficiência nutricional) |
| Inundações | Conjuntivite hemorrágica, ceratite, retinocoroidite por toxoplasmose |
| Queimadas | Olho seco, conjuntivite, ceratite química, exposição a material particulado |
Sistema tegumentar
O calor e raios UV causam eritema solar, queimaduras e câncer de pele; umidade estimula fungos (dermatomicoses); seca agrava dermatite atópica; enchentes aumentam impetigo, leptospirose cutânea e dermatite de contato. Frio provoca urticária ao frio e agrava eczema.
Doenças transmissíveis
As mudanças climáticas exercem forte influência sobre a ocorrência e a distribuição de doenças infecciosas:
- Arboviroses (dengue, Zika, chikungunya, febre amarela, Oropouche): temperatura acelera reprodução do vetor e tempo de incubação do vírus;
- Malária: risco de expansão para regiões extra-amazônicas com o aquecimento;
- Doença de Chagas: o calor aumenta a dispersão dos triatomíneos;
- Esquistossomose: enchentes dispersam o caramujo vetor.
- Leptospirose: a cada 20mm de chuva aumenta até 31,5% as internações;
- Hantavirose e febre maculosa: desmatamento e queimadas aproximam roedores e carrapatos dos humanos;
- Acidentes por animais peçonhentos: casos de escorpionismo cresceram de 32 mil (2000) para 292 mil (2022);
- Doenças de transmissão direta (influenza, COVID-19, tuberculose, coqueluche, sarampo): aglomeração em locais fechados no inverno ou em abrigos favorece a transmissão.
Sistema gastrointestinal
O calor compromete a barreira epitelial intestinal, favorece a translocação bacteriana e aumenta internações por infecções entéricas. A insolação está associada a sintomas GI graves (náusea, vômito, diarreia) e pior prognóstico. Seca e enchentes aumentam doenças diarreicas.
Sistema neurológico
As ondas de calor aumentam risco de AVC isquêmico e agravam Alzheimer, Parkinson e ELA. Frio precipita AVC por vasoconstrição. PM2,5 causa neuroinflamação e está associado a declínio cognitivo e Alzheimer. Após eventos extremos, exposição a toxinas ambientais na água.
Saúde mental
Enchentes, secas e calor extremo provocam transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), depressão e ansiedade. Ondas de calor aumentam taxas de suicídio e internações psiquiátricas.
Os psicofármacos (antipsicóticos, estabilizadores de humor) prejudicam a termorregulação em ondas de calor. O guia também diferencia sofrimento psicossocial climático (reação natural) de transtorno mental (requer critérios clínicos), evitando medicalização excessiva. Novos termos emergem: ecoansiedade e luto ecológico.
Saúde gestacional e perinatal
O calor está associado a parto prematuro, natimorto, baixo peso ao nascer, diabetes gestacional, anomalias congênitas e pré-eclâmpsia. Gestantes negras e indígenas são desproporcionalmente afetadas.
A poluição do ar durante a gravidez (especialmente em queimadas na Amazônia) impacta o desenvolvimento fetal. A seca compromete a nutrição materna e acesso ao pré-natal, especialmente em áreas que dependem de transporte hidroviário.
Sistema endocrinológico
O calor desregula a termorregulação em pacientes com diabetes e aumenta risco de morte em temperaturas ≥40°C. Menopausa é agravada por calor extremo (piora de sintomas vasomotores).
Os poluentes atmosféricos atuam como desreguladores endócrinos, interferindo nos eixos hormonais. O guia alerta sobre micro e nanoplásticos presentes em placenta, líquido amniótico, sistema cardiovascular e nervoso, com potenciais efeitos tóxicos ainda em investigação.
Temas transversais
Segurança Alimentar e nutricional
As mudanças climáticas ameaçam a produção de alimentos, especialmente de comunidades tradicionais. Sistemas alimentares industriais são responsáveis por, em média, 30% das emissões globais de GEE (no Brasil, >70%).
A seca contamina lençóis freáticos; o calor acelera a deterioração de alimentos frescos; o aquecimento dos oceanos aumenta toxinas em peixes (ciguatera, cianobactérias).
Conceitos relacionados à alimentação e mudanças climáticas e como avaliar na prática de profissionais da saúde
| CONCEITO | DEFINIÇÃO | COMO AVALIAR? |
| Segurança alimentar e nutricional (SAN) | Existe quando todas as pessoas em qualquer momento têm acesso físico e econômico a alimentos em quantidade suficiente, seguros e nutritivos capazes de atingir as necessidades nutricionais e estão de acordo com as preferências alimentares para uma vida saudável (FAO, 1996). | Por meio de escalas validadas como a EBIA (Escala Brasileira de Insegurança Alimentar). Para povos indígenas e comunidades tradicionais, deve-se medir por intermédio de metodologias construídas localmente com a comunidade. A ideia de SAN difere em cada contexto (Brasil, 2023, 2025; Feitosa, 2023). |
| Fome | A fome é uma sensação física desconfortável ou dolorosa causada pelo consumo insuficiente de energia dietética. Ela se torna crônica quando a pessoa não consome uma quantidade suficiente de calorias regularmente para levar uma vida normal, ativa e saudável (FAO et al., 2024). | Por décadas, a FAO tem usado o indicador Prevalência de Subnutrição para estimar a extensão da fome no mundo, portanto, “fome” também pode ser chamada de subnutrição (FAO et al., 2024). |
| Segurança dos alimentos | Inclui atividades, processos e políticas que compreendem a cadeia de suprimento de alimentos com o objetivo de garantir comida segura para o consumo (FAO, 1996). | Observar boas práticas de manipulação de alimentos, uso da água de forma culturalmente apropriada (Brasil, 2014). |
| Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) | Direito humano indivisível, universal e não discriminatório que assegura a qualquer ser humano uma alimentação saudável e condizente com seus hábitos culturais. É dever do Estado estabelecer políticas que melhorem o acesso à alimentação (Abrandh, 2012). | Existem diversas políticas e programas que podem ser articulados para satisfazer o DHAA, como a Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) (Brasil, 2025h), Programa de Fortalecimento Emergencial do Atendimento do Cadastro Único no Sistema Único da Assistência Social (Procad-SUAS) (Brasil, 2023). |
| Desnutrição | Expressão biológica da carência prolongada da ingestão de nutrientes essenciais à manutenção, ao crescimento e ao desenvolvimento do organismo humano. Refere-se normalmente ao tipo de desnutrição energético-proteica (Brasil, 2013). | Por meio de indicadores antropométricos adequados para cada contexto; marcadores bioquímicos de deficiências nutricionais; e marcadores de consumo alimentar (Brasil, 2024d). |
Acidentes e violências
Enchentes aumentam afogamentos (75% das mortes em inundações globais, 2000–2019), quedas e traumas. Os desastres agravam violência doméstica e sexual — especialmente contra mulheres, meninas, crianças e pessoas LGBTQIA+. Enquanto isso, populações idosas têm maior risco de abandono e exploração financeira no pós-desastre.
O guia reforça a notificação compulsória de violências (24h para violência sexual e tentativa de suicídio).
Imunizações e cadeia de frio
O calor extremo, frio intenso e quedas de energia durante enchentes comprometem a eficácia das vacinas (devem ser armazenadas entre +2°C e +8°C). O guia descreve estratégias de resiliência da Rede de Frio: geradores e painéis solares, dataloggers, planos de contingência estaduais, rotas alternativas (aérea, fluvial), estoques de emergência e comunicação imediata às instâncias gestoras.
Comunicação com a comunidade e recomendações práticas
A seção final traz orientações concretas para os profissionais repassarem às comunidades:
- Calor: hidratar-se (mínimo 2L/dia), usar roupas claras e leves, evitar esforços das 10h–16h, refrigerar o ambiente, nunca deixar crianças ou idosos em carros parados. Nas escolas, considerar a suspensão de atividades em ondas de calor sem climatização.
- Frio: vedar frestas, usar roupas em camadas, monitorar idosos e pessoas com mobilidade reduzida, evitar aquecedores a carvão (risco de monóxido de carbono), organizar ações comunitárias para pessoas em situação de rua.
- Poluição do ar: evitar lenha e combustíveis sólidos; usar filtros HEPA em serviços de saúde e escolas; máscaras N95 para trabalhadores expostos a queimadas; monitorar alertas de qualidade do ar; evitar atividade física intensa em dias de poluição elevada.
- Ações coletivas: alimentação saudável e de baixo impacto ambiental, transporte ativo, gestão de resíduos, eficiência energética, participação social e cobrança de políticas públicas climáticas.
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