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Santa Casa de Araçatuba: Temas recorrentes na prova da residência médica

Santa Casa de Araçatuba Temas Quentes

Você sabe quais os temas recorrentes da prova de residência médica da Santa Casa de Araçatuba? Assim como todo grande time estuda o adversário antes de entrar em campo, o candidato à Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba precisa conhecer o perfil da banca para distribuir sua energia com inteligência. 

Os dados da edição anterior revelam padrões claros: em Clínica Médica, HIV/AIDS e Morte Encefálica lideram as cobranças; em Cirurgia, o foco recai sobre Abdome Agudo; em Pediatria, Crescimento e Infecções Congênitas dominam; e em Preventiva, os temas de Epidemiologia Clínica e Clínica da APS aparecem com peso relevante.

Quem ignora o que cai na prova estuda sem direção — e perde para adversários que já sabem onde a prova vai apertar. Está se preparando para a Santa Casa de Araçatuba 2026? Então este post é para você! Confira e fique por dentro!

Temas recorrentes na prova da Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba

Os dados a seguir tem como base os últimos cinco anos (2022-2026) e perguntas presentes no banco de questões da MedCof (Qbank):

Clínica médica

Entre os temas da prova de Clínica Médica, os mais cobrados são:

Infectologia 

TemasQuantidade de questões
HIV/AIDS5
Tuberculose, MNT e Diferenciais3
Doenças Virais e Pândemicas2

Emergências Clínicas 

TemasQuantidade de questões
Morte Encefálica 4
ACLS e BLS2
Intoxicações 2

Cardiologia 

TemasQuantidade de questões
Arritmias4
Valvopatias3
Insuficiência Cardíaca1

Cirurgia

Entre os temas da prova de Cirurgia, os mais cobrados são:

Cirurgia Geral

TemasQuantidade de questões
Abdome Agudo10
Tempos operatórios9
Trauma4

Cirurgia do Aparelho Digestivo

TemasQuantidade de questões
Estômago 5
Esôfago 5
Coloproctologia2

Endoscopia

TemasQuantidade de questões
Hemorragia digestiva5
Ingestão de corpo estranho1

Pediatria

Entre os temas da prova de Pediatria, os mais cobrados são:

Puericultura 

TemasQuantidade de questões
Crescimento 3
Cuidados Paliativos2
Alimentação Infantil1

Neonatologia  

TemasQuantidade de questões
Infecções Congênitas3
Outras Doenças Neonatais2
Reanimação Neonatal 2

Infectologia Pediátrica

TemasQuantidade de questões
Meningite e Encefalite2
Infecção de Trato Urinário1
Infecções de Vias Aéreas Superiores1

Preventiva e Saúde Coletiva

Entre os temas da prova de Preventiva e Saúde Coletiva, os mais cobrados são:

Epidemiologia

TemasQuantidade de questões
Epidemiologia Clínica13
Vigilância em Saúde1
Indicadores de Saúde1

Medicina de Família e Comunidade

TemasQuantidade de questões
Clínica da APS14

Política, planejamento e Gestão em Saúde

TemasQuantidade de questões
Redes de Atenção à Saúde11
Política Nacional da Atenção Básica1
Outras tags sobre Política, planejamento e Gestão em Saúde1

Ginecologia

Entre os temas da prova de Ginecologia, os mais cobrados são:

Ginecologia Geral

TemasQuantidade de questões
Infecção ginecológica3
Anticoncepção3
Sangramento uterino anormal (SUA)1

Oncoginecologia

TemasQuantidade de questões
Fisiologia menstrual3
Saúde óssea – Ginecologia2
Climatério2

Ginecologia Endócrina

TemasQuantidade de questões
Lesões pré-invasivas do trato genital inferior2

Obstetrícia

Entre os temas da prova de Obstetrícia, os mais cobrados são:

Assistência ao Pré-Natal

TemasQuantidade de questões
Modificações gravídicas do organismo materno4
Intercorrências clínicas e cirúrgicas na gravidez2
Pós-datismo1

Gestação de Alto Risco

TemasQuantidade de questões
Doenças tromboembólicas na gestação2
Síndromes hipertensivas na gestação2
Doença hemolítica perinatal1

Emergências Obstétricas

TemasQuantidade de questões
Trabalho de parto prematuro2
Sangramento de segunda metade de gestação2
Sangramento de primeira metade de gestação1

O que cai na prova sobre Clínica da APS

Questão Prova Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba (SCMA-SP) 2023 | Fonte: Qbank.

Resposta: a) Isoniazida; Rifampicina.

Comentário do professor:

A tuberculose e o HIV são doenças que frequentemente coexistem, especialmente em países com alta carga de ambas. O tratamento conjunto dessas doenças exige uma abordagem cuidadosa devido à complexidade das interações medicamentosas e à possibilidade de efeitos adversos. O abandono do tratamento pode ocorrer por vários fatores, como a pandemia de COVID-19, que impactou negativamente o acesso aos serviços de saúde, e também pelos efeitos colaterais provocados pelos medicamentos utilizados. No caso descrito, os sintomas de neuropatia periférica e urina avermelhada são indicativos de reações adversas específicas a medicamentos antituberculose.

A isoniazida é amplamente conhecida por causar neuropatia periférica, especialmente em pacientes com desnutrição, etilismo ou HIV. Isso ocorre pela interferência no metabolismo da vitamina B6 (piridoxina), essencial para a função nervosa. A suplementação de piridoxina é geralmente indicada durante o uso da isoniazida para prevenir esse efeito. Já a rifampicina é responsável por um efeito colateral bastante característico: a coloração avermelhada da urina, suor e lágrimas, decorrente da sua pigmentação alaranjada.

Esses efeitos adversos, embora muitas vezes benignos e manejáveis, podem assustar o paciente, levando ao abandono do tratamento se não forem adequadamente explicados e monitorados. É fundamental que o profissional de saúde eduque o paciente sobre os efeitos esperados, reforçando a importância da adesão terapêutica. A interrupção do tratamento tanto da tuberculose quanto do HIV pode levar a piora do quadro clínico, resistência medicamentosa e maior risco de transmissão.

Portanto, o correto manejo dos efeitos adversos e o fortalecimento da relação médico-paciente são essenciais para o sucesso terapêutico. Além disso, o suporte psicológico e social deve ser oferecido, especialmente em contextos de vulnerabilidade social agravados por crises sanitárias, como a pandemia da COVID-19. A retomada e manutenção do tratamento são prioridades para garantir a saúde do paciente e o controle da transmissão da tuberculose e do HIV. 

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Imagem disponível em: Tuberculose – Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar
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Como será o processo seletivo Santa Casa de Araçatuba

O processo seletivo da Santa Casa de Araçatuba é composto por duas etapas: prova objetiva e análise curricular.

Prova objetiva

A prova objetiva acontecerá no dia 02 de dezembro de 2026, com 4 horas de duração. Para os programas de acesso direto, serão 80 questões de múltipla escolha: 16 de Clínica Médica, 16 de Pediatria, 16 de Cirurgia Geral, 16 de Ginecologia e Obstetrícia e 16 de Medicina Preventiva e Social. Já os programas com pré-requisito terão 10 questões dissertativas na área correspondente. Essa fase tem caráter eliminatório e classificatório, e só são aprovados os candidatos que obtiverem nota igual ou superior a 45.

Análise curricular

A segunda fase, de caráter eliminatório e classificatório, consiste na análise do currículo elaborado conforme o modelo do Anexo I do edital. O currículo deve ser enviado durante o período de inscrições, de 25 de outubro a 22 de novembro de 2026, para o e-mail [email protected]. Para mais informações, confira: “Edital Santa Casa de Araçatuba para residência médica 2027”.

Seja um MedCofer

Com 34 vagas distribuídas entre acesso direto e pré-requisito, o processo seletivo da Santa Casa de Araçatuba exige mais do que conhecimento teórico. Para ir bem na prova, é preciso dominar os temas recorrentes das grandes áreas, treinar com questões no padrão de cobrança e chegar à avaliação curricular com um currículo bem estruturado.

A aprovação na residência médica não acontece por acaso: é resultado de um método sólido, conteúdo de qualidade e orientação especializada ao longo de toda a preparação.

Quer conquistar sua vaga na Santa Casa de Araçatuba e nas principais provas de residência médica do país? Então seja um MedCofer! Aqui te ajudaremos na busca da aprovação com conteúdos de qualidade e uma metodologia que já aprovou mais de 35 mil residentes no país.

Autor

  • Nana Nóbrega é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) e estudante de letras português e linguística da Universidade de São Paulo (USP). Possui experiência em saúde, educação médica e acessibilidade. Na MedCof, atua na produção de conteúdos sobre residência médica, concursos médicos, atualizações e notícias da área da saúde.

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